O BIOMA DA MATA ATLÂNTICA
A mata Atlântica é uma das mais ricas em diversidade biológica do mundo. Está fortemente ameaçada de extinção por conta de desmatamentos, avanço da fronteira agrícola, crescimento urbano irregular e graves falhas no sistema de fiscalização e aplicação das leis ambientais.
Abriga cerca de 20 mil espécies de plantas, sendo que a metade delas são endêmicas, ou seja, não são encontradas em nenhum outro lugar do mundo.
Pesquisa recente feita no sul do estado da Bahia revelou 454 espécies de árvores lenhosas num único hectare.
Cerca de 110 milhões de pessoas vivem nos 3.400 municípios abrangidos pelo bioma da Mata Atlântica e isto o torna mais vulnerável ao desaparecimento.
O Brasil tem aproximadamente 633 espécies de animais ameçados de extinção, sendo que 383 são da Mata Atlântica.
Os remanescentes florestais ainda mantém nascentes e fontes que regulam os fluxo dos mananciais que abastecem as cidades com água potável.
O ciclo de chuvas, a umidade e a temperatura do meio ambiente dependem deste insubstituível regulador climático que é a Mata Atlântica.
Ajude salvar o que resta enquanto é tempo.
Nicéas Romeo Zanchett
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quarta-feira, 12 de outubro de 2011
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
O PODER DA MENTE HUMANA
O PODER DA MENTE HUMANA
O cérebro humano é uma maravilhosa máquina que transforma simples sensações em pensamento.
Pensamento é a soma total dos processos mentais ou idéias, desde o nascimento até a morte. Cada uma de nossas idéias e atos participa da formação da nossa mente, da nossa personalidade e do nosso espírito.
Dentro do nosso corpo existe uma complexa rede de nervos que funcionam como fios telefônicos enviando para o cérebro as mais diversas mensagens recebidas através dos nossos vários sentidos: vista, ouvido, gosto, tato e olfato. O cérebro recebe as mensagens, agrupa-as e escolhe as que são mais fortes, classifica-as e produz o pensamento.
Este, entretanto, é apenas uma parcela de sua atividade milagrosa. Tão logo o pensamento é formado, começa estimular outros grupos de nervos que levam este pensamento do cérebro aos músculos do corpo para que tudo seja transformado em ação.
É dessa forma que cérebro e corpo trabalham juntos neste misterioso processo de pensamento e ação.
Com este entendimento podemos concluir, sem errar, que o cérebro perfeito só existe num corpo perfeito. Como disse o célebre pensador James Allen: "um homem é aquilo que ele pensa".
Todo o ser humano possui dentro de si um "Eu" elevado e bom, e outro "Eu" baixo e mau. Ao longo da vida crescemos e purificamo-nos. Dessa forma, quando sacrificamos nosso corpo com drogas, poluição, má alimentação, fadiga, produtos químicos nos alimentos ou remédios desnecessários, estamos prejudicando a evolução e purificação do nosso espírito que é o objetivo da vida.
A nossa mente está sempre cheia de idéias sugestivas e aspirações que recebe do Poder Universal que pouco conhecemos.
Dentro de cada um de nós existe um juiz divinal que tudo vê. A ele ninguém engana, dele ninguém escapa e um dia irá cobrar por todos os atos que praticarmos. Este juiz chama-se consciência. O sentido do espírito de justiça é uma qualidade que existe em todos nós e é tão real quanto o ar que não vemos, mas respiramos. É muito comum que este espírito de justiça fique prejudicado pelos maus tratos que damos ao nosso corpo. A violência, a promiscuidade, as drogas e tudo mais que nos conduzem à infelicidade são o verdadeiro obstáculo para chegarmos a um nível superior, sereno, calmo, tranqüilo e confiante.
O melhor cérebro é aquele que é parte de um corpo são, com saúde perfeita. Um corpo doente, drogado, inconsciente e infeliz anula todos os poderes mentais. As bebidas, drogas, poluição e excessos destroem milhares de conexões cerebrais, tornando-nos incapazes de sentirmos. É por essa razão que assassinatos e outros crimes violentos são praticados por pessoas que não tem nenhum sentimento. Eles perderam a capacidade natural de amar, sentir ou até de odiar. Simplesmente não sentem mais nada. Matam por matar.
O amor é um elemento invisível e verdadeiro. Ele atua constantemente em todos os seres humanos indicando o que nos agrada ou desagrada. Este amor pode ser pelo animal de estimação, pela árvore do nosso quintal ou pelas pessoas que nos cercam.
Em diversos momentos da vida sentimos uma paz, uma serenidade que não podemos explicar. É a paz divina que amana do cosmos e é captada pelo cérebro sem depender de questões químicas, pois é apenas espiritual.
Todos somos partes de uma natureza cósmica e quanto mais intimamente nos relacionamos com a árvore, com o pássaro, com a água, com a pedra, com o inseto e tudo mais que nos cerca, melhor poderemos sentir as forças vitais da Mente Universal.
A destruição de uma floresta significa a perda de muitas vidas e de elementos vitais que ela poderia nos proporcionar. Mesmo que depois venhamos a reflorestar o local com outras espécies, não conseguiremos jamais restabelecer o vigor original.
Na medida em que avançamos na busca da perfeição espiritual, a nossa existência se torna mais elevada, mais pura e nos sentimos cada vez mais propensos a amar os animais, plantas, pedras, insetos e todas as manifestações da criação universal.
Quando prendemos um pássaro na gaiola não podemos dizer que o amamos, pois na verdade tiramos sua liberdade para nosso único prazer, portanto isto não é amar as aves.
Quando amamos de modo elevado, seja aos animais, plantas ou outro ser humano, abrimos em nossa mente um verdadeiro manancial de felicidade e paz.
A nossa comunicação com a natureza é um inigualável sentimento de comunhão com o Ser Supremo e Infinito, donde tudo se originou. Os sentimentos que por essa comunhão recebemos atuam em nosso corpo e espírito de forma tão verdadeira que nos fazem entrar em estado de graça e pura felicidade.
O poder mental e o talento são duas coisas que só conseguem crescer no meio da mais profunda calma e do mais absoluto repouso. Os melhores frutos de uma mente, sejam de ordem científica ou sentimental, precisam de condições serenas e tranquilas para se elaborarem e desabrocharem. Todos os grandes pensadores da humanidade desenvolveram suas melhores concepções quando se encontravam em silêncio e aparentemente ociosos. É por essa razão que muitos fazem da meditação o caminho para a solução dos seus problemas. Todos nos temos talentos embrionários que precisam de momentos de paz e serenidade para desabrochar.
A inspiração do gênio que descobre e realiza grandes coisas. É energia que vem da inspiração divina e manifesta-se através do cérebro. É uma força que atua no homem obrigando-o a inventar, empreender ou escrever coisas maravilhosas que o tornam triunfador. Quando o gênio recebe esta inspiração, seja qual for o campo de atividade humana, torna-se capaz de realizar o que antes ninguém fizera ou sequer sonhara.
