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domingo, 18 de dezembro de 2011

A CONSCIÊNCIA DA VIDA E DO ESPÍRITO

          A CONSCIÊNCIA DA VIDA E DO ESPÍRITO
De onde viemos? Somos eternos? Quem é Deus? Para onde vamos? 
Desde que tomou consciência de sua própria existência, o homem está em permanente busca de respostas para estas perguntas. 
A árvore da vida é o centro onde buscamos a nossa origem. 
Vivemos num mundo onde tudo é veloz e com muita urgência queremos respostas que talvez nem  o tempo poderá nos dar. 
Nos últimos anos a ciência nos tem dado muitas respostas sobre a origem do universo, mas é na origem do espírito (alma) que se encontra a resposta mais inquietante: Por que os humanos evoluíram e cotinuam evoluindo mais rápido do que as outras espécies vivas?  De onde veio o espírito que habita cada ser vivo? 
A ciência comprova que o universo surgiu a cerca de 15 bilhões de anos; o sistema solar, e com ele a terra, a 4 ou 5 bilhões de anos; a vida sob forma de organismos uni-celulares que, segundo estudos recentes, teria surgido a apenas 3.100 milhões de anos; os organismos multi-celulares teriam suergido a 1.100 milhões de anos; os dinossauros teriam surgido a cerca de 225 milhões de anos e desaparecido  a apenas 65 milhões de anos; o homo erectus - expécie extinta de hominídeo - viveu entre 1.800 anos a 300.000 anos. 
Somos produto do universo. Uma micro-fagulha que pertence a este imenso espaço ainda desconhecido.  Precisamos ter consciência de que não estamos sós. Milhares de seres das mais diversas formas vivem espalhados por toda a galáxia. Apesar de toda a evolução humana, nossa inteligência ainda não é aparelho capaz de entender e dar as respostas que queremos. 
Vamos iniciar este estudo buscando compreender a explicação de Darwin sobre a evolução das espécies na sua forma física.
As raizes do homem é muito mais antiga do que se acreditava há alguns anos atrás. Teria surgido na Era Secundária com o aparecimento do hominídio. 
O homo-habilis - capaz de fabricar um instrumento - foi o primeiro a dar o passo decisivo que o separou da animalidade para a humanidade e deu origem ao homo-sápiens, nosso semelhante.
Os dados fornecidos pela pré-história dão luz a antropologia. É a reconstrução, da maneira mais minuciosa e fiel possível,  num período cada vez mais preciso, para compreendermos o que foi a existência de nossos distantes antepassados em suas etapas sucessivas, e nos diversos meios em que evoluiu.  Essa reconstrução tornou-se possível graças ao emprego de métodos novos, datações radicativas, escavações horizontais que permitem enconctrar, no seu estado primitivo, diferentes solos de ocupação, estudos dos pólens e também pela formação de equipes pluridicipliares reunindo todos os investigadores do passado. 
A África Oriental, berço do gênero humano, e o Oriente Médio, que deu origem ao homem moderno, é o local onde as pesquisas fizeram surgir uma nova visão da pré-história. 
O homem não é uma simples evolução do macaco, mas fez parte do grande grupo de primatas originários do final da Era Secundária. Em torno de 50 milhões de anos.
Foi no Egito, mais precisamente no depósito de Fain, que os arqueólogos descobriram, em camadas que datavam do início do oligoceno, os mais antigos fósseis que marcam a separação entre os macacos e os hominídios. Tratava-se, essencialmente, do propliopiteco e do parapiteco. O primeiro é certamente um antepassado do gibão e muito provavelmente de todos os antropomorfos que a evolução diferenciou em seguida até os atuais chipanzés, gorilas e orangotangos. O segundo, nitidamente menor, apresenta molares e sobretudo premolares muito próximos aos do homem. O que parece certo é que desde o oligoceno - cerca de 40 mlhões de anos - a separação já estava realizada entre os dois ramos dos antropomorfos e dos hominídeos.
Existe uma grande lacuna vazia, da qual nada ou quase nada sabemos. O imenso espaço de tempo que transcorreu até o aparecimento dos primeiros australopitecos, por volta de 5 milhões de anos, é desconhecido.   
Os hominídeos foram encontrados em diversas partes do mundo. 
Na metade do século XIX foram encontrados numerosos restos em jazidas na Toscana. Entre eles um esqueleto completo.  Por seu crânio relativamente volumoso, por seu rosto e sua dentição, e principalmwente por sua bacia que revela uma adaptabilidade à posição bípede. Este fóssil é de um oreopiteco e pertence à ordem dos hominídeos. Seus membros posteriores curtos e seus membros anteriores muito compridos indicam que estava adaptado à vida arborícola. Esta espécie desapareceu sem deixar descendentes. 
Na Índia foi descoberto o ramapiteco. Possuímos apenas alguns fragmentos do maxilar e das mandíbulas. Também o fóssil do queniapiteco, descoberto pelo cientista norte-americano Leakey, tem as mesmas características e portanto ambos foram classificados como hominideos pelos paleontologos. Segundo os estudos de Leakey, o queniapiteco não era um fabricante, mas apenas um utilizador de equipamentos. Para chegar ao homo sapiens houve uma lenta evolução de milhões de anos. 
Por mais escasso que sejam os dados sobre o período do mioceno, pelo menos dois hominideos viviam  na etensa região afro-indiana: um deles, o oreopiteco, estava adaptado à vida arbívora; o outro, o ramapiteco, adaptado à vida de solo, sendo que evoluções sucessivas conduziram-no provavelmente à condição de australopiteco. Nesta evolução se deu o passo decisivo que levou à hominização que foi a fabricação de instrumentos. Esta façanha é creditada tanto ao australopiteco como ao homo habilis, pois trata-se de uma única e mesma espécie, ou pelo menos de duas espécies muito próximas. Embora muito semelhantes, o australopiteco desapareceu e o homo habilis continuou sua jornada evolutiva até o homo sapiens. 
Os primeiros restos de autralopitecos foram encontrados na àfrica Austral, mas foi na Etiópia, no Quênia e na Tanzânia que se realizaram descobertas extraordinárias. 
Durante dois ou tres milhões de anos, duas grandes espécies de hominídeos co-habitaram uma extensa região da África (da Etiópia ao Transval e do Quênia ao Chade). A primeira espécie, singularmente maciça e robusta, mas comportando uma grande variedade de formas, foi dos australopitécos. Seu tipo é o famoso zinjantropo, descoberto por Leakey, em Oldoway. Sua dentição, caracterizada por molares e premolares muito grandes e pela pequenez dos crânios e dos incisivos, revela uma criatura herbívora.  Seus ossos da bacia e dos membros inferiores mostram que sua adaptação à marcha bípede não era perfeita. Sua capacidade craniana, segundo Tobias, é de 500 cm3. A segunda espécie, batizada de homo habilis por Leakey, é muito mais delicada. Sua dentição, com redução dos molares e alargamento da parte anterior do maxilar, sugere um regime carnívoro e sua bipedia é perfeitamente desenvolvida. Também sua capacidade craniana é muito superior, com 675 cm3. 
As mais antigas ferramentas de que se tem notícia datam de 2.100 a 2.600 milhões de anos. Esses instrumentos são essencialmente seixos de quartzo ou silex, grosseiramente talhados em uma ou duas faces, de maneira a fornecer uma aresta cortante. Com estes instrumentos cortantes eles conseguiam caçar e matar grandes animais. 
As grandes descobertas se proliferaram e continuam nos dando novas pistas. O pitecantropo em Java, o sinantropo em Pequin, o atiantropo na África do Norte, o homem de Heidelberg e de Montmaurin na Europa, o de Olway na África Oriental. 
O homem ereto, que surgiu a mais de um milhão de anos, vai ocupar, com suas diversas raças, o primeiro plano da história até 200 mil anos atrás. Embora conserve um certo número de traços primitivos -crânio estreito e alongado, testa extremamente inclinada, mandíbula pesada, queixo inexistente, dentição caracterizada por caninos vigorosos,  - ele se diferencia  por um aumento acentuado da capacidade cerebral que oscila entre 850 e 1200 cm3. Seus membros são de aspecto nitidmente humano e perfeitamente adaptado à marcha bípede; sua altura ascila entre 1,50 e 1,60 m; sua indústria característica é a da "pedra lascada" ou bifaces, a partir de um seixo ou silex. 
Esses progressos técnicos, por mais lentos que tenham sido, são característicos da evolução psíquica do homem ereto. Na seqüência evolutiva, o homem ereto descobre o fogo, como provam diversos braseiros encontrados perto de Pequim, nas cavernas de Chou Kou Tiem. Assim finalmente surgia o homo sapiens, homem inteligente. Embora esta fase da evolução seja a mais próxima de nós, é também a mais controvertida. 
Na sequência temos o homem de Neanderthal que a 80 mil anos dominava a Europa ocidental. Apesar de pequeno e atarracado, tinha um crânio com 1.400 cm3, perfeitamente comparável ao do homem atual. 
Há 40 mil anos o homem de Neanderthal desaparece buscamente. Sem transição foi substituído pelo homem moderno, o homem Cro-magnon, de Grimaldi e de Chancelade. Era tão parecido conosco que, vestido com nossas roupas, não seria percebido no nosso meio. Suas realizações artísticas em Lascaux, Niaux, Altamira e muitos outros lugares, atestam que suas faculdades intelectuais não eram inferiores às nossas. Não foi encontrado nenhuma transição morfológica de um tipo a outro. Isto se deve ao pouco tempo de evolução. Apenas alguns milhares de anos. 
Não podemos afirmar que todo o enigma tenha sido esclarescido definitivamente. Algumas descobertas recentes sugerem novas direções às pesquisas.  O conhecimento científico atual nos possibilita compreender com mais certeza a nossa evolução. 
Não se pode confundir a teoria do policentrismo com o do poligeísmo, de carater racista e que foi levada ao extremo nos anos 1930. Fazia do chipanzé o antepassado da raça branca, do gorila o da raça negra, e do orangotangoo da raça amarela. Isto é pura ignorância sem nenhum fudamento.
O homo sapiens constitui uma espécie única, como provam as possibilidades de interfecundação entre as diferentes raças. A paleontologia é confirmada pela genética que somos todos uma única raça: a raça humana. Ela só pode provir, por isso, de uma espécie única. A esse respeito, o policentrismo não faz mais do que antecipar no tempo o problema da origem do homem atual. 
Somos da raça humana, mas nossos ancestrais povoaram diversas regiões do mundo e talvez por isso somos originários de várias raças cuja escência humana é única.  Podemos admintir que durante milênios, pela ação de misturas, contituiu-se, a partir de diferentes grupos, mas em proporção variável, um grupo genético comum à humanidade inteira. Podemos até pensar que o próprio homem de Neanderthal nos legou alguns de seus genes. O importante é compreender que todos os acontecimentos da evolução se precessaram através de uma unica espécie: a nossa. 
As raças atuais, quer sejam oriundas das três raças Cro-Magnon, Grimaldi e Chanceleada,  só se diferenciaram a uns 10 mil anos, quando as práticas da agricultura e da criação de animais, levando à vida sedentária, possibilitaram ao clima operar a separação entre as mutações de pele clara e as mutações de pele escura.  
Mesmo sob as luzes que iluminam a pré-história subsistem enormes regiões de sombra. Os próprios fatos ainda continuam escassos. Quanto mais voltamos no tempo mais difícil fica encontrar as provas definitivas.
DEUS, O CÉREBRO E O ESPÍRITO
Com o despertar da consciência, o homem passou a encarar o espaço que o rodeia como epifania do divino. A divisão do espaço sideral surge como padrão temporal traçado pelo movimento dos planetas.
Como vimos na evolução do homem, o cérero avolumou-se na medida em que ele evoluia rumo aos nossos dias. 
O ser humano, pela sua própria natureza e formação evolutiva, possui instintos de imaginação e ação, participando dos acontecimentos cósmicos com sonhos e ritos religiosos. Os primitivos viviam num permanente estado de terror e medo que resultava em constantes celebrações e ritos mágicos, destinados a manter longe os aspectos pavorosos da natureza. Todos os acontecimentos climáticos inesperados despertava o medo e a desconfiança.
Toda a existência humana está entrelaçada pelo ciclo da transformação. O nascimento, a morte e o renascer é um interminável fenômeno que nossa mente ainda não atingiu a maturidade do entendimento. 
Sabemos que todos os seres vivos tiveram origen no Big Bang resultante da explosão que criou o Universo, segundo a teoria aceita cientificamente, há cerca de 13 ou 15 bilhões de anos. Apesar de ser a idéia mais aceita pela ciência, o Big Bang nunca foi comprovado e é bem provável que sunca seja.
A matéria que compõe e permite a existência da vida já é assunto amplamente discutido e conhecido, mas a mente humana tem poderes que estamos longe de compreender. É nela que está o segredo da espiritualidade que nos leva a crenças como a exitência de um deus universal.
Não se pode negar que o ser humano é um ser espiritual e isto tem dado asas a imaginação sobre o criacionismo divino. Pensando cientificamente podemos concluir, sem de dúvida, que a materia evoluiu gerando o atual estágio de todas as coisas do nosso tempo.  Da mesma forma, pensando cientificamente, não podemos descartar a hipótese que que o espirito foi criado na mesma explosão do Big Bang e que, portanto, também está em constante evolução. Nessa condição, aquilo que chamamos de Deus seria a soma de toda a enegia existente no Universo. Esse universo que habitamos continua sua interminável expanção e, dessa forma, a evolução material e espiritual,  também continuarão sua evolução. Mas precisamos ter a consciência de estamos apenas no crepúsculo de um conhecimento cujo complemento nunca atingremos. Bem antes disso seremos extintos.
Nicéas Romeo Zanchett


