Total de visualizações de página

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

A ORIGEM DA LÍNGUA PORTUGUESA

                             
                            A ORIGEM DA LÍNGUA PORTUGUESA
O portugues é a continuação do latim. O latim, por sua vez, era um dos ramos de uma grande família lingüística que os historiadores chamavam de línguas indo-européias ou áricas, que contituem transformações de um idioma extinto, falado há cerca de cinco mil anos por um povo que se convencionou chamar de "árias". Os especialistas conseguiram provar a existência desse povo misterioso e desconhecido através dos estudos ligüísticos, das religiões comparadas e a antropologia.
Durante suas migrações, realizadas em épocas diferentes de sua vida, os árias atingiram a pénínsula itálica, onde encontrartam certamente povos que falavam outras línguas. Nessa península, o indo-europeu transformou-se em línguas do grupo itálico, que teve como idiomas principais o osco, o úmbrio e o latim.
O latim que terá uma grande repercussão no mundo antigo, a princípio foi falado por um pequeno povo de costumes simples e rudes que habitava o Lácio.  Com o crescimento político e econômico desse povo, graças à fundação de Roma, o latim suplantou as demais línguas da península itálica, grande parte  do sul e do centro da Europa e norte da África. En determinado momento da história humana, era senhora de uma vastíssima região. Contudo, com o desaparecimento do império romano, não só continuou nessas regiões como ampliou seus territórios através dos mares, na boca dos povos que falavam essa língua transformada em português e espanhol, por exemplo. 
Mas a língua portuguesa é continuação do "latim vulgar" (sermo vulgaris ou plebaeius) e não do "latim literário"(sermo urbanus), que era a língua  dos escritores e que nós podemos conhecer até hoje através das obras que compoem a monumental literatura latina.  O latim vulgar  era a língua viva, a língua que os romanos e, posteriormente, os povos conquistados usavam para a comunicação diária, a língua coloquial. Esse foi o latim levado para a vasta região que Roma dominou no mundo antigo.  Como se explica, pois, que tal língua, que até o século III da era cristã conservava suas cacacterísticas fundamentais, se tenha diferenciado tanto nas diversas regiões, a ponto de, hoje,  não entendermos, sem prévio estudo, os demais membros dessa família, como o frances, o italiano, o rumeno?
A expansão de Roma não se fez numa mesma época. Portanto as zonas dominadas não receberam o mesmo latim e sim um latim alterado pelos séculos que transcorreram de uma conquista a outra. Esse latim encontrou, em cada região, povos que falavam outras línguas, um substrato lingüístico que marcou profundamente  a língua dos conquistadores. Posteriormente entrou um novo e importante fator, que foi o desmembramento do Império Romano. Uma vez desaparecidos os laços que uniam esses povos às atividades culturais e políticas de Roma, cada dialeto se desenvolveu livremente, de acordo com as características de cada região, acelerado ainda pelas invasões dos bárbaros e árabes, que, com seus falares, influiram nas línguas locais, criando o que se costuma chamar de um "substrato lingüístico". Dessa maneira explicamos o surgimento dos romances, conhecidos depois por línguas românticas ou neo-latinas. 
Antes da invasão romana, vários povos haviam se fixado na Península Ibérica. A história da Península, antes dessa conquista, encerra inúmeros problemas e, em geral, é confusa. As teorias que existem se apoiam em dados nem sempre claros e homogêneos: restos humanos, mitos, indicações de escritores gregos e latinos, moedas, incrições em línguas ignoradas, designações geográficas, etc. Baseiam-se pois em dados etnográficos, arqueológicos e lingüísticos,  nem sempre generosos pela quantidade e qualidade para conclusões positivas. Os íberos, assim os chamavam os gregos e latinos, parecem ter sido os mais antigos de que temos notícias, como habitantes da Península. Depois deles vieram os celtas, representantes da família indo-européia ou ariana. Neste aspecto, irmãos dos helênicos e dos itálicos. Da união dessas raças surgiu o celtíbero. Depois, fenícios e gregos fundaram importantes colônias na Península com finalidades comerciais. Os gregos estabeleceram-se ai por volta de 800 antes de Cristo. Mas foi só no século II antes de Cristo que os Romanos entraram na Península, talvez com o intuito de refrear a expansão carteginesa que havia, também, atingido a região. Entretanto foi somente no ano 197 antes de Cristo que Roma anexou oficialmente a Hispânia como província. 