Shakespeare era possuidor de um cérebro inventivo que o impelia a escrever e exprimir idéias de inigualável beleza e sublimidade. Ele dava às palavras uma forma material tão encantadora que até hoje não foi superado.
Leonardo da Vinci foi o grande gênio com multi-talentos. Ele era, ao mesmo tempo, escultor, pintor, desenhista, biólogo, engenheiro, arquiteto, músico e inventor. Sua grandiosa obra atravessou as fronteiras do tempo sem nunca ter sido superada ou mesmo igualada.
Foi esse grande poder mental que impulsionou homens como Thomas Edson, Pasteur, Einstein, Mozart e tantos outros beneméritos da humanidade à realização dos milagres que melhoraram a vida de todos nós.
É este poder que sempre impeliu todos os inventores, sábios, poetas e artistas a exteriorizarem a inspiração da Mente Universal manifestada em seus cérebros. Foi através desta manifestação que grandes sábios do passado escreveram os livros que hoje são considerados sagrados e cujos ensinamentos são transmitidos em todas as religiões sérias - não comerciais -, muito embora nem sempre haja perfeita interpretação.
O pensamento que resulta na ação que cria ou transforma é de natureza positiva ou imperativa. Quando o cérebro se mostra vacilante e indeciso não é capaz de realizar nada.
O corpo humano, tal como o dos animais e vegetais, tem uma vida e um crescimento que lhe são próprios, independente da mente ou do espírito. Essa vida é limitada e sempre segue pela juventude, maturidade, velhice e morte. O domínio do espírito sobre a carne torna-o invulnerável a toda a eternidade. A morte é uma simples queda de energia do corpo para que o espírito possa enfim despertar livremente do mundo material para o imaterial e invisível. É através dela que a energia é renovada com o renascimento de um novo ser mais evoluído.
Nascemos com capacidade física e mental para crescermos e tornarmo-nos independentes. Quando temos de apoiar indefinidamente alguém, acabamos por nos fadigar, exaurindo nossas forças. Só podemos ajudar os outros quando estamos capacitados a ajudar a nós próprios. Da mesma forma ninguém prejudica os outros sem prejudicar a si próprio. Partindo dessa premissa é injusto permitir que alguém viva sob nossa absoluta e completa submissão, pois dessa forma lhe destruímos sua natural capacidade para a independência. É preciso atentar bem para o limite de ajuda que podemos dar. Caso não considerarmos este limite poderemos retardar a sua natural capacidade de, indubitavelmente, atrair para si as qualidades que emanam da Força Cósmica Universal. Não é digno dar muletas a quem tem perfeitas condições de andar.
Todo o ser humano deve ser soberano e com capacidade de melhorar continuamente pelo talento que tiver dentro de si. Só o viver é capaz de mostrar o talento de cada um. O Espírito Universal age em nós por nosso próprio intermédio, usando o nosso cérebro para provocar nossa ação.
O milagre vem do Poder Supremo Universal, mas é através do cérebro que ele se realiza. É produto de uma força mental agindo sobre determinada pessoa com vontade suficientemente forte para, com firmeza e energia, querer que se realize. Isto acontece porque é através do nosso cérebro que o Deus Universal realiza o que precisamos. Tudo nasce do pensamento que produzimos. É o poder do cérebro que permite desencadear a força de auto-cura que, apoiando-se no apelo aos princípios da saúde perfeita e energia vital, consegue expulsar do corpo enfermo todos os elementos da doença que o estão dominando.
À medida em que aprendemos o nosso próprio domínio em todas as coisas que fazemos, nos tornamos mais perfeitos, organizados e evoluídos. Estas nossas qualidades irão revigorar quem nos cerca. Nosso espírito pode enviar parte de nossas energias a outras pessoas em quem pensamos fixamente, só pelo fato de nelas pensar. É aquilo que podemos chamar de ação telepática.
O nossos pensamentos se reúnem em verdadeiras correntes de energia e é por essa razão que devemos ter muito cuidado com o que pensamos. Ao pensarmos ou falarmos, atraímos para nós uma poderosa corrente de pensamentos idêntica à nossa que agirá sobre nosso corpo de forma benéfica ou maléfica. Se nossos pensamentos fossem visíveis poderíamos ver todas essas energias circulando entre as pessoas. Em cada ambiente veríamos de imediato o resultado de suas ações.
Nosso cérebro tem uma série de sentidos que se tornarão muito mais perfeitos quando tiverem atingido seu completo sazonamento e então poderemos ver e sentir misteriosos poderes, tal como uma semente que germina e milagrosamente se transforma numa grandiosa árvore. Estes sentidos são despertados quando contemplamos coisas repletas de vida e de força que nos trazem pensamentos alegres e sadios.
Nicéas Romeo Zanchett Leia também > O PODEROSO DEUS CHAMADO CÉREBRO http://gotasdeculturauniversal.blogspot.com/2011/03/o-poderoso-deus-chamado-cerebro.html
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
TRABALHO, LAZER E DESCANSO
TRABALHO, LAZER E DESCANSO
Pela industrialização e mecanização do trabalho, a sociedade contemporânea vem proporcionando redução progressiva do horário semanal e mais espaço ao descanso e lazer.
Não é mais aceitável a concepção que valoriza tão somente a produtividade. Tal noção encontra-se na base da visão marxista, redutora do homem à sua atividade material como também na visão capitalista liberal que avalia somente pelo rendimento material do indivíduo. A pessoa não vale apenas pelo que produz e nem tampouco pela sua atuação na realidade econômica da sociedade.
O trabalhador, independente da profissão que exerce, é uma pessoa e não uma máquina produtora de capital. É preciso recuperar o sentido humanista do trabalho e colocá-lo apenas como parte integrante da existência do ser humano.
Da mesma forma o descanso pelo esforço realizado, não é unicamente o repouso diário, semanal ou férias mais prolongadas. Ele é muito mais do que tudo isso. É a afirmação da dignidade humana, que não se esgota apenas no merecimento do trabalho. Como ser racional, o homem necessita de valores transcendentes que satisfaçam as suas carências. Essas carências podem estar no campo da arte, da música, do contado com a natureza, do esporte, do convívio com outras pessoas e também no estado afetivo e espiritual. Dessa forma, a paralisação do trabalho não deve ser vista apenas como algo próprio de alguém que, com o suor do rosto, completa a realização integral do seu ser. Ele ajuda o sadio desenvolvimento da personalidade, para que possamos executar todas as nossas ações de maneira harmoniosa e madura, atingindo a plenitude daquilo que somos.
O lazer pode assumir formas variadas. De uma simples leitura amena, uma pequena excursão, um exercício físico, a prática espiritual e a formação intelectual, tudo pode ser meio de distensão e de repouso. Portanto, ele é necessário a um digno padrão de vida em qualquer economia. Parecem estar perdendo a importância nestes atuais dias enlouquecidos, mas não devemos esquecer que o lazer e o descanso fazem bem e são vitais para o corpo e o espírito.