domingo, 6 de novembro de 2011

A CARTA DA TERRA

                          A CARTA DA TERRA 

O que é Carta da Terra?
A Carta da Terra é uma declaração de princípios éticos fundamentais para a construção, no século 21, de uma sociedade global justa, sustentável e passifica. Busca inspirar todos os povos a um novo sentido de interdependência global e responsabilidade compartilhada voltada para o bem-estar de toda a família humana, da grande comunidade da vida e das futuras gerações. É uma visão de esperança e um chamado à ação. 
A Carta da Terra se preocupa com a transição para maneiras sustentáveis de vida e desenvolvimento humano. 
Integralidade ecológica é um tema maior. Entretanto, a Carta da Terra recohece que os objetivos da proteção ecológica, erradicação da pobreza, desenvolvimento econômico equitativo, respeito aos direitos humanos, democracia e paz são interdependentes e indivisíveis. Conseqüetemente oferece um novo marco inclusivo e integralmente ético para guiar a transição para um futuro sustentável. 
A Carta da Terra é resultado de uma década de diálogo intercultural, em torno de objetivos comuns e valores compartilhados. O projeto começou como uma iniciativa das nações Unidas, mas se desenvolveu e finalizou como uma iniciativa global da sociedade civil. Em 2000 a Comissão da Carta da Terra, uma entidade internacional independente, concluiu e divulgou o documento como a carta dos povos. 
A redação da Carta da Terra envolveu o mais inclusivo e participativo processo associado à criação de uma declaração internacional. Esse processo é a fonte básica de sua legitimidade como um marco de guia ético.  A legitimidade do documento foi fortalecida pela adesão de mais de 4.500 organizações, incluindo vários organismos governamentais e organizações internacionais.
À luz desta legitimidade, um crescente número de juristas internacionais reconhece que a Carta da Terra está adquirindo um status de lei ("Soft law"). Leis brancas, como Declaração Universal dos Direitos Humanos são considerados como moralmente, mas não juridicamente obrigatórias para Governos de Estado que aceitam subscrevê-las e adotá-las, e muitas vezes servem de base para o desenvolvimento de uma lei stritu senso (hard law).
Neste momento em que é urgentemente necessário mudar a maneira como pensamos e vivemos, a Carta da Terra nos desafia a examinar nossos valores e a escolher um melhor caminho. Alianças internacionais são cada vez mais necessárias e a Carta da Terra nos encoraja a buscar aspectos em comum em meio à nossa diversidade e adotar uma nova ética global, partilhada por um número crescente de pessoas por todo o mundo. Num momento onde a educação para o desenvolvimento sustentável tornou-se essencial, a Carta da Terra oferece um instrumento educacional muito valioso. 
O Texto da Carta da Terra:
 Preâmbulo
Estamos diante de um momento crítico na história da Terra, numa época em que a humanidade deve escolher o seu futuro. À medida que o mundo torna-se cada vez mais interdependente e frágil, o futuro reserva, ao mesmo tempo, grande perigo e grande esperança. Para seguir adiante devemos reconhecer que, no meio de uma magnífica diversidade de culturas e formas de vida, somos  uma família humana e uma comunidade terrestre com destino comum. Devemos nos juntar para gerar uma sociedade sustentável global fundada no respeito pela natureza, nos direitos humanos universais, na justiça econômica e numa cultura de paz. Para chegar a este propósito, é imperativo que nós, os povos da Terra, declaremos nossa responsabilidade uns para com os outros, com a grande comunidade de vida e com as futuras gerações.
Terra, Nosso Lar. 
A humanidade é parte de um vasto universo em evolução. A terra, nosso lar, é viva como uma uma comunidade de vida incomparável. As forças da natureza fazem da existência uma aventura exigente e incerta, mas a Terra providenciou as condições essenciais para a evolução da vida. A capacidade de recuperação da comunidade de vida e bem-estar da humanidade dependem da preservação de uma biosfera saudável, com todos seus sistemas ecológicos, uma rica variedade de plantas e animais, solos férteis, águas puras e ar limpo. O meio ambiente global, com seus recursos finitos, é uma preocupação comum de todos os povos. A poteção da vitalidade, diversidade e beleza da Terra é um dever sagrado. 
A Situação Global
Os padrões dominantes da produção e consumo estão causando devastação ambiental, esgotamento dos recursos e uma massiva extinção de espécies. Comunidades estão sendo arruinadas. Os benefícios do desenvolvimento não estão sendo divididos equitativamente e a diferença entre ricos e pobres está aumentando. A injustiça, a pobreza, a ignorância e os conflitos violentyos têm aumentado e são causas de grande sofrimento. O crescimento sem precedentes da população humana tem sobrecarregado os sistemas ecológicos e social. As bases da segurança global estão ameaçadas. Essas tendências são perigosas, mas não inevitáveis. 
Desafios Futuros
A escolha é nossa: formar uma aliança global para cuidar da Terra e uns dos outros ou arriscar a nossa destruição e a da diversidade da vida.  São necessárias mudanças fundamentais em nossos valores, instituições e modos de vida. Devemos entender que, quando as necessidades básicas forem supridas, o desenvolvimento humano será primariamente voltado a "ser mais" e não a "ter mais".  Temos o conhecimento e a tecnologia necessários para abastecer a todos e reduzir nossos impactos no meio ambiente. O surgimento de uma sociedade civil global está criando novas oportunidades para construir um mundo democrático humano. Nossos desafios ambientais, econômicos, políticos, sociais e espirituais estão interligados e juntos poderemos forjar soluções inclusivas. 
Responsabilidade Universal
Para realizar estas aspirações, devemos decidir viver com um sentido de responsabilidade universal, identificando-nos com a comunidade terrestre como um todo, bem como com nossas comunidades locais. Somos, ao mesmo tempo, cidadãos de nações diferentes e de um mundo no qual as dimensões, local e global, estão ligadas. Cada um compartilha responsabilidade pelo presente e pelo futuro bem-estar da família humana e de todo o mundo dos seres vivos. O espírito de solidariedade humana e de parentesco com toda a vida é fortalecido quando vivemos com reverência o mistério da existência, com gratidão pelo dom da vida e com humildade com relação ao lugar que o ser humano ocupa na natureza.
Necessitamos com urgência de uma visão compartilhada de valores básicos para proporcionar um fundamento ético à comunidade mundial emergente. Portanto, juntos na esperança, afirmamos os princípios da Carta da Terra, interdependentes, visando a um modo de vida sustentável com padrão comum, através dos quais a conduta de todos os indivíduos, orgnizações, empresas, governos e instituições transacionais serão dirigidas e avaliadas. 
Chegamos a 7 bilhões de seres humanos vivendo neste planeta mal tratado. Faça sua parte, educando e conscientizando, sempre que puder. 
Nicéas Romeo Zanchett 
Fonte de informações: A Carta da Terra 
Nicéas Romeo Zanchett 
http://gotasdeculturauniversal.blogspot.com/



 