Às margens do rio Minho (portugal) formou-se um dialeto que chamamos "galaico-portugês", numa época, homogêneo, construindo um falar único e só, posteriormente diferenciados entre si, desmembrando-se em duas líguas, o galego e o português. Tais línguas ocupam toda a zona ocidental extrema da Península.
No reinado de Afonso III (1.250), o português era falado por toda a região ocupada por Prtugal. 
Não se pode precisar em que época apareceu a língua portuguesa.  Ela não surgiu de repente. Os sons do latim popular que se transformaram em português levaram séculos até atingir o estado atual. Passou por diversas fases. Sabe-se, contudo, que no século IX, a língua já existia, uma vez que  em documentos escritos em "latim bárbaro" (o latim literário deturpado pelos escrivães) já se encontram formas evidentemente portuguesas. É quase certo que o galego-português já existia então e devia ser a forma de expressar-se do povo, ainda que continuasse usando na escrita oficial o latim bárbaro, que sobreviveu durante muitas centenas de anos. 
Ao século VII podemos datar inúmeros documentos literários escritos em português, em verso, que é a primeira forma literária de que se serviram nossos antepassados. Desse modo, a língua do povo adquire categoria literária, criando aquela mesma dualidade existente no latim: língua popular e língua literária. Diferenças a princípio apenas perceptíveis, separam a ambas, mas, com o tempo, elas se aprofundam e assim chegam aos nossos dias, uma, a literária, fixada pela escrita; a outra, a popular, modificando-se  sempre, freada pela outra em seus excessos, mas, ao mesmo tempo, soprando-lhe vida, ajudando-a em seu caráter expressivo. Durante a época medieval e, sobretudo, no Renascimento a necessidade de traduzir textos latinos para o romance, fez com que os autores introduzissem na língua portuguesa inúmeros vocábulos eruditos, artificiais, criados para substituir formas populares ou, mesmo, para preencher lacunas existentes, dando à língua um caráter culto, alatinado. 
No século XVI a língua adquire feição moderna, a que hoje conhecemos e estudamos. É o século do Renascimento e, fundamentalmente, a época mais importante para os estudos literários, não só pelos aspectos que possa oferecer para a estilística moderna como pelo conteúdo humanístico existente em obras como as de Camões e Gil Vicente. Segundo Leite Vasconcelos, a história da língua portuguesa pode ser dividida em três grandes épocas:  - A Pré-histórica: que começa nas origens da língua e atinge o século IX, quando surgem os primeiros documentos latino-portugueses. Em suma,abrangeria o latim lusitânico e o romance falado na Lusitânia. - A proto-história: que vai do século IX ao século XII, quando encontramos nos documentos, redigidos em latim bárbaro, palavras portuguesas que provam a existência da língua nessa época.  E finalmente a histórica: que vai do século XII, do aparecimento do primeiro documento redigido em portugês, aos nossos dias. Marca a fixação pela escrita de uma língua até então apenas falada. Essa época é susceptível de divisão em duas fazes:  a) fase arcaica - do século XII ao século XVI.  b) fase moderna -  do século XVI aos nossos dias. 
Com a expansão marítima dos portugueses no século XVI e o descobrimento e colonização de novas terras, a língua portuguesa foi levada a outros continentes, como Àfrica, Ásia e América. Dessa maneira a romanização, em certo sentido, continuava agora levada a mundos desconhecidos na boca da gente lusa. 
Nicéas Romeo Zanchett 
.
Agora leia o lindo soneto de Olavo Bilac, no qual o poeta, além de se referir à origem latina do nosso idioma - português- , descobre nele uma estrutura antitética de rudeza e beleza; de força, vigor, ternura e doçura saudosas: 
.
Última flor do Lácio, inculta e bela, 
És, a um tempo, esplendor e sepultura: 
Ouro nativo, que na garganta impura
A bruta mina entre os cascalhos vela...
.
Amo-te assim, desconhecida e obscura, 
Turba de alto clangor, lira singela, 
Que tens o trom e o silvo da procela
E o arrolo da saudade e da ternura!
.
Amo o teu viço agreste e o teu aroma
De virgens selvas e de oceano largo!
Amo-te, ó rude e doloroso idioma, 
.
Em que da voz materna ouvi:"Meu filho!"
E em que Camões chorou, no exílio amargo, 
O gênio sem ventura e o amor sem brilho!