Nicéas Romeo Zanchett http://gotasdeculturauniversal.blogspot.com/
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
A TEORIA DO BIG BANG
A TEORIA DO BIG BANG
Segundo a teoria dos cientistas, o cosmos foi criado a partir de uma grande explosão, que deu origem a tudo o que existe. Com complicados cálculos afirma que o Universo nasceu há cerca de 13 bilhões de anos, a partir da tal explosão. Esta afirmação baseia-se em evidências e fenômenos observados hoje no cosmos onde se encontram os prováveis resquícios da explosão original.
Apesar de ser a idéia mais aceita pela ciência, o Big Bang nunca foi comprovado e é bem provável que nunca o seja. Por essa razão é que se trata apenas de uma teoria.
Os cientistas do Centro Europeu de Física Nuclear (Cern), laboratório que abriga o mais potente acelerador de partículas do mundo, estão tentando recriar o Big Bang com seus experimentos.
Na década de 1950, a teoria chegou a ser ameaçada pelo modelo do estado estacionário, que dizia que o Universo teria sido o mesmo em todos os lugares e em todos tempos.
Outro questionamento surge quando se pensa naquilo que poderia existir antes do Big Bang. Na opinião do astrofísico brasileiro Marcelo Gleiser, autor do livro "A Dança do Universo", não existia simplesmente nada. Ele afirma que nunca houve um "antes" e que este tipo de pergunta é fruto de preconceito, de querer encontrar um evento anterior a tudo. O tempo simplesmente não existia. Ele surgiu na criação originada no próprio Big Bang.
No que se refere à descrição dos fenômenos do início do Universo, podemos concluir que ainda não há uma teoria que possa ser dada como absolutamente certa e definitiva.
A teoria tem a seguinte cronologia:
a) No primeiro segundo ocorre o Big Bang;
b) No período de 01 segundo a 03 minutos a temperatura caiu de 100 bilhões para cerca de 01 bilhão de graus Célsius, permitindo o surgimento dos primeiros elementos: hélio e hidrogênio;
c) No período de 03 minutos a 300 mil anos, a partir do hélio e hidrogênio, surgiram os prótons, elétrons e nêutrons que se combinaram formando os primeiros átomos;
d) No período de 300 mil a 01 bilhão de anos formaram-se as primeiras estrelas;
e) No período de 01 a 05 bilhões de anos os grupos de estrelas deram origem às galáxias;
f) No período de 05 a 13 bilhões de anos ocorreu o nascimento do Sol, da Terra e do nosso sistema planetário.
Apesar de todo o avanço científico e tecnológico, muitas pessoas continuam acreditando que o mundo foi criado por uma entidade suprema. Esta crença tem seu principal alicerce no fato de que nenhuma teoria foi totalmente provada e, portanto, continua sendo apenas uma teoria. É nesta lacuna de dúvidas que todas as religiões têm seu conceito-base afirmando a seus seguidores que o mundo foi criação de um ser superior, mas também não explicam como surgiu este ser superior. Isto nos leva a concluir que também se trata de uma teoria.
Nicéas Romeo Zanchett
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segunda-feira, 5 de setembro de 2011
INIMIGOS DE NÓS MESMOS
O desafio ambiental é o principal problema com o qual a humanidade se defronta. A fome pode levar o mundo a ferozes conflitos étnicos internacionais e já está provocando grandes migrações que implicam em graves efeitos desestabilizantes na política e na economia mundial.
A sociedade civil desempenha um importante papel na modificação do modo de pensar das pessoas e no exercício de pressão política em benefício da ecologia.
É preciso que cada um se conscientize de que também é culpado pelo desequilíbrio ambiental e responsável pelo nosso próprio futuro e o de nossos filhos.
A dura realidade da pobreza realça o fato de que a quantidade de produção de riqueza pelas nações está se mostrando insuficiente para atender ao crescimento desenfreado da população humana.
Há um limite para o crescimento econômico que já foi ultrapassado há muito tempo. O mundo não pode continuar crescendo indefinidamente para garantir trabalho a todos os novos habitantes da terra. Apesar disso nada está sendo feito de concreto para diminuir o número de nascimentos, principalmente entre as classes menos favorecidas e desorientadas. Não se trata de controle de natalidade, mas de orientação e planejamento familiar sério. A continuar como está, infelizmente, só a fome irá unir o planeta na busca de uma solução.
Nos últimos cinquenta anos o mundo civilizado viveu o glorioso ciclo do consumismo, permitindo o incremento do comércio internacional e o avanço tecnológico. Os governos não se preocuparam se este modelo ampliaria a emissão excessiva de CO2. Ao contrário, a economia buscava acelerar o ritmo de crescimento, destruindo a natureza para produzir bens supérfluos e alimentos para quem pudesse pagar.
Silenciosamente, o mercado de capitais abandonou sua legítima função de auxiliar o setor produtivo para substituí-lo. Os Estados Unidos e a Europa se preocuparam em produzir capitais fictícios, em cima da criatividade de papeis no mercado, enquanto países em desenvolvimento como a China e a Índia produziram uma enxurrada de quinquilharias sem o menor compromisso com a sustentabilidade. O Brasil dedicou-se a destruição de suas florestas para exportar alimentos e produtos de mineração extrativa. Grande parte de nossas florestas foi destruída para dar lugar a pastagens. Cabe aqui lembrar que o gado é um dos maiores emissores de gases prejudiciais à camada de ozônio, que provocam o aumento do efeito estufa.
A fome e o sofrimento dos menos favorecidos já estão anunciados. A escassez do petróleo combinada a uma alta de preços dos alimentos e o aumento da população mundial, estimada em mais de nove bilhões de pessoas na metade deste século, com média de 75 anos de expectativa de vida, inevitavelmente levará o mundo à incontrolável fome. Esta situação irá estabelecer uma nova economia. O aquecimento global provocará grandes perdas de safras. O setor produtivo será compelido a se adaptar a uma nova matriz energética e certamente a agricultura privilegiará os pequenos produtores rurais e seus métodos de cultura mais sustentáveis. Mas, a produção de alimentos não se ampliará.
A humanidade se encontra em nova esfera de conhecimento e precisa urgentemente transformar países em sociedades bio civilizadas. O caminho será a redução do consumo de energia por meio de uma mudança nos padrões de consumo e de estilo de vida; melhoria da eficiência energética e substituição dos combustíveis fósseis pelas energias solar, eólica, marinha e biomassa.
Se quisermos nos salvar precisamos salvar o nosso planta. Esse deve ser o desafio comum a todos os governos, às comunidades econômicas e à sociedade civil e científica.
Só o Estado pode impor o respeito às normas e aos padrões ecologicamente corretos, sem os quais as tentativas de se enfrentar as mudanças climáticas serão inúteis.
Os criminosos ambientais são beneficiados por brandas leis que nunca punem. É preciso rigor e seriedade para que realmente cumpram as penas a que foram condenados. O que hoje vemos é criminosos livres que impunemente continuam praticando os mesmos crimes ambientais pelos quais já foram condenados várias vezes.
