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sexta-feira, 28 de outubro de 2011

A DEMOCRACIA COMO INSTRUMENTO DE ESPOLIAÇÃO

 A DEMOCRACIA COMO INSTRUMENTO DE ESPOLIAÇÃO
Quando Thomas Jefferson, em 1801, assumiu de forma democrática a presidência dos Estados Unidos da América, os gregos já eram dirigidos democraticamente há 2.500 anos. 
Qualquer cidadão de Atenas podia tomar parte na discussão de questões públicas e votava no parlamento ao ar livre que se situava na encosta de uma colina.
A democracia grega já pretendia ser a mais perfeita forma de governo. Por meio de um sistema ateniense de sorteio, qualquer cidadão só podia  exercer, uma ou outra vez, um cargo público. É claro que devemos considerar que o número de atenienses era relativamente pequeno. 
Lá, naquela época, filósofos, poetas, soldados, sapateiros, camponeses ou quaisquer outros cidadãos podiam dirigir o Estado. Leis particulares, trabalhos públicos, expedições exploratórias e até a ereção de uma estátua eram debatidos por homens e partidos de ambições e objetivos opostos. 
A princípio, o governo de Atenas estivera em mãos de alguns ricos e poderosos oligarcas. Mas, Sólon, o primeiro grande homem de Estado democrático da história, criou uma nova lei que forçou os oligarcas a declarar uma moratória de dívidas; apoiou os lavradores e criou uma lei que exigia que cada mulher possuisse pelo menos três vestidos; extingüiu as distinções de berço, criando um sistema de tribos que eram constituídos indiscriminadamente de ricos e pobres.  Mas também foi essa democracia que permitiu o julgamento de Sócrates que costumava falar mal dos políticos. Ele foi acusado de desvirtuar os jovens atenieneses e condenado à morte por poucos votos dispersos. Esse foi, sem dúvida, o primeiro grande crime da democracia. Faltava ainda aos atenienses a aptidão para bem desempenhar sua democrática tarefa. 
O governo do povo e para o povo é uma idéia nobre, mas também é preciso nobreza para julgar com verdadeira justiça. 
A democracia é autora das leis, mas, infelizmente, nem sempre a lei se atém às suas próprias funções. Não raras vezes é utilizada para destruir a justiça que ela deveria preservar. 
A democracia coloca as forças coletivas à disposição de inescrupulosos que, sob o amparo da lei, exploram as pessoas, a liberdade e a própriedade alheia.  Surge então a espoliação organizada pela lei, em prol das classes que a fazem. Pelo voto de cada um, todas as classes sociais acabam sendo instrumento para criação de leis que permitem a espoliação legal do cidadão que trabalha pelo bem do país. Dessa forma, a lei que deveria proteger o cidadão, seu trabalho e sua propriedade, acaba sendo convertida em instrumento de espoliação.  Ela tem permitido o surgimento de uma ganância sem precedência. Com o poder de criar leis e através delas os extorsivos impostos, os políticos se locupletam e enriquecem ilicitamente sobre a proteção da lei que eles próprios criaram em nome do povo. 
Nenhuma sociedade poderá existir se nela não imperar o respeito às leis. Mas quando a lei e a moral estão em contradição, o cidadão se acha na cruel alternativa de perder a noção de moral ou perder o respeito à lei. 
A lei e a justiça formam um todo nos espíritos das massas. Temos a tendência de sempre considerar que a lei é legal e, portanto, justa. Assim, quando a lei permite a espoliação do povo, torna-se um ato legal e justo, diante de muitas consciências. Freqüentemente é desviada de seu propósito, violando direitos de propriedade em vez de garantí-los. É aí que surgem, e com toda a razão, as pessoas que querem participar fazendo as leis, tanto para proteger-se a si próprio contra a espoliação, como também para espoliar os outros.
A pretexto de organização, proteção e encorajamento, a lei democrática permite que se tire de uns para dar a outros. Então a riqueza produzida por algumas classes é legalmente transferida para outras classes sociais. Dessa forma arruina-se a sociedade sem obter o pretendido. As tarifas e cotas protetoras, na forma da lei, também são uma violação do direito de propriedade. O mais triste é que todo o aparato da magistratura, da política e da polícia é colocado em benefício do espoliador, tratando o espoliado que se defende, como criminoso. É assim que somos submetidos à espoliação legal.
Ninguém consegue comprar nada sem o pagamento de impostos que é acumulado e distribuido sob forma de privilégios e subvenções a homens e empresas mais ricas que os pagadores. A esmola em grande escala acaba sendo distribuída às classes mais privilegiadas. Diante deste quadro, as questões políticas sempre serão prejudiciais, dominadoras e absorverão tudo.
A verdadeira democracia é aquela que trata e defende, de forma igualitária, os direitos e deveres de todos. Quando permite que a lei cometa um ato que ela deveria reprimir é pior, do ponto de vista social.  Em tal situação, a pessoa que recebe os benfícios não é responsável pelo ato de espoliação. A responsabilidade cabe à lei, ao legislador e à própria sociedade que vota. 
A solução está na educação e conscientização de cada pessoa que compõe a grande massa de votantes.
Nicéas Romeo Zanchett
Leia também > VANTAGENS E PERIGOS DA DEMOCRACIA 
http://gotasdeculturauniversal.blogspot.com.br/2013/02/vantagens-e-perigos-da-democracia.html