                                  de Olavo Bilac




terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

ENTENDA OS FENÔMENOS GLOBAIS DO CLIMA

                                  ENTENDA OS FENÔMENOS GLOBAIS DO CLIMA 


                 A irresponsabilidade como estamos tratando nosso planeta tem resultado em tsunamis, furacões, chuvas em excesso em alguns lugares e secas em outros, nevascas intensas, calor intenso e outros fenômenos que se intensificam a cada dia.  
É preciso compreender  que existem fenômenos naturais que atuam  em todo o planeta. 
Acredito que todos, ou quase todos, já ouviram falar do EL NIÑO e da LA NIÑA. São os principais fenômenos que atuam sobre a nossa mãe Terra. 
                                                                  EL NIÑO   
                  É o nome dado ao fenômeno que ocorre eventualmente nas águas do Oceano Pacífico, em que a temperatura superficial do oceano aumenta, criando alterações significativas no clima, no regime de chuvas e até na psicosidade (ocorrência de peixes) das áreas litorâneas. Esse nome "El Niño" vem do espanhol e quer dizer Jesus Menino porque sua ocorrência é mais comum quando estamos próximos do Natal.  Junto com o EL NIÑO acontece um outro componente atmosférico conhecido como Oscilação do Sul. É a diferença de pressão do ar entre os lados leste e oeste do Pacífico que aumenta ou diminui. Nos anos de  EL NIÑO a pressão na região do oceano perto da Indonésia fica anormalmente alta, enquanto do lado oposto fica muito baixa. 
Com o EL NIÑO os ventos chamados ventos alísios -que ocorrem o ano todo nas regiões  tropicais- diminuem de intensidade, podendo em alguns casos, até mudar de sentido. A faixa de água quente se estende agora por uma faixa maior do oceano, podendo superar em 5° centígrados a temperatura normal próxima à América do Sul, enquanto desaquece à oeste. 
A mudança de temperatura no oceano espalha a água quente pela área equatorial do Pacífico. Com isso, a corrente fria de fundo deixa  ou diminui o ritmo de substituição na costa sul-americana, diminuindo também a ocorrência de ressurgência -afloração de águas mais profundas que sobem à superfície-. O aumento da evaporação na área central do Pacífico desloca para oeste a "Célula de Walker" - circulação no plano vertical oeste-leste. O ar descendente, que antes atingia a costa do continente, passa a atuar mais a leste, provocando estiagem na Amazônia e, dependendo da intensidade, no Nordeste do Brasil. 
                                                                    LA NIÑA 
               É essencialmente o oposto do El Niño. Os ventos que sopram do oeste do Pacífico ficam ainda mais fortes que o normal. A água quente é empurrada para mais próximo ainda da Austrália e da Indonésia.  Com isso, uma faixa muito maior de água fria, que em condições normais se concentra perto da América  do Sul, se estende ao longo de toda a região equatorial do oceano. Assim como sua contraparte masculina, o fenômeno  cria alterações no clima global. Geralmente está associado a menos umidade na costa das Américas do Sul e do Norte e ao aumento no número de tempestades tropicais no oceano Atlântico. A intensidade dos ventos alísios aumenta. A água quente se desloca ainda mais para oeste, até perto da Linha Internacional de Data -linha imaginária na superfície terrestre, criando uma grande faixa de baixa temperatura ao longo da região equatorial. Na costa da América do Sul, a água pode ficar 4° centígrados mais fria. 
Por causa da intensificação do deslocamento da água quente, uma faixa maior de água fria aflora próxima à costa sul-americana, aumentando o fenômeno da ressurgência. 
A "Célula de Walker" continua agindo como em condições normais, mas com muito mais intensidade. 
SITUAÇÃO NORMAL 
                 Os ventos alísios, predominantes na região, sopram da América do Sul para oeste, empurrando a água quente superficial, que se acumula próxima à Austrália e à Indonésia. 
Com a concentração da água aquecida no oeste do Pacífico, a água fria, mais profunda, se desloca em direção ao leste, aflorando perto da costa sul-americana. 
A mesma concentração de calor oceânica cria uma circulação conhecido como "Célula de Walker", sobre a Austrália e Indonésia formando-se grandes nuvens verticais, e o fluxo de ar segue em altitude até descer próximo à costa da América do Sul. 
DICIONÁRIO 
                Ventos Elísios - são ventos que ocorrem o ano todo nas regiões tropicais. 
Célula de Walker - circulação do vento no plano vertical (oeste-leste).
Ressurgência - afloramento da água que estava no fundo ou na parte intermediária dos oceanos. 
psicosidade - as águas, dependendo da temperatura, podem dar maior ou menor ocorrência de peixes. 
Linha Internacional de Data - linha imaginária na superfície terrestre. 
Nicéas Romeo Zanchett