Ainda há tempo, mas precisamos agir logo. Poderemos ser salvos se levarmos a cabo as mudanças que nos conduzirão a uma sociedade mais durável do ponto de vista ambiental, econômico e social. Mas, se não seguirmos a cartilha da sustentabilidade e de modo urgente, corremos o risco de sermos os responsáveis pela nossa própria extinção.
Nicéas Romeo Zanchetthttp://gotasdeculturauniversal.blogspot.com/
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sábado, 3 de setembro de 2011
VIDA, ESPÍRITO, LEIS E RELIGIÕES
VIDA, ESPÍRITO, LEIS E RELIGIÕES
Desde que tomou conhecimento de sua própria existência, o homem está em permanente busca do sagrado. Todas as religiões celebram ritos com a finalidade de confrontar com o divino. É desta forma que a geografia, ainda hoje, é transformada em cosmologia e o homem em seu centro transforma-se em "cosmocrata". O começo, tanto do tempo como da criação, permanece no centro e a partir deste ponto irradiam manifestações em círculos concêntricos. Esta experiência universal enconctrou sua expressão através de incontáveis danças e ritos religiosos celebrando as mais diversas tradições sagradas de todo o mundo.
O espaço sagrado facilita a orientação do devoto no tempo e no espaço, enquanto proporciona o marco central no "Axis Mundi" ou centro do mundo, para o culto que transforma o caos em cósmos e torna possivel a vida.
Na evolução da espécie, o homem, aos poucos vai tomando consciência da dependência mútua pela qual as influências circulam entre o universo e o corpo humano. Tentando a todo o momento intensificar a vida, experimenta o encontro com seu interior, como uma vida de maior profundidade e riqueza. O homem sente-se como medida de todas as coisas e no encontro consigo mesmo, busca a revelação divina que nele adquire forma e cor. Vendo seu corpo como um instrumento para encontro com o divino, segue as regras ditadas pelos "sábios" que considera em estágio superior de evolução que lhes orienta e dá o direito a um contato direto com o divino.
Em muitas culturas associam-se o eixo vertical e horizontal à imagem da "Árvore da Vida",onde o primeiro é o caminho de subida e descida do poder e o segundo sua manifestação na criação.
A anatomia humana, com seus seis pontos de orientação no espaço, dispõe de um sétimo ponto, invisível, onde se cruzam os eixos, o centro do homem, - lugar do coração - que serve de campo de batalha para as duas forças da vida: o bem e o mal.
Através de rituais o homem atinge um estado que o torna útil em sua tarefa de vida, o que implica na morte para posterior ressurreição num estágio superior de bem estar e bem servir ao poderoso do universo. O tema da morte como vida discorre com um fio através da história das tradições sagradas em todas as partes do mundo terrestre. A morte seguida da vida aparece como transformação de uma força indestrutível e única.
O núcleo de todos os cultos está no grande ciclo da vida, do nascimento à morte. A idéia fundamental é que a morte é a fonte de uma nova vida que consiste na ressurreição da matéria. Em termos religiosos isto significa o autosacrifício periódico em vista de uma vida superior. Até nos documentos do cristianismo o apóstolo Paulo teria dito: "Se semear um corpo natural, surge um corpo espiritual".
Em todas as crenças o criador é encarado como Deus que dita os princípios da ordem e justiça. No pensamento cristão, o mal surge exclusivamente do mundo criado, finito, o qual se submete à justiça divina.
A obediência e sacrifício constituem o elemento fundamental das religiões, como expressão de submissão total ao divino. A viagem tortuosa dos mortos é considerada primordial para a entrada no mundo superior.
Nas sociedades matriarcais venerava-se o feminino sob forma de grande deusa cujo corpo, em matéria tecida pelo tempo, dava continuidade ao universo inteiro. Era o símbolo de todos os processos de transformação, pois nele se uniram a terra, a água, o ar e o fogo. As ocasiões do nascimento, matrimônio (união sexual) e da morte eram consagrados e celebrados em sua honra.
Durante muitos séculos acreditou-se que o homem era produto do sobre-natural e que a maioria dos animais tinham origem na geração espontânea. Aos poucos foi-se comprovando que, numa ordem de dimensões crescentes, cada ser vivo tem seus próprios progenitores.
A idéia de que a vida tem como base o sobre-natural faz parte de quase todas as religiões e é defendida em todos os movimentos idealistas.
O problema da origem da vida ocupa um lugar central em todas as perguntas biológicas e filosóficas. Esta questão é de fundamental importância quando se fala da vida extra-terrestre. São inúmeras as teorias que tentam explicar esta origem, mas podemos sintetizar em três: 1- A vida não pode ser descrita em termos físicos e nem químicos, pois seria de origem sobre-natural; 2 - A vida teria origem na geração espontânea e a partir de matéria inerte, podendo surgir em qualquer lugar onda haja combinações químicas que permitam sua existência; 3 - A vida seria eterna, assim como a materia. Nessa condição a vida na terra teria surgido de uma série de combinações químicas progressivas.
A vida é um poder invisível, mas todos sabem que existe e é real. Não se pode confundir corpo físico com vida. A vida está dentro do corpo e não o corpo dentro da vida. O corpo funciona ou vive, mas como matéria não é vida.
Não haverá dificuldade de entender nossa origem e nosso destino se aceitarmos o fato de que somos simples energia em transformação. Portanto, somos parte da mente cósmica universal que sempre foi e sempre será vida.
Em 1850, Louis Pasteur, cientista francês, descobriu que mesmo as mais minúsculas das criaturas provinham de germes que populavam o meio ambiente. No final do século XX, Arthenius estabeleceu a hipótese de que a vida terrestre provinha da Panspermia, conjunto de organismos e esporos que viajavam de planeta em planeta e de sistema solar em sistema solar, e que eram produtores da vida em todo o universo. Entretanto esta teoria não explicava como aqueles organismos conseguiam sobreviver ao frio e às radiações dos espaços interestelares.
Uma vez descartada as hipóteses de geração espontânea e da Panspermia, permaneceu em pé a hipótese química. Este caminho foi trilhado por Thomas Henry Huxley - (1825 x 1895) e John Tyndal - (1820 x 1893), porém ambos tinham ideias muito vagas de como se poderiam realizar os processos químicos prebióticos.
Existe a convicção de que a atmosfera primitiva, que teria possibilitado o surgimento da vida, era muito rica em hidrogênio e pobre em oxigênio. Esta conclusão surgiu em 1929 quando se descobriu que o hidrogênio era o elemento mais abundante no sitema solar: aproximadamente 80% de sua massa total.
Nas teorias atuais a evolução da matéria se associa à edificação lenta e gradual, com formas complexas dos diversos elementos reconhecidos pela Química e pela Física.
Os atomos de hidrogênio, carbono, nitrogênio e oxigênio são os elementos mais comuns na constituição dos congregados moleculares que formam a estrutura dos seres vivos. Alguns constituintes vitais contém quantidades menores de enxofre e de fósforo. Metais que, em pequenas proporções, aparecem unidos a outras substãncias em certos processos químicos, tais como ferro, cobre, magnésio, cálcio, sódio, potássio, etc. também são essenciais à matéria viva. Estes elementos metálicos constituem talvez a relação mais patente dos seres do mundo animado com o mundo mineral.