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

A DEMOCRACIA COMO INSTRUMENTO DE ESPOLIAÇÃO

 A DEMOCRACIA COMO INSTRUMENTO DE ESPOLIAÇÃO
Quando Thomas Jefferson, em 1801, assumiu de forma democrática a presidência dos Estados Unidos da América, os gregos já eram dirigidos democraticamente há 2.500 anos. 
Qualquer cidadão de Atenas podia tomar parte na discussão de questões públicas e votava no parlamento ao ar livre que se situava na encosta de uma colina.
A democracia grega já pretendia ser a mais perfeita forma de governo. Por meio de um sistema ateniense de sorteio, qualquer cidadão só podia  exercer, uma ou outra vez, um cargo público. É claro que devemos considerar que o número de atenienses era relativamente pequeno. 
Lá, naquela época, filósofos, poetas, soldados, sapateiros, camponeses ou quaisquer outros cidadãos podiam dirigir o Estado. Leis particulares, trabalhos públicos, expedições exploratórias e até a ereção de uma estátua eram debatidos por homens e partidos de ambições e objetivos opostos. 
A princípio, o governo de Atenas estivera em mãos de alguns ricos e poderosos oligarcas. Mas, Sólon, o primeiro grande homem de Estado democrático da história, criou uma nova lei que forçou os oligarcas a declarar uma moratória de dívidas; apoiou os lavradores e criou uma lei que exigia que cada mulher possuisse pelo menos três vestidos; extingüiu as distinções de berço, criando um sistema de tribos que eram constituídos indiscriminadamente de ricos e pobres.  Mas também foi essa democracia que permitiu o julgamento de Sócrates que costumava falar mal dos políticos. Ele foi acusado de desvirtuar os jovens atenieneses e condenado à morte por poucos votos dispersos. Esse foi, sem dúvida, o primeiro grande crime da democracia. Faltava ainda aos atenienses a aptidão para bem desempenhar sua democrática tarefa. 
O governo do povo e para o povo é uma idéia nobre, mas também é preciso nobreza para julgar com verdadeira justiça. 
A democracia é autora das leis, mas, infelizmente, nem sempre a lei se atém às suas próprias funções. Não raras vezes é utilizada para destruir a justiça que ela deveria preservar. 
A democracia coloca as forças coletivas à disposição de inescrupulosos que, sob o amparo da lei, exploram as pessoas, a liberdade e a própriedade alheia.  Surge então a espoliação organizada pela lei, em prol das classes que a fazem. Pelo voto de cada um, todas as classes sociais acabam sendo instrumento para criação de leis que permitem a espoliação legal do cidadão que trabalha pelo bem do país. Dessa forma, a lei que deveria proteger o cidadão, seu trabalho e sua propriedade, acaba sendo convertida em instrumento de espoliação.  Ela tem permitido o surgimento de uma ganância sem precedência. Com o poder de criar leis e através delas os extorsivos impostos, os políticos se locupletam e enriquecem ilicitamente sobre a proteção da lei que eles próprios criaram em nome do povo. 
Nenhuma sociedade poderá existir se nela não imperar o respeito às leis. Mas quando a lei e a moral estão em contradição, o cidadão se acha na cruel alternativa de perder a noção de moral ou perder o respeito à lei. 
A lei e a justiça formam um todo nos espíritos das massas. Temos a tendência de sempre considerar que a lei é legal e, portanto, justa. Assim, quando a lei permite a espoliação do povo, torna-se um ato legal e justo, diante de muitas consciências. Freqüentemente é desviada de seu propósito, violando direitos de propriedade em vez de garantí-los. É aí que surgem, e com toda a razão, as pessoas que querem participar fazendo as leis, tanto para proteger-se a si próprio contra a espoliação, como também para espoliar os outros.
A pretexto de organização, proteção e encorajamento, a lei democrática permite que se tire de uns para dar a outros. Então a riqueza produzida por algumas classes é legalmente transferida para outras classes sociais. Dessa forma arruina-se a sociedade sem obter o pretendido. As tarifas e cotas protetoras, na forma da lei, também são uma violação do direito de propriedade. O mais triste é que todo o aparato da magistratura, da política e da polícia é colocado em benefício do espoliador, tratando o espoliado que se defende, como criminoso. É assim que somos submetidos à espoliação legal.
Ninguém consegue comprar nada sem o pagamento de impostos que é acumulado e distribuido sob forma de privilégios e subvenções a homens e empresas mais ricas que os pagadores. A esmola em grande escala acaba sendo distribuída às classes mais privilegiadas. Diante deste quadro, as questões políticas sempre serão prejudiciais, dominadoras e absorverão tudo.
A verdadeira democracia é aquela que trata e defende, de forma igualitária, os direitos e deveres de todos. Quando permite que a lei cometa um ato que ela deveria reprimir é pior, do ponto de vista social.  Em tal situação, a pessoa que recebe os benfícios não é responsável pelo ato de espoliação. A responsabilidade cabe à lei, ao legislador e à própria sociedade que vota. 
A solução está na educação e conscientização de cada pessoa que compõe a grande massa de votantes.
Nicéas Romeo Zanchett
Leia também > VANTAGENS E PERIGOS DA DEMOCRACIA 
http://gotasdeculturauniversal.blogspot.com.br/2013/02/vantagens-e-perigos-da-democracia.html

domingo, 16 de outubro de 2011

A MATA ATLÂNTICA DE SANTA CATARINA

  A MATA ATLÂNTICA DE SANTA CATARINA
O estado de Santa Catarina, localizado no sul do Brasil, tem uma extenção territorial de 95.985 Km2. Sua população é de 6.178.603 habitantes, sendo 21,3% na área rural e 78,7% na área urbana. -(Censo do IBGE dfe 2010).
Está totalmente incerido no Bioma da Mata Atlântica.
90% dos imóveis rurais do estado são propriedades com até 50 hectares, trabalhados com mão-de-obra familiar. 
Ao longo do século XX essas características se mantiveram utilizando as riquezas naturais. 
Com o advendo da Globalização e sua conseqüente competitividade, tendo ainda como agravante a degradação ambiental agrícola familiar, foi paulatinamente sendo inviabilizado. Isto levou a um novo fenômeno ambiental: A regeneração natural e espontânea de áreas antes cultivadas. Cálculos recentes indicam que aproximadamente 70.000 hectares passaram do estado de degradação para o inicial médio e avançado de regeneração. 
Analisando friamente esta questão podemos considerar que, em princípio, isto é bom. No entanto, uma análise mais aprofundada nos leva a perceber que isto só não é suficiente, pois a regeneração espontânea é muito pobre de espécies. É aí que surge a necessidade de um trabalho planejado e conduzido de recuperação ambiental da Mata Atlântica local. 
É preciso considerar, também, o desmatamento criminoso de florestas primárias, ricas em biodiversidades contínuas. 
O esforço das autoridades e as leis ambientais não tem sido suficientes para barrar o desrespeito ao meio ambiente. É urgente que façamos um trabalho sério de conscientização e educação ambiental, tendo como foco principal os pequenos agricultores familiares, tornando-os parceiros e verdadeiros guardiões da natureza. 
Dos seus 9,5 milhões de hectares, o estado de Santa Catarina mantém uma pequena parcela de sua cobertura florística original. Estas matas estão, predominantemente, em locais de difícil acesso e com topogrfia acidentada que garantiram a sua proteção. É nestes locais que estão os mais ricos remanescentes da Florésta Ambrófila Densa (Floresta Atlântica).
Com a acelerada colonização e industrialização que aconteceu no século XX, a mata foi cedendo espaço para a lavoura, criação de gado, suinos e aves, inclusive com incetivos financiados vindos da indústria local, principalmente dos frigoríficos e do tabaco.  Esta colonização se deu nas pequenas propriedades espalhadas por todo o estado com expressiva participação de imigrantes oriundos da Itália, Alemanha, Polônia, Rússia, Japão, entre outros.
As matas de vegetação lenhosa como a "Floresta Ambrófila Mista", onde se destacavam o pinheiro, canela, cedro e imbúia, além de outros, foram fortemente explorados por madeireiros e fabricantes de móveis e casas. Estas matas foram sistematicamente substituídas por pastagens e produção agrícola. 
Os campos do planalto catarinense foram transformados em áreas agrícolas mecanizadas, onde predominam as monoculturas. 
Originalmente a superfície do estado era de 81,5% com cobertura florestal. Hoje esta cobertura está reduzida a algumas áreas de preservação. 
Até o início do século XX, menos de 5% das matas catarinenses haviam sido destruídas. Hoje restam apenas 17,46%, equivalente a 1.662.000 hectares, sendo aproxuimadamente 280.000 hectares de florestas  primárias e 1.382.000 hectares de floretas secundárias.
Apesar de toda a destruição, o estado de Santa Catarina ainda é o terceiro do país com maior número de hectares de Mata Atlântica. 
O estado tem um vigoroso parque industrial de móveis, cerâmica, papel e celulose, além de inúmeras serrarias voltadas para a produção de madeira para construção civil. Como as espécies de madeiras nativas estão com seus estoques exauridos, o uso foi substituído por madeiras de reflorestamentos do gênero Pinus e Eucalíptos.
Entre 1965 e 1985 houve forte desmatamento impulsionado pelos reflorestamentos de pinus e eucalipto. Nesta mesma ocasião entrou em cena a fumicultura, financiada pela indústria, e a especupalçao imobiliária, além da reforma agrária que muito contribuiram para se chegar à situação atual de degradação. 
O povo catarinense, que tanto ama seu estado, não deve ficar à espera de uma solução governamental, que sempre vem tarde e conduzida por políticos corruptos. É preciso que cada um faça sua parte. 
Confúcio disse: "Se alguém quer mudar o mundo, deve começar por si próprio." Mudando nossa casa, mudaremos a rua; mudando a nossa rua, mudaremos o bairro; mudando o bairro, duremos o múnicípio; mudando o município, muderemos o estado e mudando o estado mudaremos o país. Ao mesmo tempo temos de nos preocupar em ser pessoas melhores, menos poluidoras, menos consumistas e desperdiçadoras. Precisamos ser melhores consumidores e cidadãos, capazes de dizer não a empresas e políticos que não respeitam o meio ambiente.
Nicéas Romeo Zanchett
http://amoresexo-arte.blogspot.com/

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

OS GASES DO EFEITO ESTUFA e a FLATULÊNCIA DOS RUMINANTES

      OS GASES DO EFEITO ESTUFA e a FLATULÊNCIA DOS RUMINANTES 
Especialistas dizem que a flatulência dos ruminantes -(vacas, veados, girafas e outros)- é o terceiro fator para o agravamento do aquecimento global com 16% das emições de gases-estufa. Em primeiro lugar está a queima de combustíveis fósseis e em segundo de florestas que são emissores de dióxido de carbono. 
O Brasil é o grande pordutor mundial de carne bovina e, além disso, está sempre destruindo florestas para ampliação de pastagens e produção de monoculturas. Este fato nos coloca como um dos maiores poluidores da atmosfera global. O governo brasileiro diz que é difícil saber onde está havendo desmatamento e queimadas. Até parece que nunca ouviram falar em satélites que fotografam todos os recantos da terra a cada minuto. É uma desculpa que só engana os ignorantes. O Congresso brasileiro tem uma grande parcela de culpa por não fazer leis sérias que garantam o recebimento das multas que são aplicadas aos infratores. Os criminosos destruidores das florestas não dão a mínima importãncia para as tais multas  porque sabem que a justiça é branda e nunca conseguirá cobrá-las. Na prática, são aplicadas apenas para fazer bonito diante das câmeras de TV que sempre são chamadas para registrar as autuações. 
As flatulências dos ruminantes contêm um gás chamado metano -CH4- que colabora no agravamento do efeito estufa e é 23 vezes mais danoso que o dióxido de carbono -CO2- o principal gás-estufa. O metano  está presente no pum de quase todos os animais.
A quatidade de metano produzida pelos ruminantes é muito alta. Uma vaca é capaz de emitir cerca de 250 mímetros de metano com um único pum. Estes animais possuem um número muito maior de bactérias para ajudá-los na digestão da glicose das folhas que comem.  Cada pum de um ruminante é uma verdadeiro bomba contra a camada do ozônio. 
Quanto aos gases liberados pelos humanos não são tão poluidores. O gastroenterologista Dr. Dan Waitzberg, da Faculdade de Medicina da USP, fez alguns cálculos que nos ajudam a entender melhor esta questão. Segundo ele, uma pessoa emite cerca de 700 milímetros de gases por dia. Entretanto, deste total 360 milímetros são de hidrogênio, 68 milímetros de dióxido de carbono e apenas 26 milímetros são de metano. 
Quando analizamos friamente esta questão podemos perceber que a grande produção de gado para corte, que o mundo exige, é resultado da superpopulação mundial. Na verdade nosso planeta não comporta o exagerado número de pessoas que o povoa.  Ele já ultrapassou em mais de 30% a sua capacidade natural de alimentar satisfatóriamente a população mundial, sem prejuízo do meio ambiente. Precisamos reduzir drásticamente a natalidade humana ou a natureza fará o controle populacional de maneira inimaginavelmente cruel. As catástrofes climáticas que o mundo vem sofrendo é apenas um aviso da natureza sobre o que ela nos reserva para o futuro.
Nicéas Romeo Zanchett