domingo, 16 de outubro de 2011

A MATA ATLÂNTICA DE SANTA CATARINA

  A MATA ATLÂNTICA DE SANTA CATARINA
O estado de Santa Catarina, localizado no sul do Brasil, tem uma extenção territorial de 95.985 Km2. Sua população é de 6.178.603 habitantes, sendo 21,3% na área rural e 78,7% na área urbana. -(Censo do IBGE dfe 2010).
Está totalmente incerido no Bioma da Mata Atlântica.
90% dos imóveis rurais do estado são propriedades com até 50 hectares, trabalhados com mão-de-obra familiar. 
Ao longo do século XX essas características se mantiveram utilizando as riquezas naturais. 
Com o advendo da Globalização e sua conseqüente competitividade, tendo ainda como agravante a degradação ambiental agrícola familiar, foi paulatinamente sendo inviabilizado. Isto levou a um novo fenômeno ambiental: A regeneração natural e espontânea de áreas antes cultivadas. Cálculos recentes indicam que aproximadamente 70.000 hectares passaram do estado de degradação para o inicial médio e avançado de regeneração. 
Analisando friamente esta questão podemos considerar que, em princípio, isto é bom. No entanto, uma análise mais aprofundada nos leva a perceber que isto só não é suficiente, pois a regeneração espontânea é muito pobre de espécies. É aí que surge a necessidade de um trabalho planejado e conduzido de recuperação ambiental da Mata Atlântica local. 
É preciso considerar, também, o desmatamento criminoso de florestas primárias, ricas em biodiversidades contínuas. 
O esforço das autoridades e as leis ambientais não tem sido suficientes para barrar o desrespeito ao meio ambiente. É urgente que façamos um trabalho sério de conscientização e educação ambiental, tendo como foco principal os pequenos agricultores familiares, tornando-os parceiros e verdadeiros guardiões da natureza. 
Dos seus 9,5 milhões de hectares, o estado de Santa Catarina mantém uma pequena parcela de sua cobertura florística original. Estas matas estão, predominantemente, em locais de difícil acesso e com topogrfia acidentada que garantiram a sua proteção. É nestes locais que estão os mais ricos remanescentes da Florésta Ambrófila Densa (Floresta Atlântica).
Com a acelerada colonização e industrialização que aconteceu no século XX, a mata foi cedendo espaço para a lavoura, criação de gado, suinos e aves, inclusive com incetivos financiados vindos da indústria local, principalmente dos frigoríficos e do tabaco.  Esta colonização se deu nas pequenas propriedades espalhadas por todo o estado com expressiva participação de imigrantes oriundos da Itália, Alemanha, Polônia, Rússia, Japão, entre outros.
As matas de vegetação lenhosa como a "Floresta Ambrófila Mista", onde se destacavam o pinheiro, canela, cedro e imbúia, além de outros, foram fortemente explorados por madeireiros e fabricantes de móveis e casas. Estas matas foram sistematicamente substituídas por pastagens e produção agrícola. 
Os campos do planalto catarinense foram transformados em áreas agrícolas mecanizadas, onde predominam as monoculturas. 
Originalmente a superfície do estado era de 81,5% com cobertura florestal. Hoje esta cobertura está reduzida a algumas áreas de preservação. 
Até o início do século XX, menos de 5% das matas catarinenses haviam sido destruídas. Hoje restam apenas 17,46%, equivalente a 1.662.000 hectares, sendo aproxuimadamente 280.000 hectares de florestas  primárias e 1.382.000 hectares de floretas secundárias.
Apesar de toda a destruição, o estado de Santa Catarina ainda é o terceiro do país com maior número de hectares de Mata Atlântica. 
O estado tem um vigoroso parque industrial de móveis, cerâmica, papel e celulose, além de inúmeras serrarias voltadas para a produção de madeira para construção civil. Como as espécies de madeiras nativas estão com seus estoques exauridos, o uso foi substituído por madeiras de reflorestamentos do gênero Pinus e Eucalíptos.
Entre 1965 e 1985 houve forte desmatamento impulsionado pelos reflorestamentos de pinus e eucalipto. Nesta mesma ocasião entrou em cena a fumicultura, financiada pela indústria, e a especupalçao imobiliária, além da reforma agrária que muito contribuiram para se chegar à situação atual de degradação. 
O povo catarinense, que tanto ama seu estado, não deve ficar à espera de uma solução governamental, que sempre vem tarde e conduzida por políticos corruptos. É preciso que cada um faça sua parte. 
Confúcio disse: "Se alguém quer mudar o mundo, deve começar por si próprio." Mudando nossa casa, mudaremos a rua; mudando a nossa rua, mudaremos o bairro; mudando o bairro, duremos o múnicípio; mudando o município, muderemos o estado e mudando o estado mudaremos o país. Ao mesmo tempo temos de nos preocupar em ser pessoas melhores, menos poluidoras, menos consumistas e desperdiçadoras. Precisamos ser melhores consumidores e cidadãos, capazes de dizer não a empresas e políticos que não respeitam o meio ambiente.
Nicéas Romeo Zanchett
http://amoresexo-arte.blogspot.com/