A ciência evoluiu a ponto de explicar como surge a vida a partir da matéria, mas como ficam as religiões? Qual a importãncia que continuam tendo para o homem atual?
Quando os seres humanos passaram a viver em tribos, ou seja, em sociedade, surgiu a necessidade de uma organização com leis e normas para garantir a ordem e o respeito entre seus membros.
Hamurabi, rei da babilônia (1750 ou talvez 1730 x 1665 a.C.) criador do Império Babilônico, criou também as primeiras leis de que se tem notícia. Seu "Código de Hamurabi" é uma das leis mais antigas da humanidade e está gravado em uma estela cilíndrica de diorito, descoberta em Susa e conservada no Museu do Luvre. Foram leis feitas para proteger a propriedade, a família, o trabalho e a vida humana.
Contudo as leis humanas não são instrumentos capazes de garantir a ordem num mundo tão complexo e com tanta diversidade. Pela sua própria natureza, o homem só respeita a lei por temor e assim, para complementar estas leis civis, surgem as leis divinas que garantem que a justiça será feita por um poder superior que nunca pode ser enganado. Surgem as religiões para doutrinar os povos e orientá-los a não cometer crimes (pecados), incutindo em suas mentes que mesmo os crimes não conhecidos serão punidos por Deus. Dessa forma ficou muito mais fácil manter sob controle a crescente massa humana, cuja explosão demográfica descontrolada não poderia ser ordenada apenas pelas frágeis leis que só atingem crimes conhecidos. Com as crenças e religiões o homem passou a respeitar as ordens supostamente vindas de um poder supremo que lhe garantiria saúde, paz e prosperidade e, após a morte, teria garantido um lugar no idealizado mundo divino. Para o homem simples é mais fácil acreditar no sagrado do que compreendê-lo. Bem poucos são os que conseguem reunir os conhecimentos necessários que lhes permitam ver mais longe e assim romper o cárcere que os aprisionam a preconceitos e superstições. O mais cômodo é esperar a recompensa de uma vida melhor após a morte.
Ao longo da história da humanidade, a perversidade humana sempre esteve presente e assim é melhor que o homem seja subjugado por crenças e superstições, pois viver sem religião ou alguma crença o tornaria muito perigoso para sua própria espécie.
Hoje a maioria das pessoas tem conhecimento de que nosso corpo é feito de matéria e portanto somos poeira estelar, mas estamos muito longe de entender as muitas leis do invisível. Deus é a soma de toda a energia do universo.
E o espírito? Seria ele uma força invisível que ainda pouco conhecemos? Será que é o espírito que domina a matéria cuja ordenação química possibilita o surgimento da vida? Teria o espírito surgido e evoluído como a matéria? Estas perguntas podem nos levar às mais diversas dimensões, mas estamos longe de entender tudo sobre a vida humana ou animal.
Vivemos num mundo onde tudo é veloz e com muita urgência buscamos respostas que só o tempo poderá dar. Ora, considerando que o universo surgiu à cerca de 15 bilhões de anos; o sistema solar, e com ele a nossa terra, teria surgido a 4 ou 5 bilhões; a vida sob forma de organismo multi-celulares que, sengundo estudos recentes, teria surgido a apenas 3.100 milhões de anos; os organismos multi-celulares que surgiram a apenas 1.100 milhões de anos; os dinossauros teriam surgidos a cerca de 225 milhões de anos e desaparecidos a apenas 65 milhões; o Homo erectus - expécie extinta do hominídio - viveu entre 1.800 mil a 300.000 anos; podemos concluir que somos seres recentemente criados. Jesus Cristo - que deu origem à era cristã - teria nascido a apenas pouco mais de 2.000 anos. Porque temos tanta pressa? Somos apenas uma micro-fagúlha do universo e ele tem todo o tempo do mundo para nos aprimorar, nos ensinar e, quem sabe, nos extingüir.
Quando entramos na era industrial, a pouco mais de 100 anos, criamos mecanismos de desequilíbrio entre a vida e a natureza. Agora, o homem que pensava tê-la dominado descobre a própria impotência diante de suas manifestações e busca através de suposta proteção ao meio ambiente reconciliar-se com ela. Mais uma vez as atitudes são motivadas pelo medo. Será a ecologia a mais nova religião?
Nicéas Romeo Zanchett
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Desde que tomou conhecimento de sua própria existência, o homem está em permanente busca do sagrado. Todas as religiões celebram ritos com a finalidade de confrontar com o divino. É desta forma que a geografia, ainda hoje, é transformada em cosmologia e o homem em seu centro transforma-se em "cosmocrata". O começo, tanto do tempo como da criação, permanece no centro e a partir deste ponto irradiam manifestações em círculos concêntricos. Esta experiência universal enconctrou sua expressão através de incontáveis danças e ritos religiosos celebrando as mais diversas tradições sagradas de todo o mundo.
O espaço sagrado facilita a orientação do devoto no tempo e no espaço, enquanto proporciona o marco central no "Axis Mundi" ou centro do mundo, para o culto que transforma o caos em cósmos e torna possivel a vida.
Na evolução da espécie, o homem, aos poucos vai tomando consciência da dependência mútua pela qual as influências circulam entre o universo e o corpo humano. Tentando a todo o momento intensificar a vida, experimenta o encontro com seu interior, como uma vida de maior profundidade e riqueza. O homem sente-se como medida de todas as coisas e no encontro consigo mesmo, busca a revelação divina que nele adquire forma e cor. Vendo seu corpo como um instrumento para encontro com o divino, segue as regras ditadas pelos "sábios" que considera em estágio superior de evolução que lhes orienta e dá o direito a um contato direto com o divino.
Em muitas culturas associam-se o eixo vertical e horizontal à imagem da "Árvore da Vida",onde o primeiro é o caminho de subida e descida do poder e o segundo sua manifestação na criação.
A anatomia humana, com seus seis pontos de orientação no espaço, dispõe de um sétimo ponto, invisível, onde se cruzam os eixos, o centro do homem, - lugar do coração - que serve de campo de batalha para as duas forças da vida: o bem e o mal.
Através de rituais o homem atinge um estado que o torna útil em sua tarefa de vida, o que implica na morte para posterior ressurreição num estágio superior de bem estar e bem servir ao poderoso do universo. O tema da morte como vida discorre com um fio através da história das tradições sagradas em todas as partes do mundo terrestre. A morte seguida da vida aparece como transformação de uma força indestrutível e única.
O núcleo de todos os cultos está no grande ciclo da vida, do nascimento à morte. A idéia fundamental é que a morte é a fonte de uma nova vida que consiste na ressurreição da matéria. Em termos religiosos isto significa o autosacrifício periódico em vista de uma vida superior. Até nos documentos do cristianismo o apóstolo Paulo teria dito: "Se semear um corpo natural, surge um corpo espiritual".
Em todas as crenças o criador é encarado como Deus que dita os princípios da ordem e justiça. No pensamento cristão, o mal surge exclusivamente do mundo criado, finito, o qual se submete à justiça divina.