O BIOMA DA MATA ATLÂNTICA

                            O BIOMA DA MATA ATLÂNTICA 
A mata Atlântica é uma das mais ricas em diversidade biológica do mundo. Está fortemente ameaçada de extinção por conta de desmatamentos, avanço da fronteira agrícola, crescimento urbano irregular e graves falhas no sistema de fiscalização e aplicação das leis ambientais. 
Abriga cerca de 20 mil espécies de plantas, sendo que a metade delas são endêmicas, ou seja, não são encontradas em nenhum outro lugar do mundo. 
Pesquisa recente feita no sul do estado da Bahia revelou 454 espécies de árvores lenhosas num único hectare. 
Cerca de 110 milhões de pessoas vivem nos 3.400 municípios abrangidos pelo bioma da Mata Atlântica e isto o torna mais vulnerável ao desaparecimento.
O Brasil tem aproximadamente 633 espécies de animais ameçados de extinção, sendo que 383 são da Mata Atlântica. 
Os remanescentes florestais ainda mantém nascentes e fontes que regulam os fluxo dos mananciais que abastecem as cidades com água potável.
O ciclo de chuvas, a umidade e a temperatura do meio ambiente dependem deste insubstituível regulador climático que é a Mata Atlântica. 
Ajude salvar o que resta enquanto é tempo. 
Nicéas Romeo Zanchett 
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segunda-feira, 10 de outubro de 2011

O PODER DA MENTE HUMANA

                     O PODER  DA MENTE HUMANA
O cérebro humano é uma maravilhosa máquina que transforma simples sensações em pensamento.
Pensamento é a soma total dos processos mentais ou idéias, desde o nascimento até a morte. Cada uma de nossas idéias e atos participa da formação da nossa mente, da nossa personalidade e do nosso espírito. 
Dentro do nosso corpo existe uma complexa rede de nervos que funcionam como fios telefôicos enviando para o cérebro as mais diversas mensagens recebidas através dos nossos vários sentidos: vista, ouvido, gosto, tato e olfato. O cérebro recebe as mensagens, agrupa-as e escolhe as que são mais fortes, classifica-as e produz o pensamento.
Este, entretanto, é apenas uma parcela de sua atividade milagrosa. Tão logo o pensamento é formado, começa estimular outros grupos de nervos que levam este pensamento do cérebro aos músculos do corpo para que tudo seja transformado em ação.
É dessa forma que cérebro e corpo trabalham juntos neste misterioso processo de pensamento e ação. 
Com este entendimento podemos concluir, sem errar, que o cérebro perfeito só existe num corpo perfeito. Como disse o célebre pensador James Allen: "um homem é aquilo que ele pensa".
Todo o ser humano possui dentro de si um "Eu" elevado e bom, e outro "Eu" baixo e mau. Ao longo da vida crescemos e purificamo-nos. Dessa forma, quando sacrificamos nosso corpo com drogas, poluição, má alimentação, fadiga, produtos químicos nos alimentos ou remédios desnecessários, estamos prejudicando a evolução e purificação do nosso espírito que é o objetivo da vida.
A nossa mente está sempre cheia de idéias sugestivas e aspirações que recebe do Poder Universal que pouco conhecemos.   
Dentro de cada um de nós existe um juiz divinal que tudo vê. A ele ninguém engana, dele ninguém escapa e um dia irá cobrar por todos os atos que praticarmos. Este juiz chama-se consciência. O sentido do espírito de justiça é uma qualidade que existe em todos nós e é tão real quanto o ar que não vemos, mas respiramos. É muito comum que este espírito de justiça fique prejudicado pelos maus tratos que damos ao nosso corpo. A violência, a promiscuidade, as drogas e tudo mais que nos conduzem à infelicidade são o verdadeiro obstáculo para chegarmos a um nível superior, sereno, calmo, tranqüilo e confiante. 
O melhor cérebro é aquele que é parte de um corpo são, com saúde perfeita. Um corpo doente, drogado, inconsciênte e infeliz anula todos os poderes mentais. As bebidas, drogas, poluição e excessos destroem milhares de conexões cerebrais, tornando-nos incapazes de sentirmos. É por essa razão que assassinatos e outros crimes violentos são praticados por pessoas que não tem nenhum sentimento. Eles perderam a capacidade natural de amar, sentir ou até de odiar. Simplesmente não sentem mais nada. Matam por matar.
O amor é um elemtno invisível e verdadeiro. Ele atua constantemente em todos os seres humanos indicando o que nos agrada ou desagrada. Este amor pode ser pelo animal de estimação, pela árvore do nosso quintal ou pelas pessoas que nos cercam. 
Em diversos momentos da vida sentimos uma paz, uma serenidade que não podemos explicar. É a paz divina que amana do cosmos e é captada pelo cérebro sem depender de questões químicas, pois é apenas espiritual.
Todos somos partes de uma natureza cósmica e quanto mais intimamente  nos relacionamos com a árvore, com o pássaro, com a água, com a pedra, com o inseto e tudo mais que nos cerca, melhor poderemos sentir as forças vitais da Mente Universal.
A destruição de uma floresta significa a perda de muitas vidas e de elementos vitais que ela poderia nos proporcionar. Mesmo que depois venhamos a reflorestar o local com outras espécies, não conseguiremos jamais reestabelecer o vigor original.
Na medida em que avançamos na busca da perfeição espiritual, a nossa existência se torna mais elevada, mais pura  e nos sentimos cada vez mais propensos a amar os animais, plantas, pedras, insetos e todas as manifestações da criação universal. 
Quando prendemos um pássaro na gaiola não podemos dizer que o amamos, pois na verdade tiramos sua liberdade para nosso único prazer, portanto isto não é amar as aves. 
Quando amamos de modo elevado, seja aos animais, plantas ou outro ser humano, abrimos em nossa mente um verdadeiro manancial de felicidade e paz.
A nossa comunicação com a natureza é um inigualável sentimento de comunhão com o Ser Supremo e Infinito, donde tudo se originou. Os sentimentos que por essa comunhão recebemos atuam em nosso corpo e espírito de forma tão verdadeira que nos fazem entrar em estado de graça e pura felicidade. 
O poder mental e o talento são duas coisas que só conseguem crescer no meio da mais profunda calma e do mais absoluto repouso. Os melhores frutos de uma mente, sejam de ordem científica ou sentimental, precisam de condições serenas e tranqüilas para se elaborarem e desabrocharem. Todos os grandes pensadores da humanidade desenvolveram suas melhores concepções quando se encontravam em silêncio e aparentemente ociosos. É por essa razão que muitos fazem da meditação o caminho para a solução dos seus problemas. Todos nos temos talentos embrionários que precisam de momentos de paz e serenidade para desabrochar.
A inspiração do gênio que descobre e realiza grandes coisas. É energia que vem da inspiração divina e manifesta-se através do cérebro. É uma força que atua no homem obrigando-o a inventar, empreender ou escrever coisas maravilhosas que o tornam triunfador. Quando o gênio recebe esta inspiração, seja qual for o campo de atividade humana, torna-se capaz de realizar o que antes ninguém fizera ou sequer sonhara. 
Shakespeare era possuidor de um cérebro inventivo que o impelia a escrever e exprimir idéias de inigualável beleza e sublimidade.  Ele dava às palavras uma forma material tão encantadora que até hoje não foi superado.
Leonardo da Vinci foi o grande gênio com multi-talentos. Ele era, ao mesmo tempo, escultor, pintor, desenhista, biólogo, engenheiro, arquiteto, músico e inventor. Sua grandiosa obra atravessou as fronteiras do tempo sem nunca ter sido superada ou mesmo igualada. 
Foi esse grande poder mental que impulsionou homens como Thomas Edson, Pasteur, Einstein, Mozart e tantos outros beneméritos da humanidade à realização dos milagres que melhoraram a vida de todos nós.
É este poder que sempre impeliu todos os inventores, sábios, poetas e artistas a esteriorizarem a inspiração da Mente Universal manifestada em seus cérebros.  Foi através desta manifestação que grandes sábios do passado escreveram os livros que hoje são considerados sagrados e cujos ensinamentos ssão transmitidos em todas as religiões sérias - não comerciais -, muito embora nem sempre haja perfeita interpretação. 
O pensamento que resulta na ação que cria ou transforma é de natureza positiva ou imperativa. Quando o cérebro se mostra vascilante e indeciso não é capaz de realizar nada. 
O corpo humano, tal como o dos animais e vegetais, tem uma vida e um crescimento que lhe são próprios, independente da mente ou do espírito. Essa vida é limitada e sempre segue pela juventude, maturidade, velhice e morte. O domínio do espírito sobre a carne torna-o invulnerável a toda a eternidade. A morte é uma simples queda de energia do corpo para que o espírito possa enfim despertar livremente do mundo material para o imaterial e invisível. É através dela que a energia é renovada com o renascimento de um novo ser mais evoluído. 
Nascemos com capacidade física e mental para crescermos e tornarmo-nos independentes. Quando temos de apoiar indefinidamente alguém, acabamos por nos fadigar, exaurindo nossas forças. Só podemos ajudar os outros quando estamos capacitados a ajudar a nós próprios. Da mesma forma ninguém prejudica os outros sem prejudicar a si próprio. Partindo dessa premissa é injusto permitir que alguém viva sob nossa absoluta e completa submissão, pois dessa forma lhe destruimos sua natural capacidade para a independência. É preciso atentar bem para o limite de ajuda que podemos dar.  Caso não considerarmos este limite poderemos retardar a sua natural capacidade de, indubitavelmente, atrair para si as qualidades que emanam da Força Cósmica Universal. Não é digno dar muletas a quem tem perfeitas condições de andar. 
Todo o ser humano deve ser soberano e com capacidade de melhorar continuamente pelo talento que tiver dentro de si. Só o viver é capaz de mostrar o talento de cada um. O Espírito Universal age em nós por nosso próprio intermédio, usando o nosso cérebro para provocar nossa ação. 
O milagre vem do Poder Supremo Universal, mas é através do cérebro que ele se realiza. É produto de uma força mental agindo sobre determinada pessoa com vontade suficientemente forte para, com firmeza e energia, querer que se realize. Isto acontece porque é através do nosso cérebro que o Deus Universal realiza o que precisamos.  Tudo nasce do pensamento que produzimos. É o poder do cérebro que permite desencadear a força de auto-cura que, apoiando-se no apelo aos princípios da saúde perfeita e energia vital, consegue expulsar do corpo enfermo todos os elementos da doença que o estão dominando.
À medida em que aprendemos o nosso próprio domínio em todas as coisas que fazemos, nos tornamos mais perfeitos, organizados e evoluídos. Estas nossas qualidades irão revigorar quem nos cerca. Nosso espírito pode enviar parte de nossas energias a outras pessoas em quem pensamos fixamente, só pelo fato de nelas pensar.  É aquilo que podemos chamar de ação telepática.
O nossos pensamentos se reunem em verdadeiras correntes de energia e é por essa razão que devemos ter muito cuidado com o que pensamos. Ao pensarmos ou falarmos, atraímos para nós uma podrosa corente de pensamentos idêntica à nossa que agirá sobre nosso corpo de forma benéfica ou maléfica. Se nossos pensamentos fossem visíveis poderiamos ver todas essas energias circulando entre as pessoas. Em cada ambiente veríamos de imediato o resultado de suas ações.
Nosso cérebro tem uma série de sentidos que se tornarão muito mais perfeitos quando tiverem atingido seu completo sazonamento e então poderemos ver e sentir misteriosos poderes, tal como uma semente que germina e milagrosamente se transforma numa grandiosa árvore. Estes sentidos são despertados quando contemplamos  coisas repletas de vida e de força que nos trazem pensamentos alegres e sadios.
Nicéas Romeo Zanchett
Leia também > O PODEROSO DEUS CHAMADO CÉREBRO  http://gotasdeculturauniversal.blogspot.com/2011/03/o-poderoso-deus-chamado-cerebro.html
 