LEIA TAMBÉM CONTOS E FÁBULAS DO ROMEO

domingo, 20 de fevereiro de 2011

RESERVE TEMPO PARA O ÓCIO

          RESERVE TEMPO PARA O ÓCIO 
Com o advento da sociedade industrial viramos robôs humanos. Passamos a semana toda nos dedicando a trabalhos repetitivos e quando temos algum tempo disponível procuramos preenchê-lo de alguma forma. Essa loucura cotidiana que vivemos faz com que não tenhamos mais tempo para olharmos nosso interior. O que fazemos nos dias de folga é uma tentativa de continuar a estressante rotina diária a que estamos acostumados. A solução é ocupar o tempo com lazer ou qualquer outro tipo de atividade que possa nos dar algum prazer imediato. Mas, na verdade, estamos tentando fugir de nos mesmos e, por isso evitamos parar e refletir. 
A semana de trabalho inglesa, no século XIX, previa uma folga na segunda-feira. Mas, ao contrário do que muitos possam pensar, não era para descanso dos trabalhadores. O que os patrões queriam era dar um tempo para que os operários se recuperassem dos abusos com o álcool no domingo. A solução encontrada foi adotar meio expediente no sábado porque assim a bebedeira começaria naquela noite e o domingo seria o dia da ressaca. O resultado foi imediato, pois diminuiram as faltas ao trabalho na segunda-feira. 
Ninguém duvida que o lazer seja importante para a saúde e bem estar, mas os excessos de compromissos nos fins de semana podem gerar mais estresse do que o próprio trabalho. Precisamos de tempo disponível para não fazer nada, ou seja, precisamos do ócio. Não é necessário que fiquemos todo o final de semana de pernas para o ar, mas praticarmos o lazer do ócio por algumas horas é importante para melhorar a qualidade de vida e a saúde. 
Para quem vive em cidade agitadas, como Rio de Janeiro e São Paulo, é importante buscar o contato com a natureza. 
Hoje é domingo e, neste momento, milhões de pessoas estão aproveitando a folga para divertir-se na internet com jogos eletrônicos, troca de mensagens em comunidades virtuais e outras atividades. Não seria nada ruim se houvesse limites, mas o que vemos são pessoas passarem o dia todo em frente ao computador. Por mais prazeroso que seja, o cansaço é muito estressante e isto causa mais problemas  do que benefícios. 
Muitos trabalham a semana inteira e tiram o fim de semana para praticar exercícios, alguns muito pesados, como corrida ou jogos que exigem esforço físico. Essas pessoas, mesmo com as coronárias  limpas, são fortes candidatos a infarto fulminante. Quem é sedentário de segunda a sexta-feira e resolve correr ou jogar bola no sábado e domingo tem grande chance de ter morte súbita. Quando o lazer ativo toma todo o tempo livre, o efeito é nocivo e devastador. 
Os momentos de lazer deveriam ser curtidos sem estresse, mas o que vemos são multidões lotando as academias de ginástica, participando de campeonatos de praia, maratonas e inumeras outras modalidades de competição. São pessoas angustiadas que enfrentam qualquer trânsito para, em busca do descanso, cansar mais. Adoram competir e vencer sempre. Para isso transformam o fim de semana em obrigação, com agenda mais exaustiva que a da semana de trabalho. 
Se formos analisar com maior profundidade, iremos ver que quem não consegue parar nos fins de semana tem, na verdade, um grande medo de usar seu tempo disponível para refletir, para um olhar mais demorado em seu interior. 
Vivemos numa época de economia altamente competitiva e, tanto no trabalho como no lazer, a criatividade individual fica prejudicada por excessos. É indispensável encontrar um tempo para não fazer nada. O ócio pode ser o remédio que a muito tempo estamos procurando. O importante, no entanto, é que durante esse tempo se evite pensar emqualquer tipo de problema ou obrigação. Uma boa sugestão para os mais agitados é praticar técnica de relachamento  e meditação. Nesse caso, a natureza pode ser o melhor mestre. 
O futuro já chegou e o comportamento das pessoas durante a semana deverá mudar radicalmente. É bem provável que a nova sociedade pós-industrial traga novos conceitos e horários para o trabalho, o lazer e o ócio. O tempo e espaço, como conhecemos, sofrerão uma desestruturação para permitir nova forma de viver. Os momentos para o lazer e o ócio serão distribuidos ao longo da semana. Isto já está acontecendo em muitas empresas ao redor do mundo. Será possível conciliar trabalho, lazer e ócio num único dia. O tempo para não fazer nada é essencial para a criatividade que é um dos pilares do sucesso profissional. 
Precisamos reaprender a valorizar nossos momentos contemplativos, amar mais a natureza e os animais e nos reeducarmos para o tempo livre. Jogar conversa fora com os amigos, fazer amor sem pressa, olhar o por do sol, balançar o corpo numa rede, ouvir o canto dos passaros, são coisas que ficaram esquecidas. Inumeras são as possibilidades, é só escolher. 
Nicéas Romeo Zanchett