A obediência e sacrifício constituem o elemento fundamental das religiões, como expressão de submissão total ao divino. A viagem tortuosa dos mortos é considerada primordial para a entrada no mundo superior.
Nas sociedades matriarcais venerava-se o feminino sob forma de grande deusa cujo corpo, em matéria tecida pelo tempo, dava continuidade ao universo inteiro. Era o símbolo de todos os processos de transformação, pois nele se uniram a terra, a água, o ar e o fogo. As ocasiões do nascimento, matrimônio (união sexual) e da morte eram consagrados e celebrados em sua honra.
Durante muitos séculos acreditou-se que o homem era produto do sobre-natural e que a maioria dos animais tinham origem na geração espontânea. Aos poucos foi-se comprovando que, numa ordem de dimensões crescentes, cada ser vivo tem seus próprios progenitores.
A idéia de que a vida tem como base o sobre-natural faz parte de quase todas as religiões e é defendida em todos os movimentos idealistas.
O problema da origem da vida ocupa um lugar central em todas as perguntas biológicas e filosóficas. Esta questão é de fundamental importância quando se fala da vida extra-terrestre. São inúmeras as teorias que tentam explicar esta origem, mas podemos sintetizar em três: 1- A vida não pode ser descrita em termos físicos e nem químicos, pois seria de origem sobre-natural; 2 - A vida teria origem na geração espontânea e a partir de matéria inerte, podendo surgir em qualquer lugar onda haja combinações químicas que permitam sua existência; 3 - A vida seria eterna, assim como a materia. Nessa condição a vida na terra teria surgido de uma série de combinações químicas progressivas.
A vida é um poder invisível, mas todos sabem que existe e é real. Não se pode confundir corpo físico com vida. A vida está dentro do corpo e não o corpo dentro da vida. O corpo funciona ou vive, mas como matéria não é vida.
Não haverá dificuldade de entender nossa origem e nosso destino se aceitarmos o fato de que somos simples energia em transformação. Portanto, somos parte da mente cósmica universal que sempre foi e sempre será vida.
Em 1850, Louis Pasteur, cientista francês, descobriu que mesmo as mais minúsculas das criaturas provinham de germes que populavam o meio ambiente. No final do século XX, Arthenius estabeleceu a hipótese de que a vida terrestre provinha da Panspermia, conjunto de organismos e esporos que viajavam de planeta em planeta e de sistema solar em sistema solar, e que eram produtores da vida em todo o universo. Entretanto esta teoria não explicava como aqueles organismos conseguiam sobreviver ao frio e às radiações dos espaços interestelares.
Uma vez descartada as hipóteses de geração espontânea e da Panspermia, permaneceu em pé a hipótese química. Este caminho foi trilhado por Thomas Henry Huxley - (1825 x 1895) e John Tyndal - (1820 x 1893), porém ambos tinham ideias muito vagas de como se poderiam realizar os processos químicos prebióticos.
Existe a convicção de que a atmosfera primitiva, que teria possibilitado o surgimento da vida, era muito rica em hidrogênio e pobre em oxigênio. Esta conclusão surgiu em 1929 quando se descobriu que o hidrogênio era o elemento mais abundante no sitema solar: aproximadamente 80% de sua massa total.
Nas teorias atuais a evolução da matéria se associa à edificação lenta e gradual, com formas complexas dos diversos elementos reconhecidos pela Química e pela Física.
Os atomos de hidrogênio, carbono, nitrogênio e oxigênio são os elementos mais comuns na constituição dos congregados moleculares que formam a estrutura dos seres vivos. Alguns constituintes vitais contém quantidades menores de enxofre e de fósforo. Metais que, em pequenas proporções, aparecem unidos a outras substãncias em certos processos químicos, tais como ferro, cobre, magnésio, cálcio, sódio, potássio, etc. também são essenciais à matéria viva. Estes elementos metálicos constituem talvez a relação mais patente dos seres do mundo animado com o mundo mineral.
A ciência evoluiu a ponto de explicar como surge a vida a partir da matéria, mas como ficam as religiões? Qual a importãncia que continuam tendo para o homem atual?
Quando os seres humanos passaram a viver em tribos, ou seja, em sociedade, surgiu a necessidade de uma organização com leis e normas para garantir a ordem e o respeito entre seus membros.
Hamurabi, rei da babilônia (1750 ou talvez 1730 x 1665 a.C.) criador do Império Babilônico, criou também as primeiras leis de que se tem notícia. Seu "Código de Hamurabi" é uma das leis mais antigas da humanidade e está gravado em uma estela cilíndrica de diorito, descoberta em Susa e conservada no Museu do Luvre. Foram leis feitas para proteger a propriedade, a família, o trabalho e a vida humana.
Contudo as leis humanas não são instrumentos capazes de garantir a ordem num mundo tão complexo e com tanta diversidade. Pela sua própria natureza, o homem só respeita a lei por temor e assim, para complementar estas leis civis, surgem as leis divinas que garantem que a justiça será feita por um poder superior que nunca pode ser enganado. Surgem as religiões para doutrinar os povos e orientá-los a não cometer crimes (pecados), incutindo em suas mentes que mesmo os crimes não conhecidos serão punidos por Deus. Dessa forma ficou muito mais fácil manter sob controle a crescente massa humana, cuja explosão demográfica descontrolada não poderia ser ordenada apenas pelas frágeis leis que só atingem crimes conhecidos. Com as crenças e religiões o homem passou a respeitar as ordens supostamente vindas de um poder supremo que lhe garantiria saúde, paz e prosperidade e, após a morte, teria garantido um lugar no idealizado mundo divino. Para o homem simples é mais fácil acreditar no sagrado do que compreendê-lo. Bem poucos são os que conseguem reunir os conhecimentos necessários que lhes permitam ver mais longe e assim romper o cárcere que os aprisionam a preconceitos e superstições. O mais cômodo é esperar a recompensa de uma vida melhor após a morte.
Ao longo da história da humanidade, a perversidade humana sempre esteve presente e assim é melhor que o homem seja subjugado por crenças e superstições, pois viver sem religião ou alguma crença o tornaria muito perigoso para sua própria espécie.
Hoje a maioria das pessoas tem conhecimento de que nosso corpo é feito de matéria e portanto somos poeira estelar, mas estamos muito longe de entender as muitas leis do invisível. Deus é a soma de toda a energia do universo.
E o espírito? Seria ele uma força invisível que ainda pouco conhecemos? Será que é o espírito que domina a matéria cuja ordenação química possibilita o surgimento da vida? Teria o espírito surgido e evoluído como a matéria? Estas perguntas podem nos levar às mais diversas dimensões, mas estamos longe de entender tudo sobre a vida humana ou animal.