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

OS GASES DO EFEITO ESTUFA e a FLATULÊNCIA DOS RUMINANTES

      OS GASES DO EFEITO ESTUFA e a FLATULÊNCIA DOS RUMINANTES 
Especialistas dizem que a flatulência dos ruminantes -(vacas, veados, girafas e outros)- é o terceiro fator para o agravamento do aquecimento global com 16% das emições de gases-estufa. Em primeiro lugar está a queima de combustíveis fósseis e em segundo de florestas que são emissores de dióxido de carbono. 
O Brasil é o grande pordutor mundial de carne bovina e, além disso, está sempre destruindo florestas para ampliação de pastagens e produção de monoculturas. Este fato nos coloca como um dos maiores poluidores da atmosfera global. O governo brasileiro diz que é difícil saber onde está havendo desmatamento e queimadas. Até parece que nunca ouviram falar em satélites que fotografam todos os recantos da terra a cada minuto. É uma desculpa que só engana os ignorantes. O Congresso brasileiro tem uma grande parcela de culpa por não fazer leis sérias que garantam o recebimento das multas que são aplicadas aos infratores. Os criminosos destruidores das florestas não dão a mínima importãncia para as tais multas  porque sabem que a justiça é branda e nunca conseguirá cobrá-las. Na prática, são aplicadas apenas para fazer bonito diante das câmeras de TV que sempre são chamadas para registrar as autuações. 
As flatulências dos ruminantes contêm um gás chamado metano -CH4- que colabora no agravamento do efeito estufa e é 23 vezes mais danoso que o dióxido de carbono -CO2- o principal gás-estufa. O metano  está presente no pum de quase todos os animais.
A quatidade de metano produzida pelos ruminantes é muito alta. Uma vaca é capaz de emitir cerca de 250 mímetros de metano com um único pum. Estes animais possuem um número muito maior de bactérias para ajudá-los na digestão da glicose das folhas que comem.  Cada pum de um ruminante é uma verdadeiro bomba contra a camada do ozônio. 
Quanto aos gases liberados pelos humanos não são tão poluidores. O gastroenterologista Dr. Dan Waitzberg, da Faculdade de Medicina da USP, fez alguns cálculos que nos ajudam a entender melhor esta questão. Segundo ele, uma pessoa emite cerca de 700 milímetros de gases por dia. Entretanto, deste total 360 milímetros são de hidrogênio, 68 milímetros de dióxido de carbono e apenas 26 milímetros são de metano. 
Quando analizamos friamente esta questão podemos perceber que a grande produção de gado para corte, que o mundo exige, é resultado da superpopulação mundial. Na verdade nosso planeta não comporta o exagerado número de pessoas que o povoa.  Ele já ultrapassou em mais de 30% a sua capacidade natural de alimentar satisfatóriamente a população mundial, sem prejuízo do meio ambiente. Precisamos reduzir drásticamente a natalidade humana ou a natureza fará o controle populacional de maneira inimaginavelmente cruel. As catástrofes climáticas que o mundo vem sofrendo é apenas um aviso da natureza sobre o que ela nos reserva para o futuro.
Nicéas Romeo Zanchett

