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domingo, 15 de maio de 2011

POMPÉIA - EROTISMO, SEXO E PROSTITUIÇÃO



                                POMPÉIA - EROTISMO, SEXO E PROSTITUIÇÃO
                   Pompéia (Pompei em italiano) é a famosa cidade da região da Campania, província de Nápoles, Itália. 
                   Pertencente ao império romano, foi totalmente sepultada pelas pesadas cinzas vulcânicas do Vesúvio em 24 dee Agosto de 79 d.C.  Ficou soterrada e desconhecida por mais de 1600 anos, quando foi encontrada por acaso. Desde então tornou-se um sítio arqueológico extraordinário que atrai milhares de turistas todos os anos.
As escavações revelaram em detalhes a forma de vida e costumes dos habitantes do tempo da Roma antiga.
                  Pompéia sempre foi cercada de mistérios e proibida para historiadores da arte. As obras artísticas ali descobertas são um verdadeiro testemunho sobre a vida erótica de seus habitantes.
                  O Museu Nacional de Arqueologia de Nápoles guarda surpreendentes obras eróticas, capazes de fazer corar até os menos puritanos de nossos dias.  
                  De acordo com os antigos manuscritos e descobertas arqueológicas, orgias, prostituição, homossexualidade, sexo com animais e lesbianismo eram praticados com toda a naturalidade. Vênus, a deusa do amor do Olimpo, teria sido escolhida como protetora de Pompéia. Seu templo foi erigido na parte mais linda da cidade, com uma deslumbrante visão para a Porta Marina. Infelizmente foi destruido por um terremoto no ano de 63 d.C., portanto, antes do soterramento pelo Vesúvio.
                 Diferentemente da concepção atual, a deusa Vênus não era considerada uma divindade que distribuía apenas amor e encantamento, mas também amargura e desesperança.                  Vênus era a rainha suprema de Pompéia. Os padrões morais da cidade eram colocados em nível secundário aos prazeres mundanos, independentemente do seu grau de imoralidade. Um fato interessante revelado foi que à Vênus daqueles dias era atribuído o dom de ser a originadora de todas as obscenidades.
                   Na época de Pompéia, a filosofia do Império Romano era completamente oposta àquela que surgiria com o crescimento do cristianismo. A filosofia era orientada no sentido de que, para chegar ao paraíso após a morte, o homem deveria desfrutar ao máximo os prazeres da vida. Foi nesse período que os Imperadores Romanos promoviam grandes banquetes, onde o exagero era levado ao extremo. Os praticantes se enchiam de comida e vinho até chegarem ao ponto de perderem completamente os sentidos. As orgias sexuais eram parte integrante dos festejos.
                  Um dos endereços mais cobiçados de Pompéia era a Casa dos Véttii. Os proprietários Aulus Vettius Restitutus e Aulus Vettius Conviva eram ricos mercadores que sempre desfrutavam noites de prazer com lindas mulheres.  O prazer sexual tornara-se um fator tão importante na vida desses abastados mercadores que, no salão principal, eles exibiam um quadro obsceno de priapus, o deus da fertilidade. O quadro mostra Priapus colocando seu enorme pênis em um dos pratos de uma balança, enquanto no outro prato se vê um saco de ouro como contrapeso. Acredita-se que a imagem simbolizava a filosofia dos ricos proprietários. Talvez com isso quisessem dizer: o dinheiro só tem valor se proporcionar igual quantidade de sexo prazeroso.

                  A Casa dos Vettii era totalmente decorada com obras e afrescos eróticos. Nos diversos aposentos haviam pinturas com casais fazendo amor em diversas posições. De acordo com a tradição, enquanto estivesse em determinado aposento, o casal deveria praticar o ato sexual mostrado no mural.

