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segunda-feira, 5 de setembro de 2011

INIMIGOS DE NÓS MESMOS


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                                                       INIMIGOS DE NÓS MESMOS
                O desafio ambiental é o principal problema com o qual a humanidade se defronta. A fome pode levar o mundo a ferozes conflitos étnicos internacionais e já está provocando grandes migrações que implicam em graves efeitos desestabilizantes na política e na economia mundial. 
                A sociedade civil desempenha um importante papel na modificação do modo de pensar das pessoas e no exercício de pressão política em benefício da ecologia. 
                É preciso que cada um se conscientize de que também é culpado pelo desequilíbrio ambiental e responsável pelo nosso próprio futuro e o de nossos filhos. 
                 A dura realidade da pobreza realça o fato de que a quantidade de produção de riqueza pelas nações está se mostrando insuficiente para atender ao crescimento desenfreado da população humana. 
                 Há um limite para o crescimento econômico que já foi ultrapassado há muito tempo. O mundo não pode continuar crescendo indefinidamente para garantir trabalho a todos os novos habitantes da terra. Apesar disso nada está sendo feito de concreto para diminuir o número de nascimentos, principalmente entre as classes menos favorecidas e desorientadas.  Não se trata de controle de natalidade, mas de orientação e planejamento familiar sério. A continuar como está, infelizmente, só a fome irá unir o planeta na busca de uma solução.
                 Nos últimos cinquenta anos o mundo civilizado viveu o glorioso ciclo do consumismo, permitindo o incremento do comércio internacional e o avanço tecnológico. Os governos não se preocuparam se este modelo ampliaria a emissão  excessiva de CO2. Ao contrário, a economia buscava acelerar o ritmo de crescimento, destruindo a natureza para produzir bens supérfluos e alimentos para quem pudesse pagar.
                 Silenciosamente, o mercado de capitais abandonou sua legítima função de auxiliar o setor produtivo para substituí-lo. Os Estados Unidos e a Europa se preocuparam em produzir capitais fictícios, em cima da criatividade de papeis no mercado, enquanto países em desenvolvimento como a China e a Índia produziram uma enxurrada de quinquilharias sem o menor compromisso com a sustentabilidade. O Brasil dedicou-se  a destruição de suas florestas para exportar alimentos e produtos de mineração extrativa.  Grande parte de nossas florestas foi destruída para dar lugar a pastagens. Cabe aqui lembrar que o gado é um dos maiores emissores de gases prejudiciais à camada de ozônio, que provocam o aumento do efeito estufa.
A fome e o sofrimento dos menos favorecidos já estão anunciados. A escassez do petróleo combinada a uma alta de preços dos alimentos e o aumento da população mundial, estimada em mais de nove bilhões de pessoas na metade deste século, com média de 75 anos de expectativa de vida, inevitavelmente levará o mundo à incontrolável fome.  Esta situação irá estabelecer uma nova economia. O aquecimento global provocará grandes perdas de safras. O setor produtivo será compelido a se adaptar a uma nova matriz energética e certamente a agricultura privilegiará os pequenos produtores rurais e seus métodos de cultura mais sustentáveis.  Mas, a produção de alimentos não se ampliará. 
A humanidade se encontra em nova esfera de conhecimento e precisa urgentemente transformar países em sociedades biocivilizadas. O caminho será a redução do consumo de energia por meio de uma mudança nos padrões de consumo e de estilo de vida; melhoria da eficiência energética e substituição dos combustíveis fósseis pelas energias solar, eólica, marinha e biomassa.
Se quisermos nos salvar precisamos salvar o nosso planta. Esse deve ser o desafio comum a todos os governos, às comunidades econômicas e à sociedade civil e científica.
Só o Estado pode impor o respeito às normas e aos padrões ecologicamente corretos, sem os quais as tentativas de se enfrentar as mudanças climáticas serão inúteis.
Os criminosos ambientais são beneficiados por brandas leis que nunca punem. É preciso rigor e seriedade para que realmente cumpram as penas a que foram condenados. O que hoje vemos é criminosos livres que impunemente continuam praticando os mesmos crimes ambientais  pelos quais já foram condenados várias vezes.
Ainda há tempo, mas precisamos agir logo. Poderemos ser salvos se levarmos a cabo as mudanças que nos conduzirão a uma sociedade mais durável do ponto de vista ambiental, econômico e social. Mas, se não seguirmos a cartilha da sustentabilidade e de modo urgente, corremos o risco de sermos os responsáveis pela nossa própria extinção.
Nicéas Romeo Zanchett
http://gotasdeculturauniversal.blogspot.com/
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