O BIOMA DA MATA ATLÂNTICA

                            O BIOMA DA MATA ATLÂNTICA 
A mata Atlântica é uma das mais ricas em diversidade biológica do mundo. Está fortemente ameaçada de extinção por conta de desmatamentos, avanço da fronteira agrícola, crescimento urbano irregular e graves falhas no sistema de fiscalização e aplicação das leis ambientais. 
Abriga cerca de 20 mil espécies de plantas, sendo que a metade delas são endêmicas, ou seja, não são encontradas em nenhum outro lugar do mundo. 
Pesquisa recente feita no sul do estado da Bahia revelou 454 espécies de árvores lenhosas num único hectare. 
Cerca de 110 milhões de pessoas vivem nos 3.400 municípios abrangidos pelo bioma da Mata Atlântica e isto o torna mais vulnerável ao desaparecimento.
O Brasil tem aproximadamente 633 espécies de animais ameçados de extinção, sendo que 383 são da Mata Atlântica. 
Os remanescentes florestais ainda mantém nascentes e fontes que regulam os fluxo dos mananciais que abastecem as cidades com água potável.
O ciclo de chuvas, a umidade e a temperatura do meio ambiente dependem deste insubstituível regulador climático que é a Mata Atlântica. 
Ajude salvar o que resta enquanto é tempo. 
Nicéas Romeo Zanchett 
http://gotasdeculturauniversal.blogspot.com