GALILEI GALILEI - EXPLORADOR DO INFINITO





            GALILEU GALILEI - EXPLORADOR DO INFINITO
Quando Galilei nasceu, em Pisa, a 15 de fevereiro de 1564, seu pai Vicente Galilei já tinha 44anos. Era um músico de talento, mas para viver vendia tecidos no comércio da cidade. 
O filho de Vicente crescia  e seu pai sonhava vê-lo formado em medicina,"profissão de muito respeito".  Tentando fazer a vontade do pai, Galilei foi para o Studio de Pisa estudar medicina. Mas esta vocação não duraria muito tempo: em 1583, em Florença, êle conheceu o professor Ostílio Ricci, que o levou a estudar Matemática e tornar-se mestre nesta matéria.  
Galilei era um homembaixo e seus alunos dos fundos do auditório até tinham dificuldade em vê-lo ministrando seus ensinamentos. Sempre foi agitado, criativo e cheio de idéias. Quando ainda era menino,enquanto as outras crianças esperavam dos pais os brinquedos de presente, êle fabricava instrumentos quase cintíficos e curiosas maquininhas. 
Astrônomo, físico, tocador de órgão e cítara, compositor nas horas vagas, crítico literário, pintor, inventor, etc. Aos 19 anos, quando ainda estudava medicina, fez sua primeira descoberta: observando, no Duomo de Pisa, um grande lustre que se movia imperceptivelmente para frente e para trás, descobriu a Lei do Isocronismo das Ondulações Pendulares (os pêndulos oscilam em tempos iguais), usando-a para construir um aparelho para medir a freqüência das pulsações humanas. Naquele memo ano deixou os estudos de medicina. 
Seu espírito inventivo crescia e dominava seus pensamentos. Em 1586 construiu a primeira balança hidrostática, com a qual mediu o pêso específico de numerosos corpos. Três anos depois era professor de matemática em Pisa. 
Com a morte do pai as finanças da família ficaram abaladas e Galileu teve de mudar-se para Pádua, onde lhe haviam oferecido o cargo de professor de Matemática com melhor remuneração. Era setembro de 1592 e ali permanesceu por 18 anos. Este período de sua vida foi o mais produtivo. Em Veneza, em 1609, Galileu apresentou ao Doge a sua grande descoberta: o telescópio que, por ele aperfeiçoado, deixou de ser um primitivo instrumento e passou a ser capaz de desvendar os mistérios do universo estelar. Referindo-se a esse período êle disse: "foram os melhores anos de minha vida". Depois de ter aperfeiçoado o telescópio, Galileu apresentou seu primeiro modêlo ao Duque de Veneza no terraço da Catedral de São Marcos. O Duque e os senadores ficaram admirados em poder observar os navios distantes.
Com o novo instrumento, sua curiosidade e paixão pelo céu inexplorado passa a consumir a maior parte de seu tempo. Noite após noite observou o céu onde via quatro pequeninas estrelas. Concluiu que, na verdade, eram quatro luas que giravam em torno de Júpter, cada qual com sua órbita. Essa foi a mais sensacional de todas as suas descobertas. 
Em 1610, sob as influências recebidas de seu mestre Copérnico, publica suas descobertas no livro "O Mensageiro Sideral". Surge então as primiras críticas e perseguições. 
Em 1612 o dominicano Nicolai Lorini, de Florença, declarou herética a doutrina do movimento da Terra.  Em 1615 o dominicano juntou, às suas denúncias, a carta escrita por Galileu em 1613 sôbre suas interpretações dos limites entre a fé e a ciência. 
Um dia, já velho, disse que o Sol era o Centro do Universo, pagando com a liberdade o preço dessa "heresia".  Galileu teve de ir a Roma defender-se das acusações. Mas, ao apresentar o seu livro Discurso do Fluxo e Refluxo do Mar, que reafirmava a exatidão das teorias suas e de Copérnico, só fez piorar a situação. Em 24 de fevereiro de 1616, em Roma, suas idéias são oficialmente consideradas "tolas, absurdas e heréticas". A 5 de março daquele mesmo ano, o livro fundamental de Copérnico "De Revolutionibus Orbium Coelestium" e mais os escritos que difundiam seu conteúdo foram proibidos pela Congregação do Index.
No Palácio Pitti, em Florença, realizaram-se muitas conversas científicas entre Galileu e alguns amigos, entre os quais o Grão-Duque Cósmico II, seu mais influente protetor. 
Galileu prosseguiu na sua luta e em 1632 publicou o "Dialogo Sôbre os Máximos Sistemas". Com este livro foi processado e teve sua prisão decretada pelo Santo Ofício. 
Sabendo que seria condenado à morte disse aos inquisidores: "Senhores, o sol não é o centro do Universo; eu estava enganado".  A morte, que seria a punição para seu crime, foi transformada em confinamento na vila de Arcetri, onde ele morava.  Neste mesmo local morreu em 1642, aos 78 anos de idade. 
Galileu foi o primeiro dos grandes físicos e talvez o maior deles. Suas descobertas na Mecânica e na Astronomia modificaram a concepção do mundo. Foi êle quem pela primeira vez usou uma luneta para observar o céu. Suas descobertas abalaram fortemente a ciência oficial. Foi êle quem pela primeira vez observou as manchas solares. Estudou as montanhas da lua e até mediu a altura de uma delas. Em suas observações descobriu quatro dos satélites de Júpiter. A mais famosa de suas experiências foi, sem dúvida, a da Torre de Pisa: Galileu soltou dois corpos em queda livre com pesos diferentes e provou que ambos chegariam juntos ao chão.  Até então acreditava-se que dois corpos com pesos diferentes , soltos em queda livre, o mais pesado chegaria mais depressa ao chão. Ninguém havia testado essa idéia e sua experiência causou surprêsa e revolta pela ousadia de sua realização. Objetos de pesos diferentes caem ao mesmo tempo. 
Galileu nos ensinou, através de experimentação e sem preconceito, a aceitar a natureza como ela é. Foi êle quem, pela primeira vez, teve coragem de substituir a fé pura e simples, os horóscopos e os chás pelo estudo e pesquisa científica. 
Hoje vivemos um progresso cada vez maior e êle é o responsável por grande parte de tudo o que sabemos. 
Com todo o avanço científico, ainda estamos presos a superstições e preconceitos diariamente difundidos, principalmente por crenças e religiões. 
Foi o "herege" condenado a mais de três séculos quem traçou o caminho pelo qual descobrimos os antibióticos, as vacinas, os transportes rápidos, a televisão, os satélites, os foguetes e tantas outras coisas que nos dão alegria, prazer e esperança. 
Se, apesar de nossas ações inconseqüêntes, a vida humana na terra continuar possível, certamente chegará o dia em que seremos realmente livres como sonhou Galileu. 
Nicéas Romeo Zanchett