Vivemos num mundo onde tudo é veloz e com muita urgência buscamos respostas que só o tempo poderá dar. Ora, considerando que o universo surgiu à cerca de 15 bilhões de anos; o sistema solar, e com ele a nossa terra, teria surgido a 4 ou 5 bilhões; a vida sob forma de organismo multi-celulares que, sengundo estudos recentes, teria surgido a apenas 3.100 milhões de anos; os organismos multi-celulares que surgiram a apenas 1.100 milhões de anos; os dinossauros teriam surgidos a cerca de 225 milhões de anos e desaparecidos a apenas 65 milhões; o Homo erectus - expécie extinta do hominídio - viveu entre 1.800 mil a 300.000 anos; podemos concluir que somos seres recentemente criados. Jesus Cristo - que deu origem à era cristã - teria nascido a apenas pouco mais de 2.000 anos. Porque temos tanta pressa? Somos apenas uma micro-fagúlha do universo e ele tem todo o tempo do mundo para nos aprimorar, nos ensinar e, quem sabe, nos extingüir.
Quando entramos na era industrial, a pouco mais de 100 anos, criamos mecanismos de desequilíbrio entre a vida e a natureza. Agora, o homem que pensava tê-la dominado descobre a própria impotência diante de suas manifestações e busca através de suposta proteção ao meio ambiente reconciliar-se com ela. Mais uma vez as atitudes são motivadas pelo medo. Será a ecologia a mais nova religião?
Nicéas Romeo Zanchett
http://gotasdeculturauniversal.blogspot.com/
domingo, 28 de agosto de 2011
HISTÓRIA DE AMORES FAMOSOS
HISTÓRIA DE AMORES FAMOSOS
Mudam os homens e as mulheres, mas o amor apenas se transforma.A liberação do corpo e dos usos e costumes sempre fizeram parte do cotidiano desde os tempos da mitologia grega, onde encontramos deuses, semideuses, heróis, covardes, ninfas, sexo grupal, lesbianismo, homossexualismo, adultério, Swing e tantos outros derivados.
Os amores gregos, na vida e nas artes, sempre tiveram uma tendência para a tragédia. A maioria das duplas amorosas olímpicas não teve final feliz.
VÊNUS e ADONIS - Vênus, a deusa da beleza e do amor, perdeu prematuramente seu adorado Adônis,vítima do ataque de um javali.
ÉDIPO e JOCASTA - Édipo apaixonou-se pela própria mãe, Jocasta. Essa paixão, que evidentemente não podia dar certo, tem sido contada ao longo dos séculos e deu origem ao tão conhecido "complexo de Édipo". É um tema bem atual que atormenta muita gente e rende muito dinheiro para psicanalistas.
MENELAU e HELENA - Elena possuía a reputação de mulher mais bela do mundo. Casou-se com Menelau que se tornou rei de Esparta. Ela conheceu Páris e juntos fugiram para Tróia, resultando na famosa guerra para resgatá-la.
ULISSES e PENÉLOPE - Um amor marcado pela fidelidade de Penélope. Enquanto Ulisses estava na guerra de Troia, para livrar-se dos inúmeros pretendentes, Penólope alegou estar muito ocupada tecendo uma tela, comprometendo-se a escolher um deles quando terminasse o trabalho. Trabalhava durante o dia e desmanchava tudo à noite. E assim, manteve-se fiel até a volta de Ulisses que todos davam como morto.
PIGMALEÃO e GALATÉIA - Pigmalião esculpiu uma estátua, a quem deu o nome de Galateia, e apaixonou-se por ela. O mármore frio passou a ser seu único e grande amor. Podemos considerá-lo como símbolo do auto-erotismo, talvez um precursor das conhecidas bonecas infláveis vendidas em sex-shoppings.
MARCO ANTÕNIO e CLEÓPATRA - Ele saiu de Roma com o firme propósito de destruir Cleópatra, mas ao ver a bela rainha do Egito apaixonou-se perdidamente. Foi amor à primeira vista. O perigoso encanto da rainha, que já tinha levado ao leito Júlio César, paralisou Marco Antônio que se aliou a ela contra Roma. Juntos usufruíram de todos os prazeres da carne, mas ele perdeu a vida lutando contra os Romanos, e ela, segundo a história, se deixou picar por uma serpente e também morreu.
SANSÃO e DALILA - Sansão, cujo nome significa homem do sol, perdido de amor por Dalila, acabou sendo despojado, não só do seu cabelo, mas também da sua superpotência. Dalila, que sabia o segredo da força de Sansão, traiu-o por 1100 moedas de prata e contou que a origem de sua extraordinária força estava nos cabelos longos do heroi.
HENRIQUE VIII e ANNA BOLENA - O sádico Rei costumava ter muitas mulheres e como principal divertimento erótico, mandava decaptá-las. Anna Bolena foi a que mais despertou a paixão do Rei, mas mesmo assim perdeu a cabeça.
NAPOLEÃO BONAPARTE e JOSEPHINE - Um casamento tumultuado pela intensa atividade do marido guerreiro acabou em divórcio. O gênio da guerra dominou um império, mas nunca conseguiu tercontrole sobre sua amada esposa Josephine. Em suas inúmeras cartas, o imperador se queixava: "Não te amo mais; detesto-te. És horrenda, muito idiota e desajeitada. Não Não me escreves nunca, já não amas vosso marido" (1796).
LORD NELSON e LADY HAMILTON - Lord Nelson, muito famoso na Inglaterra por ter vencido Napoleão Bonaparte, sucumbiu à beleza da liberada Lady Hamilton, cujo marido, Sir William não se importava com seus relacionamentos extraconjugais. A infidelidade consentida já era costume na época.
MOZART e CONSTANZE - O gênio da música clássica também escrevia cartas de amor para sua Constanze. Sempre assinava com o apelido íntimo Plumpi-Strumpi: "Querida esposinha, rogo-te que: não fique triste, cuide da saúde e tenha cuidados com as brisas da primavera".
LORD BYRON e LADY CAROLINE LAMB - O poeta britânico Lord Byron foi amante de várias mulheres casadas, pertencentes à alta sociedade. Essa particularidade, somada aos versos extravagantes para a época - (ele fazia apologia à bissexualidade) -, lhe rendeu a fama de homem de vida "dissoluta e amoral". Com Caroline, também casada, ele teve um tumultuado relacionamento que se tornou famoso depois que ela tentou o suicídio cortando os pulsos com cacos de vidro.
CHARLES DARWIN e EMMA WEDGWOOD - Charles e Emma casaram-se em 29 de janeiro de 1839. Nesta época Darwin já estudava a transformação das espécies e o casamento o ajudou muito nas pesquisas. Emma era uma mulher calma e paciente. Isto deu estabilidade à vida do casal. Tiveram 10 filhos. pode-se dizer que foi um casamento em benefício da ciência.
FREDERIC CHOPIN eGEORGE SAND - Chopim, com seu jeito frágil e romântico, teve um tempestuoso caso de amor com a escritora Amadine Aurore Dupin que, ao se tornar romancista, adotou o nome de George Sand. Além de grande romancista, a escritora foi precursora no uso de calças compridas. Costumava fumar charutos e tinha outras atitudes masculinas que criavam polêmicas. Apesar de brigar muito, o casal viveu junto durante vinte e nove anos e tiveram uma filha. As más línguas não pouparam o casal dizendo que Chopin era mais feminino do que a madame George Sand. Um verdadeiro choque de sensibilidade.