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

O PODER DA MENTE HUMANA

                     O PODER  DA MENTE HUMANA
O cérebro humano é uma maravilhosa máquina que transforma simples sensações em pensamento.
Pensamento é a soma total dos processos mentais ou idéias, desde o nascimento até a morte. Cada uma de nossas idéias e atos participa da formação da nossa mente, da nossa personalidade e do nosso espírito. 
Dentro do nosso corpo existe uma complexa rede de nervos que funcionam como fios telefôicos enviando para o cérebro as mais diversas mensagens recebidas através dos nossos vários sentidos: vista, ouvido, gosto, tato e olfato. O cérebro recebe as mensagens, agrupa-as e escolhe as que são mais fortes, classifica-as e produz o pensamento.
Este, entretanto, é apenas uma parcela de sua atividade milagrosa. Tão logo o pensamento é formado, começa estimular outros grupos de nervos que levam este pensamento do cérebro aos músculos do corpo para que tudo seja transformado em ação.
É dessa forma que cérebro e corpo trabalham juntos neste misterioso processo de pensamento e ação. 
Com este entendimento podemos concluir, sem errar, que o cérebro perfeito só existe num corpo perfeito. Como disse o célebre pensador James Allen: "um homem é aquilo que ele pensa".
Todo o ser humano possui dentro de si um "Eu" elevado e bom, e outro "Eu" baixo e mau. Ao longo da vida crescemos e purificamo-nos. Dessa forma, quando sacrificamos nosso corpo com drogas, poluição, má alimentação, fadiga, produtos químicos nos alimentos ou remédios desnecessários, estamos prejudicando a evolução e purificação do nosso espírito que é o objetivo da vida.
A nossa mente está sempre cheia de idéias sugestivas e aspirações que recebe do Poder Universal que pouco conhecemos.   
Dentro de cada um de nós existe um juiz divinal que tudo vê. A ele ninguém engana, dele ninguém escapa e um dia irá cobrar por todos os atos que praticarmos. Este juiz chama-se consciência. O sentido do espírito de justiça é uma qualidade que existe em todos nós e é tão real quanto o ar que não vemos, mas respiramos. É muito comum que este espírito de justiça fique prejudicado pelos maus tratos que damos ao nosso corpo. A violência, a promiscuidade, as drogas e tudo mais que nos conduzem à infelicidade são o verdadeiro obstáculo para chegarmos a um nível superior, sereno, calmo, tranqüilo e confiante. 
O melhor cérebro é aquele que é parte de um corpo são, com saúde perfeita. Um corpo doente, drogado, inconsciênte e infeliz anula todos os poderes mentais. As bebidas, drogas, poluição e excessos destroem milhares de conexões cerebrais, tornando-nos incapazes de sentirmos. É por essa razão que assassinatos e outros crimes violentos são praticados por pessoas que não tem nenhum sentimento. Eles perderam a capacidade natural de amar, sentir ou até de odiar. Simplesmente não sentem mais nada. Matam por matar.
O amor é um elemtno invisível e verdadeiro. Ele atua constantemente em todos os seres humanos indicando o que nos agrada ou desagrada. Este amor pode ser pelo animal de estimação, pela árvore do nosso quintal ou pelas pessoas que nos cercam. 
Em diversos momentos da vida sentimos uma paz, uma serenidade que não podemos explicar. É a paz divina que amana do cosmos e é captada pelo cérebro sem depender de questões químicas, pois é apenas espiritual.
Todos somos partes de uma natureza cósmica e quanto mais intimamente  nos relacionamos com a árvore, com o pássaro, com a água, com a pedra, com o inseto e tudo mais que nos cerca, melhor poderemos sentir as forças vitais da Mente Universal.
A destruição de uma floresta significa a perda de muitas vidas e de elementos vitais que ela poderia nos proporcionar. Mesmo que depois venhamos a reflorestar o local com outras espécies, não conseguiremos jamais reestabelecer o vigor original.
Na medida em que avançamos na busca da perfeição espiritual, a nossa existência se torna mais elevada, mais pura  e nos sentimos cada vez mais propensos a amar os animais, plantas, pedras, insetos e todas as manifestações da criação universal. 
Quando prendemos um pássaro na gaiola não podemos dizer que o amamos, pois na verdade tiramos sua liberdade para nosso único prazer, portanto isto não é amar as aves. 
Quando amamos de modo elevado, seja aos animais, plantas ou outro ser humano, abrimos em nossa mente um verdadeiro manancial de felicidade e paz.
A nossa comunicação com a natureza é um inigualável sentimento de comunhão com o Ser Supremo e Infinito, donde tudo se originou. Os sentimentos que por essa comunhão recebemos atuam em nosso corpo e espírito de forma tão verdadeira que nos fazem entrar em estado de graça e pura felicidade. 
O poder mental e o talento são duas coisas que só conseguem crescer no meio da mais profunda calma e do mais absoluto repouso. Os melhores frutos de uma mente, sejam de ordem científica ou sentimental, precisam de condições serenas e tranqüilas para se elaborarem e desabrocharem. Todos os grandes pensadores da humanidade desenvolveram suas melhores concepções quando se encontravam em silêncio e aparentemente ociosos. É por essa razão que muitos fazem da meditação o caminho para a solução dos seus problemas. Todos nos temos talentos embrionários que precisam de momentos de paz e serenidade para desabrochar.