A CRIATIVIDADE DEPENDE DA LIBERDADE

                    A CRIATIVIDADE DEPENDE DA LIBERDADE
A liberdade é a maior fonte da criatividade. A criação de algo novo, seja uma melodia, uma pintura ou a construção de uma frase que ninguém tenha feito antes, exige esforço criativo. Os momentos de criatividade, em que nascem novas idéias, são imprevisíveis. 
Toda a criatividade precisa, acima de tudo, de uma motivação e vontade de alcançar uma meta. Isto é  algo que vem de dentro e freqüentemente é tão frágil que pode ser facilmente anulada pelo ambiente. As fôrças que a inspiram ou tentam estimulá-la moldam sua qualidade. A motivação intrinseca conduz à criatividade, enquanto a extrínseca pode ser prejudicial. Isto quer dizer que quando somos inspirados pelos nossos próprios interesses temos prazer e maior probabilidade de explorar novos caminhos. Nessa condição somos impelidos a correr novos riscos e assim podermos produzir algo singular e proveitoso. Já quando as metas nos são impostas, por outros ou outras razões, a criatividade fica muito prejudicada. É o caso de quando somos obrigados a produzir pela simples ânsia  de ganhar dinheiro ou pelo medo do desemprego. Artistas talentosos como Van Gogh, Gauguin, Picasso e tantos outros, criavam pelo simples prazer, sem se preocupar com as questões financeiras. Muitos criadores nos legaram grandes feitos, mas viveram e morreram na pobresa. 
Os julgamentos constantes podem inibir a criatividade. Já foi comprovado que as pessoas obtem melhores resultados quando sua produção não está freqüentemente sendo julgada. Escrever poemas, pintar, pesquizar cientificamente  são tarefas que exigem liberdade e concentração. No caso das criações artísticas é muito comum as interferências externas que visam apenas os resultados financeiros. O pintor que é conduzido pelo marchand, mesmo com promessa de recompensa, não conseguirá produzir obras de boa qualidade. Isso fica muito evidente nos nossos dias em que a arte está sendo moldada pelo dinheiro. 
Os gigantes da criatividade sempre trabalharam intensivamente, mas a liberdade de criação foi a marca de todas as suas obras. Albert Einstein escreveu 248 trabalhos científicos; Picasso produziu uma média de 200 trabalhos por ano; Thomas Alva Edison registrou 1.093 patentes; Wolfgang Amadeus Mozart viveu apenas 35 anos, mas compos mais de 600 peças. Todos trabalhavam motivados pelo seu próprio impulso criativo.
Uma das características dos grandes gênios da humanidade é que começam trabalhar ainda bem jovens e produzem, sem descanso, até o fim da vida.  Johann Sebastian Bach, produziu mais de mil peças  e ditou sua última composição em seu leito de morte aos 65 anos; Sigmund Freud escreveu seu primeiro treabalho quando tinha apenas 21 anos. 
Existe algo extranho que impulsiona os criadores a se aventurarem, em rítmo frenético, no mundo da beleza ou da verdade até idade avançada, mas o auge da idade produtiva, em sua maioria, é a meia idade, ou seja, por volta dos 40 anos. Ludwig Van Beetovem compôs sua Quinta Sinfonia aos 37 anos, mesma idade em que Miguel Ângelo pintou a Capela Sistina. Mesmo com o avanço da idade, os atributos criativos nunca se esgotam, ao contrário, com o passar dos anos a experiência se soma à criatividade nata. 
As pessoas criativas são inteligentes, mas o que se observa é que um alto grau de inteligência, por si só, não é garantia de sucesso. Sempre vemos pessoas inteligentes que vivem de forma comum e rotineira sem nunca chegar ao êxito. São pessoas que aprendem uma profissão e a elas dedicam toda uma vida, sem nada de novo criar. É como se sentissem realizadas com o diploma e então param de estudar e passam a viver de forma repetitiva. 
Por outro lado, uma capacidade cerebral demasiadamente elevada pode até ser prejudicial. Também uma educação muito elevada, muitas vezes, pode ser um empecilho para a criatividade. É que os gênios criadores confiam mais na sua própria inteligência e costumam frequentar a escola até obterem o conhecimento básico e a capacidade técnica de que necessitam e então abandonam os estudos tradicionais e seguem por conta própria. O conhecimento e a educação, por si mesmos, não tem nada de mal, mas os estudos tradicionais podem inibir a criatividade pela assimilação de métodos rotineiros de fazer as coisas. O conhecimento do "passo-a-passo" acaba impedindo as soluções insólitas, mas criativas. Se, na escola, a pessoa aprende os princípios básicos em vez de simples regras, o conhecimento pode ser verdadeiramente proveitoso. Enquanto, se a pessoa aprende uma fórmula para fazer as coisas acaba entrando numa rotina que facilita as realizações e então não tem necessidade de criar suas próprias maneiras de fazer.
Por tudo isso a criatividade e a genialidade são parceiras inseparáveis da liberdade. 
Nicéas Romeo Zanchett
http://gotasdeculturauniversal.blogspot.com.br