DUQUE e DUQUESA DE WINDSOR - Ele era nada mais nada menos que o Rei Eduardo VIII da Inglaterra. Ela, Wallis Simpson, uma norte-americana divorciada e pouco atraente. Foi o que se pode chamar de amor instantâneo e arrebatador. Contra tudo e contra todos, Eduardo abdicou do trono para unir-se à sua bem-amada. Foi o grande escândalo da família real inglesa. Um amor como esse pode ser cego, mas é maravilhoso. É a prova de que um verdadeiro amor supera todas as barreiras. Como num belo conto de fadas, o casal viveu feliz pelo resto da vida.
PERON e EVITA - Evita, uma bela, porém obscura atriz - tipo chorus-line - conheceu Perón e se apaixonaram. Perón se tornou o populista ditador e ela tranformou-se na primeira dama da Argentina e num dos maiores mitos do século XX.
ONASSIS e JACQUELINE KENNEDY - Com um amor por contrato, o milionário grego Onassis casou-se com Jacqueline, ex primeira dama dos Estados Unidos. No entanto, o verdadeiro amor de Onassis sempre foi a cantora Maria Callas, a grande diva da ópera. Com ela continuou seu romance após o casamento com Jacqueline. Às vezes o amor também sucumbe ao dinheiro.
JEAN-PAUL SARTRE e SIMONE DE BEAVOUIR - Sartre, criador do existencialismo e Beavouir, primeira feminista, souberam usar suas brilhantes inteligências para viver um amor que parecia impossível. Para conseguir um equilíbrio amoroso, o casal estabeleceu publicamente as bases para o "casamento aberto". Cada um podia ter suas múltiplas aventuras extraconjugais, mas permaneceram unidos até a morte de Sartre. Hoje isto pode até ser rotineiro, mas na época foi um escândalo. É um exemplo de como a cultura e a inteligência podem desmistificar a hipocrisia.
LUIZ DE CAMÕES e D. CATARINA DE ATAIDE - Três amores marcaram a vida de Camões e lhe deram inspiração para seus sonetos quase autobiográficos. A principal parece ter sido a dama do paço, D. Catarina de Ataíde, aquela a quem mais o poeta amou e por quem mais sofreu. Por sua causa, cai no desagrado do rei e da família de Catarina. Foi obrigado a deixar a corte, sendo desterrado para Coimbra.
IMPERADOR JUSTINIANO e IMPERATRIZ TEODEORA - A esposa de Justiniano se achava uma verdadeira santa, mas tinha uma vida sexual libertina e muito intensa. Era chamada pelos seus contemporâneos de "a meretriz". Contam os historiadores que Teodora era ex atriz e, quando entusiasmada, costumava despir-se em público no teatro e caminhar até a ribalta, cingindo apenas um cinto. Em seguida deitava-se ali sobre o assoalho e mandava espalhar grans de cevada sobre o corpo nu que, em seguida, um ganso adestrado picava e deglutia um por um. Seu marido imperador sabia de sua vida devassa, mas ignorava todos os comentários à respeito. Por mais libertina que fosse a vida de Teodora, nada abalava o cego amor de Justiniano pela sua consorte. Traição consentida não é traição.
JOHN QUENNEDY e MERILYN MONROE - Um amor às escondidas e nada secreto. A maior estrela do cinema americano dos anos 50 e o mais famosos presidente dos Estados Unidos viveram um amor às escondidas. Marilyn morreu aos 38 anos de forma trágica, vítima de uma overdose de medicamentos que até hoje não se sabe se foi acidental.
SARAH BERNHARDT e PRINCIPE HENRI - As aventuras amorosas de Sarah Bernhardt foram inúmeras. As mais famosas foram com Charles Haas, Jean Richepin, Vitor Hugo, o Príncipe de Ligne, o Príncipe de Gales, Mounet-Sully e até mesmo com a Louise Abbéma, artista plástica que pintou seu retrato. O Príncipe Henri de Ligne marcou mais sua vida por ter tido um filho com ela, Maurice Bernhardt. No entanto, o príncipe a abandonou com seu filho que, mesmo depois de adulto, sempre viveu à custa da mãe. Foi registrado apenas por Sarah. Mesmo cansada e doente fez suas últimas excursões nos estados Unidos para pagar dívidas do filho. Era uma mulher muito dedicada à família, mas o teatro sempre foi seu único e verdadeiro amor.
OSCAR WILDE e LORD ALFRED DOUGLAS - Este amor resultou no maior escândalo do final do século XIX. Oscar Wilde, que adorava mais do que tudo chamar atenção para si, apaixonou-se perdidamente pelo jovem Lord e passou a se exibir em todos os lugares para chocar a puritana sociedade inglesa da época. Mas, por causa da sua ousadia, o escritor acabou sendo condenado à prisão, pois na Inglaterra de então o homossexualismo era crime. Com esta prisão Wilde conseguiu o que mais queria, ou seja, colocar seu nome na posteridade.
RICHARD WAGNER e LUDWIF II - O famoso compositor Wagner teve um rumoroso romance público com o rei da Bavária Ludwig II que sempre o protegeu e ajudou financeiramente. Wagner teve outros amores, mas nunca deixou a esposa. O gênio da música foi um homem de muitos e diferentes amores, o que denota sua bissexualidade.
NIJINSKY e SERGEI DIAGHILEV - O maior bailarino de todos os tempos, Niginsky, teve como grande amor o seu cruel empresário Diaghilev, que muito contribuiu para sua completa loucura. Sua carreira foi tão grandiosa quanto breve.
GERTRUDE STEIN e ALICE B. TOKLAS - As duas apaixonadas viveram juntas por toda a vida. Um casal nos moldes da tradição, onde a fidelidade sempre foi ponto de honra. A escritora e sua companheira, consideradas estranhas nos Estados Unidos, sua terra natal, mudaram-se para Paris, onde estabeleceram residência. Lá assumiram seu lesbianismo e superaram os preconceitos. Costumavam dar grandes festas, cujos frequentadores eram a fina flor da intelectualidade da época como F. Scott Fizgerard e Ernest Heingway.
RIMBAUD e VERLAINE - Rimbaud foi um jovem poeta maldito que, logo ao chegar a Paris, formou par romântico com o já consagrado Verlaine. Este era bem casado e vivia com a esposa e filhos, mas largou a estabilidade matrimonial e familiar para viver uma alucinante ligação com Rimbaud, acabando por dar-lhe um tiro que apenas o feriu, mas foi o suficiente para por fim ao romance.
Se continuarmos a busca certamente iremos encontrar os mais lindos e estranhos relacionamentos que o amor inspirou. Tudo o que aqui vimos nos serve de lição e prova de que, para o amor, não existe barreiras intransponíveis. Ele sempre saberá superar os preconceitos e as ignorâncias.
Nicéas Romeo Zanchett
LEIA TAMBÉM > AMOR E SEXO - http://amoresexo-arte.blogspot.com/
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