                  Outro endereço de grandes prazeres era a casa dos irmãos Verus. Ali existia um ambiente apropriado para orgias após o jantar. Toda a área da sala de jantar era decorada com grande variedade de cenas pornográficas. Numa das paredes os arqueólogos encontraram escrito: "Meu filho sensual, quantas mulheres lhe proporcionaram prazer!" 
Também Stabito, o jovem sábio de Pompéia deixou gravada sua mensagem: "Restituto diz: Restituta tire sua túnica. Imploro que você me deixe ter a visão de sua vagina peluda".
                  Outra inscrição encontrada em 1822 por Raffaele Amicone mostra um desenho com duas figuras fazendo sexo e as palavras "Lente impelle" (enfie devagar) gravadas acima do desenho.
                   Na Casa dos Gladiadores, na Via di Nova, pode-se ver que estes também gostavam de exibir e vangloriar-se dos seus dotes físicos. Numa das colunas pode-se ler: "No dia 21 de setembro do ano em que Marco Massella e Lucia Lentulo fizeram amor, Epafra Acuto trouxe a este lugar uma mulher chamada Tiche. Para qualquer um o preço era de 5 moedas".
                    Entre os muitos corpos encontrados nas escavações da Casa dos Gladiadores havia o de uma mulher adornada com muitas jóias de ouro e pedras preciosas. Os historiadores acreditam que tratava-se de uma prostituta de luxo que costumava passar os fins de semana praticando sexo grupal com os homens de sua preferência.
                    Diferentemente da sociedade moderna, em Pompéia e outras cidade romanas a prostituição era considerada uma profissão normal e respeitosa. As prostitutas gozavam de bom acolhimento junto à todas as classes sociais. O sexo era visto simplesmente como uma forma de prazer. As profissionais da arte sexual tinham livre acesso a todos os níveis da vida social e política. Elas não apenas ofereciam seus serviços á ralé, como também tomavam parte nos divertimentos públicos do próprio imperador. Os preconceitos surgiram com o crescimento da religiosidade, principalmente do cristianismo nascente.
                    Em Pompéia a prostituição era tão popular e natural que no piso das ruas haviam sinais indicando os locais para que os clientes encontrassem facilmente as casas de prazer sexual. Os sinais eram parte do piso de pedra, onde foram esculpidos duas bolas ovais e um pênis ereto mostrando a direção.