TERRA AQUECIDA - FUTURO DE DOR E SOFRIMENTO

                            TERRA AQUECIDA - FUTURO DE DOR E SOFRIMENTO
            Você certamente sempre ouve falar em aquecimento global, mas poucos realmente entendem a dimensão deste problema. Não se trata de termos de conviver com mais calor e gastar mais dinheiro com ar condicionado e ventiladores, mas das conseqüências que esses poucos graus de aumento da temperatura irão provocar nas nossas vidas. Se não conseguirmos conter já esse aquecimento, nosso planeta mudará radicalmente em poucos anos. Iremos sentir os efeitos climáticos através dos furacões, tsunamis, deslizamentos de terra, tornados, nevascas, etc. 
          Queimadas como as que estão acontecendo na Amazônia, cospem toneladas de CO2 na atmosfera e a natureza não consegue mais reciclá-las. 
           O principal gás do efeito estufa emitido pela atividade humana é o CO2 que provocamos com a queima de combustíveis fósseis - petróleo, carvão e gás-, das queimadas das florestas e das atividades agrícolas.
           A fome já está batendo à porta de diversas nações do mundo. Os cientistas procuram formas de aumentar a produção de alimentos, quando na verdade deveriam buscar uma forma de evitar o desenfreado crescimento populacional humano que continua acontecendo. Diariamente milhões de pessoas nascem e não haverá alimentos suficientes. A verdade é que a fome já está assolando a humanidade. 
                                       O EFEITOS DO AQUECIMENTO NO BRASIL
              A Amazônia pode ser transformada em uma savana como as de certos locais da África. A elevação da temperatura média afetará a parte Leste da floresta. Se o aumento da temperatura chegar a 4 graus centígrados, cerca de 85% das matas irão morrer.   
               A natureza mostrará sua fúria. Poderá haver aumento de chuvas e secas no Norte,no Centro-Oeste e no Sudeste. Haverá incalculável perda da biodiversidade da Amazônia, do Cerrado e do Pantanal. 
                Caso a humanidade consiga limitar o aumento na temperatura em apenas 2 graus centígrados até o ano 2100, (este é o objetivo perseguido em vão durante a COP - 15), já teremos de lidar com significativas alterações. 
                A região Sul do Brasil sofrerá com chuvas muito mais intensas. As temperaturas mais altas prejudicarão a saúde da população e a sobrevivência das araucárias. 
               O Ceará poderá perder 80% de sua área fértil; Piauí e Pernambuco entre 60% e 70%. O fenômeno causará uma migração, como nunca antes vista, para os centros urbanos. 
               O Nordeste e o Sudeste são as regiões que mais sofrerão com o aumento do nível do mar. Muitas cidades terão que serem abandonadas. 
              As ondas de calor e elevadas taxas de evaporação nas regiões Sudeste e Centro-Oeste poderão causar prejuízos incalculáveis ao agronegócio, à geração de energia e à saúde da população. 
              Com a soma de tantos problemas, novas doenças surgirão para aumentar ainda mais o caos em   nosso sistema de saúde. 
                                    COMO SERÁ O PLANETA NO ANO 2100
Os cientistas já fazem os cálculos para o caso da temperatura média subir apenas 2 graus centígrados. 
1 - O Oceano Ártico estará totalmente derretido. Deverá estar livre para a navegação de embarcações de grande porte  antes do ano 2020. 