A inspiração do gênio que descobre e realiza grandes coisas. É energia que vem da inspiração divina e manifesta-se através do cérebro. É uma força que atua no homem obrigando-o a inventar, empreender ou escrever coisas maravilhosas que o tornam triunfador. Quando o gênio recebe esta inspiração, seja qual for o campo de atividade humana, torna-se capaz de realizar o que antes ninguém fizera ou sequer sonhara. 
Shakespeare era possuidor de um cérebro inventivo que o impelia a escrever e exprimir idéias de inigualável beleza e sublimidade.  Ele dava às palavras uma forma material tão encantadora que até hoje não foi superado.
Leonardo da Vinci foi o grande gênio com multi-talentos. Ele era, ao mesmo tempo, escultor, pintor, desenhista, biólogo, engenheiro, arquiteto, músico e inventor. Sua grandiosa obra atravessou as fronteiras do tempo sem nunca ter sido superada ou mesmo igualada. 
Foi esse grande poder mental que impulsionou homens como Thomas Edson, Pasteur, Einstein, Mozart e tantos outros beneméritos da humanidade à realização dos milagres que melhoraram a vida de todos nós.
É este poder que sempre impeliu todos os inventores, sábios, poetas e artistas a esteriorizarem a inspiração da Mente Universal manifestada em seus cérebros.  Foi através desta manifestação que grandes sábios do passado escreveram os livros que hoje são considerados sagrados e cujos ensinamentos ssão transmitidos em todas as religiões sérias - não comerciais -, muito embora nem sempre haja perfeita interpretação. 
O pensamento que resulta na ação que cria ou transforma é de natureza positiva ou imperativa. Quando o cérebro se mostra vascilante e indeciso não é capaz de realizar nada. 
O corpo humano, tal como o dos animais e vegetais, tem uma vida e um crescimento que lhe são próprios, independente da mente ou do espírito. Essa vida é limitada e sempre segue pela juventude, maturidade, velhice e morte. O domínio do espírito sobre a carne torna-o invulnerável a toda a eternidade. A morte é uma simples queda de energia do corpo para que o espírito possa enfim despertar livremente do mundo material para o imaterial e invisível. É através dela que a energia é renovada com o renascimento de um novo ser mais evoluído. 
Nascemos com capacidade física e mental para crescermos e tornarmo-nos independentes. Quando temos de apoiar indefinidamente alguém, acabamos por nos fadigar, exaurindo nossas forças. Só podemos ajudar os outros quando estamos capacitados a ajudar a nós próprios. Da mesma forma ninguém prejudica os outros sem prejudicar a si próprio. Partindo dessa premissa é injusto permitir que alguém viva sob nossa absoluta e completa submissão, pois dessa forma lhe destruimos sua natural capacidade para a independência. É preciso atentar bem para o limite de ajuda que podemos dar.  Caso não considerarmos este limite poderemos retardar a sua natural capacidade de, indubitavelmente, atrair para si as qualidades que emanam da Força Cósmica Universal. Não é digno dar muletas a quem tem perfeitas condições de andar. 
Todo o ser humano deve ser soberano e com capacidade de melhorar continuamente pelo talento que tiver dentro de si. Só o viver é capaz de mostrar o talento de cada um. O Espírito Universal age em nós por nosso próprio intermédio, usando o nosso cérebro para provocar nossa ação. 
O milagre vem do Poder Supremo Universal, mas é através do cérebro que ele se realiza. É produto de uma força mental agindo sobre determinada pessoa com vontade suficientemente forte para, com firmeza e energia, querer que se realize. Isto acontece porque é através do nosso cérebro que o Deus Universal realiza o que precisamos.  Tudo nasce do pensamento que produzimos. É o poder do cérebro que permite desencadear a força de auto-cura que, apoiando-se no apelo aos princípios da saúde perfeita e energia vital, consegue expulsar do corpo enfermo todos os elementos da doença que o estão dominando.
À medida em que aprendemos o nosso próprio domínio em todas as coisas que fazemos, nos tornamos mais perfeitos, organizados e evoluídos. Estas nossas qualidades irão revigorar quem nos cerca. Nosso espírito pode enviar parte de nossas energias a outras pessoas em quem pensamos fixamente, só pelo fato de nelas pensar.  É aquilo que podemos chamar de ação telepática.
O nossos pensamentos se reunem em verdadeiras correntes de energia e é por essa razão que devemos ter muito cuidado com o que pensamos. Ao pensarmos ou falarmos, atraímos para nós uma podrosa corente de pensamentos idêntica à nossa que agirá sobre nosso corpo de forma benéfica ou maléfica. Se nossos pensamentos fossem visíveis poderiamos ver todas essas energias circulando entre as pessoas. Em cada ambiente veríamos de imediato o resultado de suas ações.
Nosso cérebro tem uma série de sentidos que se tornarão muito mais perfeitos quando tiverem atingido seu completo sazonamento e então poderemos ver e sentir misteriosos poderes, tal como uma semente que germina e milagrosamente se transforma numa grandiosa árvore. Estes sentidos são despertados quando contemplamos  coisas repletas de vida e de força que nos trazem pensamentos alegres e sadios.
Nicéas Romeo Zanchett
Leia também > O PODEROSO DEUS CHAMADO CÉREBRO  http://gotasdeculturauniversal.blogspot.com/2011/03/o-poderoso-deus-chamado-cerebro.html