                  A Casa de Lupanar (prostituição) ficava na rua do mesmo nome e era o maior estabelecimento dedicado ao principal negócio da cidade. Era o local de trabalho de famosas prostitutas de Pompéia. O cliente interessado devia simplesmente seguir os sinais e, ao chegar à casa, entrar pela porta principal que levava a um corredor com diversos quartos em ambos os lados. Acima do arco de cada porta havia a pintura de uma cena erótica mostrando a especialidade da mulher que ocupava aquele aposento. Dessa forma se o cliente estivesse procurando sexo oral, por exemplo, era só bater  na porta com esta ilustração.
                  A prostituição em Pompéia chegou a tal requinte que as profissionais tinham plano de crédito para seus clientes. Mesmo não tendo disponibilidade financeira se podia praticar o sexo preferido. O sistema era simples: o cliente deveria escrever seu nome na parede do quarto da prostituta para quem devessem dinheiro. Sob o nome a prostituta controlava os valores como se fosse uma conta corrente. Os clientes que ficavam devendo, muitas vezes bêbados, voltavam logo para saldar a dívida e retirar seu nome, pois dever dinheiro naquela época era muito humilhante.
                   Além das casas de prostituição haviam os sistemas de banhos públicos que eram os locais preferidos de muitas profissionais. Também o anfiteatro, o fórum, as tavernas e até mesmo os cemitérios eram locais tradicionais de prazer sexual. As prostitutas dos cemitérios eram da mais baixa categoria da classe. Segundo a crença geral, eram portadoras de doenças e por isso evitadas, mas os baixos preços cobrados garantiam-lhes permanente trabalho.
                     As prostitutas de tavernas tinham seus quartos no mesmo local, para onde, depois de alguns goles de bebida, levavam seus clientes.
Os nomes artísticos das prostitutas eram escolhidos de acordo com a especiallidade de cada uma. O nome Panta (que em grego quer dizer tudo) era muito comum em toda a cidade. Outros nomes muito usados eram: Euplia Laxa (espaçosa), Fortunata Landicosa (equipada com grande clitóris),
                Kallitrema ( com um lindo grelo) e Edone (prazer).
                O habito de sexo anal foi trazido para Pompéia pelos gregos da cidade visinha de Cumae e acabou alcançando grande popularidade entre homens e mulheres. Era muito utilizado como método anticoncepcional. Conta-se que antes que um homem pudesse praticar este prazer com a mulher escolhida deveria esperimentá-lo em si mesmo. Esta idéia é enfatizada por inscrições encontradas em uma parede nas proximidades de Stabia. Diz a inscrição: "Se um homem, que tenha tido a sorte de nascer bonito,  não oferecer suas nádegas para o prazer de outros, ele, ao fazer amor com uma mulher bonita, nunca terá a alegria de satisfazê-la". A partir dessa idéia o homossexualismo masculino popularizou-se entre os rapazes de Pompéia.                     Foi a partir dessa época que Pan, o deus metade homem e metade bode, passou a ser mostrado com  um pênis ereto tentando induzir os rapazes à sodomia ou, eventualmente, à homossexualidade. Pan surgiu como uma forma de amenizar a bestialidade praticada na antiguidade, pois muitos artistas não podiam conceber que o ser humano fosse tão pervertido a ponto de desejar sexualmente uma cabra. Foi assim que a fantasia criou o sátiro, metade homem, metade bode.
                 Enquanto os homens de Pompéia davam suas escapadas extracurriculares, em casa as suas mulheres satisfaziam seus desejos com suas amigas íntimas. As escavações de Pompéia revelaram inúmeros órgãos masculinos de variados tamanhos e fabricados com os mais diversos materiais. A história conta que estes objetos eram utilizados para dar sorte à dona da casa, entretanto nada prova que elas não tenham encontrado outras utilidades para com eles alcançar o prazer que seus maridos lhes negavam. Enquanto os historiadores dão o nome de phallus para esses objetos, nós, menos eruditos, podemos compará-los aos modernos vibradores de nossos dias. 
                Outra curiosidade muito interessante de Pompéia era a iniciação das jovens donzelas. Começava com a leitura do ritual pela jovem, enquanto sua mãe ficava sentada ouvindo. Após a leitura, uma sacerdotisa assumia a direção do sacrifício, preparando a garota para a visão do casamento de Dionísio e Ariana. Neste momento entra em cena um misnistro dotado de asas e, ao som de uma suave música, começava açoitar a iniciante.  Ao mesmo tempo a sacerdotiza revelava, pela primeira vez, o pênis sacrificial. Equanto era açoitada, a garota era deflorada e levada ao clímax pelo pênis, objeto sagrado. A dor do açoite sádico fora superada e susbstituída pelo prazer do orgasmo. O rito de iniciação estava completo e a ex-donzela havia. experimentado o terror que toda a moça pura sentia quando sua virgindade era sacrificada.
                 As escavações de Pompéia revelaram as mais diversas formas de prazer sexual daquele povo. Foram encontradas cerâmicas e ânforas com ilustrações de mulheres praticando sexo com animais como cães e cavalos. Um dos melhores exemplares foi encontrado na Basílica e mostra uma mulher nua reclinada em companhia de um pônei. O pônei movimenta-se entre as pernas abertas da mulher enquanto ela o abraça de forma apertada contra si. O pênis do pônei foi pintado com exagero e ereto, parecendo ter um terço do comprimento do animal. As cerâmicas encontradas nos mostram que também os homens dedicavam-se às atividades  bestiais, preferindo carneiros e cabras. Na maioria das cerâmicas com tais pinturas são mostrados homens montanheses, lenhadores e pastores que viviam em regiões inóspitas. Em vez de buscarem o prazer solitário da masturbação, eles preferiam uma parceira escolhida no rebanho.
                    Pompéia é hoje uma das maiores atrações turísticas do sul da Itália e rende bilhões em divisas para o governo. Entretanto, muitas obras descobertas nas escavações ainda são mantidas a sete chaves pelo governo italiano. Uma forma de manter em segredo e mistério a verdadeira cultura da antiga cidade, onde tudo girava em torno da sexualidade. 
Esperamos que, com a maturidade da moral e com a revisão das antigas regulamentações, as "stanze proibite" sejam abertas e mostradas ao público. 
                    Pompéia que, como Sodoma e Gomorra, teve seu destino tragicamente interrompido, é um testemunho impar da verdade sobre a vida e hábitos sexuais de um povo, que foi mantido soterrado e preservado por tantos séculos.
NOTA FINAL: Pompéia não foi soterrada por lavas vulcânicas, mas simplesmente por pesadas cinzas. Isto permitiu a perfeita conservação de toda aquela história. 
Nicéas Romeo Zanchett
Veja também > AMOR E SEXO SEM PRECONCEITOS

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4 comentários:

  1. Obrigado pelo texto, pois nunca tinha lido um relato da vida em Pompéia. A imoralidade é chocante! Por isso um juízo semelhante a Sodoma e Gomorra.

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  2. Muito bom. Um adendo a nota final: O que matou os habitantes de pompéia foi o que se chama hoje de nuvem piroclástica (ou fluxo). É uma onda de calor contendo gases tóxicos, cinzas e rochas que se move a mais de 150km/h e tem uma temperatura de mais de 250ºC

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    1. Obrigado pelo adendo; muito oportuno e educativo.

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  3. Foi tipo Sodoma e Gomorra, pois todas terminaram iguais.

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