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

TRABALHO, LAZER E DESCANSO


                                 TRABALHO, LAZER E DESCANSO
Pela industrialização e mecanização do trabalho, a sociedade contemporânea vem proporcionando redução progressiva do horário semanal e mais espaço ao descanso e lazer.
Não é mais aceitável a concepção que valoriza tão somente a produtividade. Tal noção encontra-se na base da visão marxista, redutora do homem à sua atividade material como também na visão capitalista liberal que avalia somente pelo rendimento material do indivíduo. A pessoa não vale apenas pelo que produz  e nem tampouco pela sua atuação na realidade econômica da sociedade.
O trabalhador, independente da profissão que exerce, é uma pessoa e não uma máquina produtora de capital.  É preciso recuperar o sentido humanista do trabalho e colocá-lo apenas como parte integrante da existência do ser humano.
Da mesma forma o descanso pelo esforço realizado, não é unicamente o repouso diário, semanal ou férias mais prolongadas. Ele é muito mais do que tudo isso. É a afirmação da dignidade humana, que não se esgota apenas no merecimento do trabalho. Como ser racional, o homem necessita de valores transcendentes que satisfaçam as suas carências. Essas carências podem estar no campo da arte, da música, do contado com a natureza, do esporte, do convívio com outras pessoas e também no estado afetivo e espiritual.  Dessa forma, a paralização do trabalho não deve ser vista apenas como algo próprio de alguém que, com o suor do rosto, completa a realização integral do seu ser. Ele ajuda o sadio desenvolvimento da personalidade, para que possamos executar todas as nossas ações de maneira harmoniosa e madura, atingindo a plenitude daquilo que somos.
O lazer pode assumir formas variadas. De uma simples leitura amena, uma pequena excursão, um exercício físico, a prática espiritual e a formação intelectual, tudo pode ser meio de distensão e de repouso. Portanto, ele é necessário a um digno padrão de vida em qualquer economia. Parecem estar perdendo a importância nestes atuais dias enlouquecidos, mas não devemos esquecer que o lazer e o descanso fazem bem e são vitais para o corpo e o espírito.
Nicéas Romeo Zanchett
http://gotasdeculturauniversal.blogspot.com/

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

A TEORIA DO BIG BANG


                                     A TEORIA DO BIG BANG
Segundo a teoria dos cientistas, o cosmos foi criado a partir de uma grande explosão, que deu origem a tudo o que existe. Com complicados cálculos afirma que o Universo nasceu há cerca de 13 bilhões de anos, a partir da tal explosão. Esta afirmação baseia-se em evidências e fenômenos observados hoje no cosmos onde se encontram os prováveis resquícios da explosão original.
Apesar de ser a idéia mais aceita pela ciência, o Big Bang nunca foi comprovado e é bem provável que nunca o seja.  Por essa razão é que se trata apenas de uma teoria.
Os cientistas do Centro Europeu de Física Nuclear (Cern), laboratório que abriga o mais potente acelerador de partículas do mundo, estão tentando recriar o Big Bang com seus experimentos.
Na década de 1950, a teoria chegou a ser ameaçada pelo modelo do estado estacionário, que dizia que o Universo teria sido o mesmo em todos os lugares e em todos  tempos.
Outro questionamento surge quando se pensa naquilo que poderia existir antes do Big Bang. Na opinião do astrofísico brasileiro Marcelo Gleiser, autor do livro "A Dança do Universo", não existia simplesmente nada. Ele afirma que nunca houve um "antes" e que este tipo de pergunta é fruto de preconceito, de querer encontrar um evento anterior a tudo. O tempo simplesmente não existia. Ele surgiu na criação originada no próprio Big Bang.
No que se refere à descrição dos fenômenos do início do Universo, podemos concluir que ainda não há uma teoria que possa ser dada como absolutamente certa e definitiva.
A teoria tem a seguinte cronologia:
a) No primeiro segundo ocorre o Big Bang;
b) No período de 01 segundo a 03 minutos a temperatura caiu de 100 bilhões para cerca de 01 bilhão de graus Célsius, permitindo o surgimento dos primeiros elementos: hélio e hidrogênio;
c) No período de 03 minutos a 300 mil anos, a partir do hélio e hidrogênio, surgiram os prótons, elétrons e nêutrons que se combinaram formando os primeiros átomos;
d) No período de 300 mil a 01 bilhão de anos formaram-se as primeiras estrelas;
e) No período de 01 a 05 bilhões de anos os grupos de estrelas deram origem às galáxias;
f) No período de 05 a 13 bilhões de anos ocorreu o nascimento do Sol, da Terra e do nosso sistema planetário.
Apesar de todo o avanço científico e tecnológico, muitas pessoas continuam acreditando que o mundo foi criado por uma entidade suprema. Esta crença tem seu principal alicerce no fato de que nenhuma teoria foi totalmente provada e, portanto, continua sendo apenas uma teoria. É nesta lacuna de dúvidas que todas as religiões têm seu conceito-base afirmando a seus seguidores que o mundo foi criação de um ser superior, mas também não explicam como surgiu este ser superior. Isto nos leva a concluir que também se trata de uma teoria.  
Nicéas Romeo Zanchett
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segunda-feira, 5 de setembro de 2011

INIMIGOS DE NÓS MESMOS


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                                                       INIMIGOS DE NÓS MESMOS
                O desafio ambiental é o principal problema com o qual a humanidade se defronta. A fome pode levar o mundo a ferozes conflitos étnicos internacionais e já está provocando grandes migrações que implicam em graves efeitos desestabilizantes na política e na economia mundial. 
                A sociedade civil desempenha um importante papel na modificação do modo de pensar das pessoas e no exercício de pressão política em benefício da ecologia. 
                É preciso que cada um se conscientize de que também é culpado pelo desequilíbrio ambiental e responsável pelo nosso próprio futuro e o de nossos filhos. 
                 A dura realidade da pobreza realça o fato de que a quantidade de produção de riqueza pelas nações está se mostrando insuficiente para atender ao crescimento desenfreado da população humana. 
                 Há um limite para o crescimento econômico que já foi ultrapassado há muito tempo. O mundo não pode continuar crescendo indefinidamente para garantir trabalho a todos os novos habitantes da terra. Apesar disso nada está sendo feito de concreto para diminuir o número de nascimentos, principalmente entre as classes menos favorecidas e desorientadas.  Não se trata de controle de natalidade, mas de orientação e planejamento familiar sério. A continuar como está, infelizmente, só a fome irá unir o planeta na busca de uma solução.
                 Nos últimos cinquenta anos o mundo civilizado viveu o glorioso ciclo do consumismo, permitindo o incremento do comércio internacional e o avanço tecnológico. Os governos não se preocuparam se este modelo ampliaria a emissão  excessiva de CO2. Ao contrário, a economia buscava acelerar o ritmo de crescimento, destruindo a natureza para produzir bens supérfluos e alimentos para quem pudesse pagar.
                 Silenciosamente, o mercado de capitais abandonou sua legítima função de auxiliar o setor produtivo para substituí-lo. Os Estados Unidos e a Europa se preocuparam em produzir capitais fictícios, em cima da criatividade de papeis no mercado, enquanto países em desenvolvimento como a China e a Índia produziram uma enxurrada de quinquilharias sem o menor compromisso com a sustentabilidade. O Brasil dedicou-se  a destruição de suas florestas para exportar alimentos e produtos de mineração extrativa.  Grande parte de nossas florestas foi destruída para dar lugar a pastagens. Cabe aqui lembrar que o gado é um dos maiores emissores de gases prejudiciais à camada de ozônio, que provocam o aumento do efeito estufa.
A fome e o sofrimento dos menos favorecidos já estão anunciados. A escassez do petróleo combinada a uma alta de preços dos alimentos e o aumento da população mundial, estimada em mais de nove bilhões de pessoas na metade deste século, com média de 75 anos de expectativa de vida, inevitavelmente levará o mundo à incontrolável fome.  Esta situação irá estabelecer uma nova economia. O aquecimento global provocará grandes perdas de safras. O setor produtivo será compelido a se adaptar a uma nova matriz energética e certamente a agricultura privilegiará os pequenos produtores rurais e seus métodos de cultura mais sustentáveis.  Mas, a produção de alimentos não se ampliará. 
A humanidade se encontra em nova esfera de conhecimento e precisa urgentemente transformar países em sociedades biocivilizadas. O caminho será a redução do consumo de energia por meio de uma mudança nos padrões de consumo e de estilo de vida; melhoria da eficiência energética e substituição dos combustíveis fósseis pelas energias solar, eólica, marinha e biomassa.
Se quisermos nos salvar precisamos salvar o nosso planta. Esse deve ser o desafio comum a todos os governos, às comunidades econômicas e à sociedade civil e científica.
Só o Estado pode impor o respeito às normas e aos padrões ecologicamente corretos, sem os quais as tentativas de se enfrentar as mudanças climáticas serão inúteis.
Os criminosos ambientais são beneficiados por brandas leis que nunca punem. É preciso rigor e seriedade para que realmente cumpram as penas a que foram condenados. O que hoje vemos é criminosos livres que impunemente continuam praticando os mesmos crimes ambientais  pelos quais já foram condenados várias vezes.
Ainda há tempo, mas precisamos agir logo. Poderemos ser salvos se levarmos a cabo as mudanças que nos conduzirão a uma sociedade mais durável do ponto de vista ambiental, econômico e social. Mas, se não seguirmos a cartilha da sustentabilidade e de modo urgente, corremos o risco de sermos os responsáveis pela nossa própria extinção.
Nicéas Romeo Zanchett
http://gotasdeculturauniversal.blogspot.com/
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sábado, 3 de setembro de 2011