2 - A Groenlândia derreterá totalmente. Esse derretimento total da calota de gelo poderá elevar o nível do mar em 7 metros. 
3 - Com o aquecimento do solo que sempre esteve congelado acontecerá a liberação de gás metano no Permafrost. Este gás é 23 vezes mas sujo que o CO2. Sempre esteve contido no solo pelo seu congelamento. 
4 - As Coníferas do Norte ou Floresta Boreal sofrerão drástica redução, prejudicando seriamente a fauna e a flora. 
5 - O degelo do ártico levará água doce em excesso ao Atlântico Norte, prejudicando a vida marinha em todo o planeta. 
6 - O buraco de ozônio sobre a Europa poderá crescer sobre o Polo Norte, causando estrago na Europa Setentrional. 
7 - No Tibete e no Himalaia o degelo deixará à mostra uma grande superfície escura, que provocará mais aumento da temperatura média. 
8 - As chuvas deverão ficar mais fracas, causando grandes secas na Índia, onde já existe muita miséria.
9 - A região do Saara poderá receber mais chuvas, o que reduziria os turbilhões de areia e ficaria mais verde. 
10 - Na África Ocidental a redução nas monções poderá dobrar os períodos de seca. Cerca de 250 milhões de pessoas, pelos cálculos atuais, ficariam sem água. 
11 - A falta de água se agravará na Califórnia e em outras regiões dos Estados Unidos da América. Isto aumentará em muito os riscos de incêndio que costumam ocorrer naquela região. 
12 - A redução drástica da Floresta Amazônica, que poderá chegar à extinção, afetará seriamente o clima e a biodiversidade de todo o planeta. 
13 - As alterações no fenômeno El Niño poderão acarretar secas desastrosas no sudeste da Ásia, com incalculável desequilíbrio climático no Pacífico Sul. 
14 - O aumento de água doce nos mares ao redor do Polo Sul mudará as características dos oceanos abaixo de quatro mil metros de profundidade. A vida marinha sofrerá enormes desequilíbrios e perdas.
15 - Haverá colapso na camada de gelo na Antártica Ocidental. A água marinha aquecida poderá derreter o gelo no litoral do continente gelado. 
16 - Irá aumentar o buraco de ozônio sobre a Antártica. A camada de ozônio na região foi danificada com a emissão de clorofluorcarbonetos.
17 - com a elevação do nível do mar, haverá risco iminente a países-ilhas como Tuvalu  além de inúmeras cidades costeiras, cujo número é incalculavelmente grande. 
18 - Haverá menos chuva na Austrália. A estiagem pode se agravar, em especial nas regiões Sul e Leste que são as mais populosas do país.
19 - Nos países europeus, ondas de calor e maior incidência de incêndios florestais trarão prejuízos à saúde da população, além de todos os demais problemas já conhecidos. 
20 - Haverá total desarranjo na bomba biológica de CO2 dos oceanos. O fenômeno - capacidade do mar de absorver CO2 do ar para formar biomassa a partir das algas e estocá-lo no leito marinho -, perderá força com riscos incalculáveis. 
Fonte e pesquisa de estudos : Revistas Superinteressante e Isto é. 
NOTA FINAL - Aqui no Brasil, o governo continua fazendo sua parte para destruir o planeta. Mesmo diante de todas as evidências  de erro, continua com os megalomaníacos projetos como é o caso da Usina de Belo Monte. As conseqüências serão desastrosas. 
Nicéas Romeo Zanchett 
LEIA TAMBÉM - CONSCIÊNCIA CÓSMICA UNIVERSAL.