VIDA, ESPÍRITO, LEIS E RELIGIÕES

                                                VIDA, ESPÍRITO, LEIS E RELIGIÕES
Desde que tomou conhecimento de sua própria existência, o homem está em permanente busca do sagrado. Todas as religiões celebram ritos com a finalidade de confrontar com o divino. É desta forma que a geografia, ainda hoje, é transformada em cosmologia e o homem em seu centro transforma-se em "cosmocrata".  O começo, tanto do tempo como da criação, permanece no centro e a partir deste ponto irradiam manifestações em círculos concêntricos. Esta experiência universal enconctrou sua expressão através de incontáveis danças e ritos religiosos celebrando as mais diversas tradições sagradas de todo o mundo.
O espaço sagrado facilita a orientação do devoto no tempo e no espaço, enquanto proporciona o marco central no "Axis Mundi" ou centro do mundo, para o culto que transforma o caos em cósmos e torna possivel a vida.
Na evolução da espécie, o homem, aos poucos vai tomando consciência da dependência mútua pela qual as influências circulam entre o universo e o corpo humano. Tentando a todo o momento intensificar a vida, experimenta o encontro com seu interior, como uma vida de maior profundidade e riqueza. O homem sente-se como medida de todas as coisas e no encontro consigo mesmo, busca a revelação divina que nele adquire forma e cor. Vendo seu corpo como um instrumento para encontro com o divino, segue as regras ditadas pelos "sábios" que considera em estágio superior de evolução que lhes orienta e dá o direito a um contato direto com o divino. 
Em muitas culturas associam-se o eixo vertical e horizontal à imagem da "Árvore da Vida",onde o primeiro é o caminho de subida e descida do poder e o segundo sua manifestação na criação.
A anatomia humana, com seus seis pontos de orientação no espaço, dispõe de um sétimo ponto, invisível,  onde se cruzam os eixos, o centro do homem, - lugar do coração - que serve de campo de batalha para as duas forças da vida: o bem e o mal.
Através de rituais o homem atinge um estado que o torna útil em sua tarefa de vida, o que implica na morte para posterior ressurreição num estágio superior de bem estar e bem servir ao poderoso do universo. O tema da morte como vida discorre com um fio através da história das tradições sagradas em todas as partes do mundo terrestre. A morte seguida da vida aparece como transformação de uma força indestrutível e única.
O núcleo de todos os cultos está no grande ciclo da vida, do nascimento à morte. A idéia fundamental é que a morte é a fonte de uma nova vida que consiste na ressurreição da matéria. Em termos religiosos isto significa o autosacrifício periódico em vista de uma vida superior. Até nos documentos do cristianismo o apóstolo Paulo teria dito: "Se semear um corpo natural, surge um corpo espiritual".
Em todas as crenças o criador é encarado como Deus que dita os princípios da ordem e justiça. No pensamento cristão, o mal surge exclusivamente do mundo criado, finito, o qual se submete à justiça divina.
A obediência e sacrifício constituem o elemento fundamental das religiões, como expressão de submissão total ao divino. A viagem tortuosa dos mortos é considerada primordial para a entrada no mundo superior.
Nas sociedades matriarcais venerava-se o feminino sob forma de grande deusa cujo corpo, em matéria tecida pelo tempo, dava continuidade ao universo inteiro. Era o símbolo de todos os processos de transformação, pois nele se uniram a terra, a água, o ar e o fogo. As ocasiões do nascimento, matrimônio (união sexual) e da morte eram consagrados e celebrados em sua honra. 
Durante muitos séculos acreditou-se que o homem era produto do sobre-natural e que a maioria dos animais tinham origem na geração espontânea. Aos poucos foi-se comprovando que, numa ordem de dimensões crescentes, cada ser vivo tem seus próprios progenitores.
A idéia de que a vida tem como base o sobre-natural faz parte de quase todas as religiões e é defendida em todos os movimentos idealistas.
O problema da origem da vida ocupa um lugar central em todas as perguntas biológicas e filosóficas. Esta questão é de fundamental importância quando se fala da vida extra-terrestre. São inúmeras as teorias que tentam explicar esta origem, mas podemos sintetizar em três: 1- A vida não pode ser descrita em termos físicos e nem químicos, pois seria de origem sobre-natural; 2 - A vida teria origem na geração espontânea e a partir de matéria inerte, podendo surgir em qualquer lugar onda haja combinações químicas que permitam sua existência; 3 - A vida seria eterna, assim como a materia. Nessa condição a vida na terra teria surgido de uma série de combinações químicas progressivas.

A vida é um poder invisível, mas todos sabem que existe e é real. Não se pode confundir corpo físico com vida. A vida está dentro do corpo e não o corpo dentro da vida. O corpo funciona ou vive, mas como matéria não é vida.
Não haverá dificuldade de entender nossa origem e nosso destino se aceitarmos o fato de que somos simples energia em transformação. Portanto, somos parte da mente cósmica universal que sempre foi e sempre será vida.

Em 1850, Louis Pasteur, cientista francês, descobriu que mesmo as mais minúsculas  das criaturas provinham de germes que populavam o meio ambiente. No final do século XX, Arthenius estabeleceu a hipótese de que a vida terrestre provinha da Panspermia, conjunto de organismos e esporos que viajavam de planeta em planeta e de sistema solar em sistema solar, e que eram produtores da vida em todo o universo. Entretanto esta teoria não explicava como aqueles organismos conseguiam sobreviver ao frio e às radiações dos espaços interestelares.
Uma vez descartada as hipóteses de geração espontânea e da Panspermia, permaneceu em pé a hipótese química. Este caminho foi trilhado por Thomas Henry Huxley - (1825 x 1895) e John Tyndal - (1820 x 1893), porém ambos tinham ideias muito vagas de como se poderiam realizar os processos químicos prebióticos.
Existe a convicção de que a atmosfera primitiva, que teria possibilitado o surgimento da vida, era muito rica em hidrogênio e pobre em oxigênio. Esta conclusão surgiu em 1929 quando se descobriu que o hidrogênio era o elemento mais abundante no sitema solar: aproximadamente 80% de sua massa total.
Nas teorias atuais a evolução da matéria se associa à edificação lenta e gradual, com formas complexas dos diversos elementos reconhecidos pela Química e pela Física.
Os atomos de hidrogênio, carbono, nitrogênio e oxigênio são os elementos mais comuns na constituição dos congregados moleculares que formam a estrutura dos seres vivos. Alguns constituintes vitais contém quantidades menores de enxofre e de fósforo. Metais que, em pequenas proporções, aparecem unidos a outras substãncias em certos processos químicos, tais como ferro, cobre, magnésio, cálcio, sódio, potássio, etc. também são essenciais à matéria viva.  Estes elementos metálicos constituem talvez a relação mais patente dos seres do mundo animado com o mundo mineral.
A ciência evoluiu a ponto de explicar como surge a vida a partir da matéria, mas como ficam as religiões? Qual a importãncia que continuam tendo para o homem atual?
Quando os seres humanos passaram a viver em tribos, ou seja, em sociedade, surgiu a necessidade de uma organização com leis e normas para garantir a ordem e o respeito entre seus membros.
Hamurabi, rei da babilônia (1750 ou talvez 1730 x 1665 a.C.) criador do Império Babilônico, criou também as primeiras leis de que se tem notícia. Seu "Código de Hamurabi" é uma das leis mais antigas da humanidade e está gravado em uma estela cilíndrica de diorito, descoberta em Susa e conservada no Museu do Luvre.  Foram leis feitas para proteger a propriedade, a família, o trabalho e a vida humana.
Contudo as leis humanas não são instrumentos capazes de garantir a ordem num mundo tão complexo e com tanta diversidade. Pela sua própria natureza, o homem só respeita a lei por temor e assim, para complementar estas leis civis, surgem as leis divinas que garantem que a justiça será feita por um poder superior que nunca pode ser enganado. Surgem as religiões para doutrinar os povos e orientá-los a não cometer crimes (pecados), incutindo em suas mentes que mesmo os crimes não conhecidos serão punidos por Deus. Dessa forma ficou muito mais fácil manter sob controle a crescente massa humana, cuja explosão demográfica descontrolada não poderia ser ordenada apenas pelas frágeis leis que só atingem crimes conhecidos. Com as crenças e religiões o homem passou a respeitar as ordens supostamente vindas de um poder supremo que lhe garantiria saúde, paz e prosperidade e, após a morte, teria garantido um lugar no idealizado mundo divino.  Para o homem simples é mais fácil acreditar no sagrado do que compreendê-lo. Bem poucos são os que conseguem reunir os conhecimentos necessários que lhes permitam ver mais longe e assim romper o cárcere que os aprisionam a preconceitos e superstições. O mais cômodo é esperar a recompensa de uma vida melhor após a morte.
Ao longo da história da humanidade, a perversidade humana sempre esteve presente e assim é melhor que o homem seja subjugado por crenças e superstições, pois viver sem religião ou alguma crença o tornaria muito perigoso para sua própria espécie.
Hoje a maioria das pessoas tem conhecimento de que nosso corpo é feito de matéria e portanto somos poeira estelar, mas estamos muito longe de entender as muitas leis do invisível. Deus é a soma de toda a energia do universo.
E o espírito? Seria ele uma força invisível que ainda pouco conhecemos?  Será que é o espírito que domina a matéria cuja ordenação química possibilita o surgimento da vida? Teria o espírito surgido e evoluído como a matéria? Estas perguntas podem nos levar às mais diversas dimensões, mas estamos longe de entender tudo sobre a vida humana ou animal.
Vivemos num mundo onde tudo é veloz e com muita urgência buscamos respostas que só o tempo poderá dar. Ora, considerando que o universo surgiu à cerca de 15 bilhões de anos; o sistema solar, e com ele a nossa terra, teria surgido a 4 ou 5 bilhões;  a vida sob forma de organismo multi-celulares que, sengundo estudos recentes, teria surgido a apenas 3.100 milhões de anos; os organismos multi-celulares que surgiram a apenas 1.100 milhões de anos;  os dinossauros teriam surgidos a cerca de 225 milhões de anos e desaparecidos a apenas 65 milhões; o Homo erectus - expécie extinta do hominídio - viveu entre 1.800 mil a 300.000 anos; podemos concluir que somos seres recentemente criados.  Jesus Cristo - que deu origem à era cristã - teria nascido a apenas pouco mais de 2.000 anos. Porque temos tanta pressa? Somos apenas uma micro-fagúlha do universo e ele tem todo o tempo do mundo para nos aprimorar, nos ensinar e, quem sabe, nos extingüir.
Quando entramos na era industrial, a pouco mais de 100 anos, criamos  mecanismos de desequilíbrio entre a vida e a natureza. Agora, o homem que pensava tê-la dominado descobre a própria impotência diante de suas manifestações e busca através de suposta proteção ao meio ambiente reconciliar-se com ela. Mais uma vez as atitudes são motivadas pelo medo. Será a ecologia a mais nova religião?
Nicéas Romeo Zanchett
http://gotasdeculturauniversal.blogspot.com/

domingo, 28 de agosto de 2011

HISTÓRIA DE AMORES FAMOSOS

                                                 HISTÓRIA DE AMORES FAMOSOS
Mudam os homens e as mulheres, mas o amor apenas se transforma.
A liberação do corpo e dos usos e costumes sempre fizeram parte do cotidiano desde os tempos da mitologia grega, onde encontramos deuses, semideuses, heróis, covardes, ninfas, sexo grupal, lesbianismo, homossexualismo, adultérios, swings e tantos outros derivados.
Os amores gregos, na vida e nas artes, sempre tiveram uma tendência para a tragédia. A maioria das duplas amorosas olímpicas não teve final feliz.
VÊNUS eADONIS - Vênus, a deusa da beleza e do amor, perdeu prematuramente seu adorado Adônis,vítima do ataque de um javali.
ÉDIPO e JOCASTA - Édipo apoxonou-se pela própria mãe, Jocasta. Essa paixão, que evidentemente não podia dar certo, tem sido contada ao longo dos séculos e deu origem ao tão conhecido "complexo de Édipo". É um tema bem atual que atormenta muita gente e rende muito dinheiro para psicanalistas.
MENELAU e HELENA - Elena possuia a reputação de mulher mais bela do mundo. Casou-se com Menelau que se tornou rei de Esparta. Ela conheceu Páris e juntos fugiram para Tróia, resultando na famosa guerra para resgatá-la.
ULISSES e PENÉLOPE - Um amor marcado pela fidelidade de Penélope. Enquanto Ulisses estava na guerra de Tróia, para livrar-se dos inúmeros pretendentes, Penólope alegou estar muito ocupada tecendo uma tela, comprometendo-se a escolher um deles quando terminasse o trabalho. Trabalhava durante o dia e desmanchava tudo à noite. E assim, manteve-se fiel até a volta de Ulisses que todos davam como morto.
PIGMALEÃO e GALATÉIA - Pigmaleão esculpiu uma estátua, a quem deu o nome de Galatéia, e apoixonou-se por ela. O mármore frio passou a ser seu único e grande amor.  Podemos considerá-lo como símbolo do auto-erotismo, talvez um precursor das conhecidas bonecas infláveis vendidas em sex-shopings.
MARCO ANTÕNIO e CLEÓPATRA - Ele saiu de Roma com o firme propósito de destruir Cleópatra, mas ao ver a bela rainha do Egito apaixonou-se perdidamente. Foi amor à primeira vista.  O perigoso encanto da rainha, que já tinha levado ao leito Júlio César, paralisou Marco Antônio que se aliou a ela contra Roma. Juntos usufruiram de todos os prazeres da carne, mas ele perdeu a vida lutando contra os Romanos, e ela, segudo a história, se deixou picar por uma serpente e também morreu.
SANSÃO e DALILA - Sansão, cujo nome significa homem do sol, perdido de amor por Dalila, acabou sendo despojado, não só do seu cabelo, mas também da sua superpotência. Dalila, que sabia o segredo da força de Sansão, traiu-o por 1100 moedas de prata e contou que a origem de sua extraordinária força estava nos cabelos longos do heroi.
HENRIQUE VIII e ANNA BOLENA - O sádico Rei costumava ter muitas mulheres e como principal divertimento erótico, mandava decaptá-las. Anna Bolena foi a que mais despertou a paixão do Rei, mas mesmo assim perdeu a cabeça.
NAPOLEÃO BONAPARTE e JOSEPHINE - Um casamento tumultuado pela intensa atividade do marido guerreiro acabou em divórcio. O gênio da guerra dominou um império, mas nunca conseguiu tercontrole sobre sua amada esposa Josephine. Em suas inúmeras cartas, o imperador se queixava: "Não te amo mais; detesto-te. És horrenda, muito idiota e desajeitada. Não Não me escreves nunca, já não amas vosso marido" (1796).
LORD NELSON e LADY HAMILTON - Lord Nelson, muito famoso na Inglaterra por ter vencido Napoleão Bonaparte, sucumbiu à beleza da liberada Lady Hamilton, cujo marido, Sir William não se importava com seus relacionamentos extraconjugais. A infidelidade consentida já era costume na época.
MOZART e CONSTANZE - O gênio da música classica também escrevia cartas de amor para sua Constanze. Sempre assinava com o apelido íntimo Plumpi-Strumpi: "Querida esposinha, rogo-te que: não fique triste, cuide da saúde e tenha cuidados com as brisas da primavera".
LORD BYRON e LADY CAROLINE LAMB - O poeta britânico Lord Byron foi amante de várias mulheres casadas, pertencentes à alta sociedade. Essa particularidade, somada aos versos extravagantes para a época - (ele fazia apologia à bissexualidade) -, lhe rendeu a fama de homem de vida "dissoluta e amoral". Com Caroline, também casada,  ele teve um tumultuado relacionamento que se tornou famoso depois que ela tentou o suicídio cortando os pulsos com cacos de vidro.
CHARLES DARWIN e EMMA WEDGWOOD - Charles e Emma casaran-se em 29 de janeiro de 1839.  Nesta época Darwin já estudava a transformação das espécies e o casamento o ajudou muito nas pesquisas. Emma era uma mulher calma e paciente. Isto deu estabilidade à vida do casal. Tiveram 10 filhos. pode-se dizer que foi um casamento em benefício da ciência.
FREDERIC CHOPIN eGEORGE SAND - Chopin, com seu jeito frágil e romântico, teve um tempestuoso caso de amor com a escritora Amadine Aurore Dupin que, ao se tornar romancista, adotou o nome de George Sand. Além de grande romancista, a escritora foi precursora no uso de calças compridas. Costumava fumar charutos e tinha outras atitudes masculinas que criavam polêmicas. Apesar de brigar  muito, o casal viveu junto durante vinte e nove anos e tiveram uma filha.  As más línguas não pouparam o casal dizendo que Chopin era mais feminino do que a madame George Sand. Um verdadeiro choque de sensibilidade.
DUQUE e DUQUESA DE WINDSOR - Ele era nada mais nada menos que o Rei Eduardo VIII da Inglaterra. Ela, Wallis Simpson, uma norte-americana divorciada e pouco atraente. Foi o que se pode chamar de amor instantâneo e arrebatador. Contra tudo e contra todos, Eduardo abdicou do trono para unir-se à sua bem-amada. Foi o grande escândalo da família real inglesa. Um amor como esse pode ser cego, mas é maravilhoso. É a prova de que um verdadeiro amor supera todas as barreiras. Como num belo conto de fadas, o casal viveu feliz pelo resto da vida.
PERON e EVITA - Evita, uma bela, porém obscura atriz - tipo chorus-line - conheceu Perón  e se apaixonaram. Perón se tornou o populista ditador e ela tranformou-se na primeira dama da Argentina e num dos maiores mitos do século XX.
ONASSIS e JACQUELINE KENNEDY - Com um amor por contrato, o milionário grego Onassis casou-se com Jacqueline, ex primeira dama dos Estados Unidos. No entanto, o verdadeiro amor de Onassis sempre foi a cantora Maria Callas, a grande diva da ópera. Com ela continuou seu romance após o casamento com Jacqueline. Às vezes o amor também sucumbe ao dinheiro.
JEAN-PAUL SARTRE e SIMONE DE BEAVOUIR - Sartre, criador do existencialismo e Beavouir, primeira feminista, souberam usar suas brilhantes inteligências para viver um amor que parecia impossível. Para conseguir um equilíbrio amoroso, o casal estabeleceu publicamente as bases para o "casamento aberto". Cada um podia ter suas múltiplas aventuras extraconjugais, mas permaneceram unidos até a morte de Sartre. Hoje isto pode até ser rotineiro, mas na época foi um escândalo. É um exemplo de como a cultura e a inteligência podem desmistificar a hipocrisia.  
LUIZ DE CAMÕES e D. CATARINA DE ATAIDE - Três amores marcaram a vida de Camões e lhe deram inspiração para seus sonetos quase autobiográficos. A principal parece ter sido a dama do paço, D. Catarina de Ataíde, aquela a quem mais o poeta amou e por quem mais sofreu. Por sua causa, cai no desagrado do rei e da família de Catarina. Foi obrigado a deixar a corte, sendo desterrado para Coimbra.
IMPERADOR JUSTINIANO e IMPERATRIZ TEODEORA - A esposa de Justiniano se achava uma verdadeira santa, mas tinha uma vida sexual libertina e muito intensa. Era chamada pelos seus contemporâneos de "a meretriz". Contam os historiadores que Teodora era ex atriz e, quando entusiasmada, costumava despir-se em público no teatro e caminhar até a ribalta, cingindo apenas um cinto. Em seguida deitava-se  ali sobre o assoalho e mandava espalhar grans de cevada sobre o corpo nu que, em seguida, um ganso adestrado picava e deglutia um por um. Seu marido imperador sabia de sua vida devassa, mas ignorava todos os comentários à respeito. Por mais libertina que fosse a vida de Teodora, nada abalava o cego amor de Justiniano pela sua consorte. Traição consentida não é traição.
JOHN QUENNEDY e MERILYN MONROE - Um amor às esondidas e nada secreto. A maior estrela do cinema americano dos anos 50 e o mais famosos presidente dos Estados Unidos viveram um amor às escondidas. Marilyn morreu aos 38 anos de forma trágica, vítima de uma overdose de medicamentos que até hoje não se sabe se foi acidental.
SARAH BERNHARDT e PRINCIPE HENRI -  As aventuras amorosas de Sarah Bernhardt  foram inúmeras. As mais famosas foram com Charles Haas, Jean Richepin, Vitor Hugo, o Príncipe de Ligne, o Príncipe de Gales, Mounet-Sully e até mesmo com a Louise Abbéma, artista plástica que pintou seu retrato. O Príncipe Henri de Ligne marcou mais sua vida por ter tido um filho com ela, Maurice Bernhardt.  No entanto, o príncipe a abandonou com seu filho que, mesmo depois de adulto, sempre viveu à custa da mãe. Foi registrado apenas por Sarah. Mesmo cansada e doente fez suas últimas excurções nos estados Unidos para pagar dívidas do filho. Era uma mulher muito dedicada à família, mas o teatro sempre foi seu único e verdadeiro amor.
OSCAR WILDE e LORD ALFRED DOUGLAS - Este amor resultou no maior escândalo do final do século XIX. Oscar Wilde, que adorava mais do que tudo chamar atenção para si, apaixonou-se perdidamente pelo jovem Lord e passou a se exibir em todos os lugares para chocar a puritana sociedade inglesa da época. Mas, por causa da sua ousadia, o escritor acabou sendo condenado à prisão, pois na Inglaterra de então o homossexualismo era crime. Com esta prisão Wilde conseguiu o que mais queria, ou seja, colocar seu nome na posteridade.
RICHARD WAGNER e LUDWIF II - O famoso compositor Wagner teve um rumoroso romance público com o rei da Bavária Ludwig II que sempre o protegeu e ajudou financeiramente. Wagner teve outros amores, mas nunca deixou a esposa. O gênio da música foi um homem de muitos e diferentes amores, o que denota sua bissexualidade.
NIJINSKY e SERGEI DIAGHILEV - O maior bailarino de todos os tempos, Niginsky, teve como grande amor o seu cruel empresário Diaghilev, que muito contribuiu para sua completa loucura. Sua carreira foi tão grandiosa quanto breve.
GERTRUDE STEIN e ALICE B. TOKLAS - As duas apaixonadas viveram juntas por toda a vida. Um casal nos moldes da tradição, onde a fidelidade sempre foi ponto de honra. A escritora e sua companheira, consideradas estranhas nos Estados Unidos, sua terra natal, mudaram-se para Paris, onde estabeleceram residência. Lá assumiram seu lesbianismo e superaram os preconceitos. Costumavam dar  grandes festas, cujos frequentadores eram a fina flor da intelectualidade da época como F. Scott Fizgerard e Ernest Heingway.
RIMBAUD e VERLAINE - Rimbaud foi um jovem poeta maldito que, logo ao chegar a Paris, formou par romântico com o já consagrado Verlaine. Este era bem casado e vivia com a esposa e filhos, mas largou a estabilidade matrimonial e familiar para viver uma alucinante ligação com Rimbaud, acabando por dar-lhe um tiro que apenas o feriu, mas foi o suficiente para por fim ao romance.

Se continuarmos a busca certamente iremos encontrar os mais lindos e estranhos relacionamentos que o amor inspirou.  Tudo o que aqui vimos nos serve de lição e prova de que, para o amor, não existe barreiras intransponíveis. Ele sempre saberá superar os preconceitos e as ignorâncias.
Nicéas Romeo Zanchett
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domingo, 31 de julho de 2011

AS ORIGENS DA FÉ E DAS RELIGIÕES





                             AS ORIGENS DA FÉ E DAS RELIGIÕES
O homem primitivo vivia num permanente estado de terror e medo que resultava em constantes celebrações de ritos mágicos, destinados a manter longe os aspectos pavorosos da natureza. Todos os acontecimentos climáticos inesperados despertava o medo e a desconfiança. 
Um simples eclipse solar, a falta regular de chuvas ou o fogo de combustão espontânea eram motivos para buscar o perdão pelos atos que desagradaram ao supremo. Quando a Terra era bombardeada por alguns asteróides o homem imaginava a fúria de um deus poderoso que residia no céu. 
Com o despertar da consciência passou a encarar o espaço que o rodeia como epifania do divino. 
A humanidade, pela sua própria natureza como um todo, possui instintos comuns de imaginação e ação, participando dos acontecimentos cósmicos com sonhos e ritos religiosos.  Tem um impulso profundamente enraizado de camuflar o mistério da transformação universal em matéria do divino, mas também existe nele algo que o impulsiona a mostrar e desfrutar do que considera mais sagrado. O símbolo de deus todo poderoso, que tudo sabe e tudo vê, sempre foi o céu  noturno estrelado.  A experiência do universo circundante se transforma em resposta às exigências do poder manifesto de deus. A divisão do espaço cideral surge do padrão temporal traçado pelo movimento dos planetas.  As mudanças de estação ficam refletidas no crescimento e declínio da vida vegetal e das idades do homem.  No espaço se revelam os inúmeros aspectos do divino, venerados como divindades individuais. 
O poder transcedental articula mito e ritual, da mesma maneira como articula a forma das arvores e das plantas. O simbolismo como representação do poder divino é uma forma humana de relacionar-se com o deus imaginado. Quando se adota um símbolo de significado finito, um ídolo em lugar do misterioso abstrato infinito, há uma proximação da realidade humana.
Ao longo da história da humanidade o homem adorou a deuses com a mesma intensidade em todos os lugares.
No princípio o homem adorou os aspectos da natureza que lhe pareciam mais poderosos e com os quais mantinha maior relacionamento.  Os deuses das épocas mais primitivas eram animais, montanhas, cavernas bosques, arvores e rios. Isto durou enquanto se sentiu ameaçado por seu poder arrasador e deixou de fazê-lo quando a sua tecnologia pareceu dominá-los. Mais adiante, todos estes aspectos de poder, personalizados pelas divindades multiformes, se reunem num só deus que se transformou em homem projetado no espaço. Com o pasar do tempo e evolução da consciência, o homem foi se separando das projeções com as quais tinha povoado o mundo vazio dos céus e infernos com suas hierarquias de deuses e demônios.

 Quando o homem conhece o nome "deus", isto é, sua função e poder especiais, passa a fazer algo com ele e assim nasce  a mitologia. Deste modo, toda a experiência de poder desemboca na aquisição de uma forma  e todo o deus que se estabelece  como tal, representa a consecução do mesmo grau de consciência. Assim sendo, em todos os momentos cruciais e críticos da vida, como no amor no conflito e na morte, os deuses continuam exercendo sua influência. 
A visão primitiva do tempo é cíclica, não lenear: Um sucessão infinita de nascimentos e mortes. A existência toda está entrelaçada pelo ciclo de transformação. As luas novas e cheias eram momentos sagrados. Todos os indicadores do tempo eram constituídos pelas fases da lua, pelo percurso do sol através do seu caminho de estrelas e pelo céu de estações, de avanço e de retrocesso. A idéia era que a lua regia todas as mudanças cíclicas: a vegetação, a mulher e o nascimento. Esta idéia inspirou a crensa segundo a qual a morte nunca tem carater definitivo, mas que tudo é parte de um processo de mutação na qual a vida sempre renasce. 
Quando a mente humana indaga sobre a criação do mundo, a resposta apresenta-se em forma de casualidade. Considera-se Criador aquele que move e não aquele que se move; aquele que se encontra por trás dos acontecimentos do cosmos. "No princípio era o caos, o vasio infinito e Deus criou o universo." Aí surge a pergunta: quem criou Deus?  As imagens reais de qualquer sistema de estruturação derivam de uma determinada localidade, contudo suas funções são universais. 
O espaço sagrado criado pela imaginação humana é a zona intermédia entre o cosmos e o caos, - o vasio uniforme e desconhecido - lugar estabelecido para o encontro com o divino. 
A existência toda  está entrelaçada pelo ciclo da transformação. O nascimento, a vida, a morte e o renascer são intermináveis fenômenos da existência que nossa mente ainda não atingiu a maturidade do entendimento.  Nosso intelecto não é ferramenta capaz de entender a misteriosa dimensão de nossa existência. Sempre que tentamos estabelecer valores transpessoais, atingimos um nível de desenvolvimento cujo limite e qualidade se encontra nas conquistas das ciências de civilizações passadas que surgem e se renovam graças às experiências criativas de alguns indivíduos.
Quando o homem voltou seus olhos para o céu e tentou encontrar a ordem do mundo estelar, identificou o movimento dos seus deuses com os do sol, da lua e de outros planetas.
Os mistérios antigos pretendiam estabelecer uma relação entre os homens e os deuses. A deusa egípsia Ísis, filha de Keb (a terra) e Nut, (o céu), possuia o poder mágico supremo. Sua união com Osiris ficava associada ao ritual dos mortos. Durante séculos seu culto estendeu-se por todas as as provîncias romanas, onde foram erguidos inúmeros santuários em sua honra.
Nas mitologias sempre aparece a idéia da redução do universo e do cataclismo no final dos tempos.
Do ponto de vista mitológico, o começo do mundo com o aparecimento da luz, significa a descoberta subgetiva, a capacidade que o homem tem de pensar, perceber suas ações em relação ao sagrado, observando a evolução, através de uma consciência que circula o desconhecido a partir de vários pontos. As formas mágicas com as quais o homem se aproxima de seu deus escolhido têm origem em sistemas antropomórficos de domínio do mundo. Alguns símbolos caregam o sentimento universal de tantas pessoas, exercendo tamanha compulsão, que criam a sensação de que a vida depende de sua conservação e contínua representação. Aí surge a identificação do caçador com o animal totêmico, do agricultor com a terra, da semente e a cultura com as condições atmosféricas, isto é, com seus deuses.  Os deuses das religiões se tornam, em última análise, princípios e funções da consciência que identifica o homem moderno como simples abstração da qual depende a existência da vida.
Mediante a observação, a faculdade imaginativa e o pensamento especulativo, o homem estabelece estrutura para se proteger do caos da existência, numa tentativa de localizar o sagrado que o salvará.
As tradições sagradas do mundo constituem uma abundante coletânea de símbolos religiosos criados pelo homem como metáforas do mistério. Mostram as limitações humanas e, todavia, por entre elas brilham as leis universais às quais todos são subordinados.  Oferecem uma idéia da fonte, do encontro entre homem e o milagroso que para o crente é a única esperança que confere a validade ao drama da criação.
Na tentativa de entender o divino e o demoníaco, a mentalidade moderna recorreu à psiquê, onde tudo volta para a alma de onde provem o ser interior do homem ainda desconhecido. O mundo natural, que nos primórdios era seu deus, transformou-se numa coisa sua e, dessa forma, sente-se um estranho isolado no cosmos, numa busca desesperada para encontrar suas raízes interiores.
A psiquê humana é a fonte de todos os fenômenos religiosos e culturais e ainda conserva o conhecimento adquirido antes do aparecimento da consciência de si mesmo. Com o surgimento da consciência, o mundo tornou-se ambivalente, dividido em opostos que resultou num profundo abismo entre a reflexão e a espontaneidade. A consciência do ego provocou um sentimento de solidão e sua gênese foi experimentada como culpa e castigo inevitáveis.
A evolução da consciência leva o homem a experimentar a plenitude criativa de sua própria psiquê. Então surgem guias - espécie de manuais - para exercer as múltiplas práticas psicotécnicas do mundo interior com as diversas formas de meditações que surgiram  pelo mundo todo.
Nas práticas de meditação, a aproximação do divino passa a ser um ato psicológico em circulo em torno de si próprio para descobrir todos os aspectos individuais. Assim sendo, a psiquê tem um caráter tão real como o mundo exterior e a experiência reigiosa também atinge os níveis mais profundos da mente humana. Essas práticas retardam o fluxo do tempo e, com isto, desaparece a divisão entre o interior e o exterior, tornando o centro divino em onipresente. As transformações espirituais e fisiológicas se identificam com as transformações terrenas, isto é, expressam-se em relações espaciais.
Todo o crescimento e desenvolvimento pessoal pressupõe uma mudança que a nível psicológico equivale a morrer e regressar à existência anterior. A esperiência estática  que dá vida ao mistério é a de ultrapassar a morte do corpo para transfigurar-se como o deus.
O encontro do homem com o outro mundo é a conseqüência da expansão da sua consciência. Considera-se esta expansão como advento do deus que toma posse do homem, utilizando o devoto como seu receptáculo, instrumento para fazer sua vontade. O devoto passa a utilizar em si mesmo o poder divino com o objetivo de atuar no mundo em honra de seu deus, operando milagres, pronunciando oráculos, contruindo santuários e dando testemunho de sua forma de existência.
A experiência do temor reverencial assinala a relação entre o poder de deus e o homem. Em todos os lugares aparecem o temor, o amor e a servidão ao deus como termos relacionados entre si. Nos rituais religiosos liberam-se as tensões emocionais e renovam-se as esperanças em relação às necessidade humanas da vida individual, para garantir a felicidade eterna que se imagina alcançar com a purificação final.
O mistério da morte constitui o maior desafio que a mente humana enfrenta. Éla é a experiência decisiva que revela a divisão entre o corpo e o espírito. É no encontro com a morte que está a raíz de todos os cultos religiosos. A celebração de ritos fúnebres religiosos baseia-se na crença de que a morte é apenas outro aspecto de vida que aos vivos cabe  o dever de ajudar os defuntos no momento da partida para a ressurreição. No Egito antigo o rito funerário tinha proporções gigantescas, com grandes cerimônias.
Em nosso tempo o homem sofre a ilusão de que o universo inteiro se mantém unido pelo pensamento humano. Acredita que se não se apegar a esta corrente tudo se desvanecerá no caos. Quanto mais intimamente experimentamos a realidade da vida, menos a entendemos.
A mente humana se encontra no estado crepuscular, além do pensamento e da vontade de cada um, onde há algo que a move da mesma forma como, em nossos melhores momentos, sentimos a valorização da vida.  A situação terrena mostra o homem como herói de seu próprio drama vital, mas também como um simples ator de uma obra mais ampla, figura evanescente, na eterna ronda da vida através da morte. O homem percebe seu próprio ser e tem conhecimento do mesmo unicamente enquanto é capaz  de visulaizá-lo na imagem de seus deuses, que constituem a medida de sua penetração no mistério do ser. Consegue a emancipação do  homem em relação a seu deus mediante a imitação deste.  Deste forma o homem transforma-se em criador ao fazer o que fazem os deuses.
Hoje sabemosque o poder da natureza está em constante renovação e longe do nosso domínio. Tenta-se exercer influência sobre o universo, mas quanto mais o conhecemos mais descobrimos nossa insignificância. Movido pela própria consciência de si mesmo, o homem despertou do seu sonho num mundo que lhe era incompreencível e cujos mistérios lhe inspiraram o temor e assombro  que o levaram a sondar suas profundezas. Em todo o lugar e época o homem se depara com um poder superior a ele.  Na natureza, no céu, ao nascer, durante seu crescimento, nas doenças e na morte.  Em epocas de crises, como as que estamos vivenciando em relação à naturena, a vida do homem é posta em causa em relação ao mundo, proporcionando-lhe uma experiência inigualável, colocando-o em confronto com suas próprias limitações.  Estas situações inesperadas de perigo confrontam o homem com o caos e com a sua própria impotência, onde a vida depende de sua capacidade de sobreviver ante as forças imbatíveis que a natureza volta a lhe mostrar. Secas, tsunamis, furações, terremotos, etc. Plantas, animais, estrelas, riachos e homens estão todos unidos numa corente única, com a perpétua possibilidade de se transformarem em outros seres. Neste estado em que tudo participa de tudo, a combinação de forma se nutre no tecido de nossa imaginação buscando harmonia com os poderes cósmicos.
A ciência explica a explosão do átomo e o surgimento da vida através da matéria, mas é a mente humana que tenta entender os mistérios do espírito da dá origem a fé, a religiões e superstições.
A evolução da mente e a cultura humana é a causa da diminuição da religiosidade de origem primitiva.
Nicéas Romeo Zanchett
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