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domingo, 4 de março de 2012

A GRÉCIA ANTIGA



                       A GRÉCIA ANTIGA 
                  A Grécia é uma península, no Mediterrâneo, situada ao sul da Europa. Muito antes do século IV a.C. a civilização grega se estendia não só aos arquipélagos do Mar Egeu e à Ásia                       Menor, mas também às costas setentrional da África e meridional da Itália, onde se estabeleceram importantes núcleos de povoamento. 
                O relevo da península dividia a Grécia em pequenas regiões naturais, nas quais se formaram as cidades gregas. Cada uma delas tinha govêrno próprio e independente, constituindo-se em verdadeiros Estados ( séc. V a.C. ). Por ser a Grécia cheia de colinas, as cidades foram erigidas em vários planos, ligados por escadarias.
                  As cidades que mais se destacaram foram Atenas, Esparta e Tebas. 
Os espartanos dedicavam a vida à guerra. Esparta era conhecida como a terra dos homens de ferro.  Todos os espartanos eram soldados treinados desde a infância. O casamento tinha como principal finalidade produzir soldados sadios. O recém-nascido que não passasse no exame físico era desclassificado e, por ordem do Estado, arremessado num precipício. Só os mais capazes tinham direito de sobreviver. Era muito comum que os maridos entregassem suas esposas para engravidar de homens mais fortes com o objetivo de ter uma prole com maior capacidade física. 
               A lei proibia aos espartanos que negociassem ou possuíssem dinheiro. Reuniam-se em comunidades onde ricos e pobres viviam e comiam juntos. 
                Os atenienses eram uma raça de sábios e artistas. Na escola  ao ar livre, os alunos aprendiam a cantar e tocar instrumentos. Na Grécia Antiga a música tinha tanta importância quanto a aritmética. As crianças eram levadas à escola pelo escravo de confiança da família. Ele tinha a responsabilidade de levar também a lira, que era o instrumento musical dos adolescentes gregos. É como se fosse a guitarra elétrica de um adolescente moderno.
                A roupa grega era feita em casa e o artesanato da tecelagem, embora caseiro, era bem especializado. Eram tecidos por mulheres em teares verticais, distribuídos num pátio  da residência. 
               Certas tarefas eram consideradas impróprias para membros de famílias mais ricas. Por isso eram confiadas a escravos, que se encarregavam da maior parte dos trabalhos braçais cansativos. Num passeio pela cidade, a escrava carregava a sombrinha que protegia sua ama. 
             A Ágora era numa grande praça no centro da cidade onde se localizava o mercado que geralmente ficava próximo do templo.O templo não se destinava apenas a atividades religiosas, mas era também um centro de reuniões sociais e políticas. Ali se realizavam importantes discussões públicas e comícios políticos. 
                Já naquele tempo haviam jovens rebeldes com seus carros esportes puxados por belos e velozes cavalos. Era uma espécie de carro de passeio, muito leve e rápido. 
                O senhor grego sustentava-se principalmente de azeitonas, vinho e cereais. O solo grego é muito favorável ao plantio da oliveira e, já na antiguidade, o azeite era um importante produto de exportação. 
               O senhor grego costumava levantar-se ao nascer do sol e então mergulhava um pedaço de pão de trigo num copo de vinho  e fazia uma oferta de curta prece às estátuas de Zeus, Deméter e Atena.  Em seguida, entrava  casualmente em casa de um amigo onde comia uns pedacinhos de peixe. Dali, com sua bengala na mão,  seguia para a Ágora (Praça do Mercado) onde passava o dia discutindo negócios e política com amigos. 
                  O cidadão nobre da Grécia não exercia nenhum trabalho manual como lavrar a terra e cuidar das oliveiras. Seus escravos se encarregavam disso. A mulher do cidadão educava as crianças, limpava os deuses caseiros, varria  o pórtico de colunas e cuidava de sua aparência para estar bela quando seu marido voltasse à tarde.   Os meninos e meninas de  famílias nobres iam para o ginásio, onde jogavam, em absoluta nudez, almoçavam pão, figos e vinho, e passavam a tarde  tocando lira ou seguiam de carro em alegre excursão para o campo.  Os rapazes tinham de prestar serviço militar e as moças passavam suas tardes em aulas de costura. 
                  Entre os gregos, o amor entre um homem e uma mulher ficava em segundo plano. Era considerado necessário para a procriação, mas o amor ideal era entre homens. Por essa razão o homossexualismo era natural. Era muito comum o amor entre o mestre e seu aluno favorito, filósofo e discípulo. Entretanto foi essa a principal acusação que levou Sócrates a ser processado por "corromper" a juventude. 
                   No mercado vendia-se os produtos da terra: trigo, cevada, lentilha, figos, nozes, mel, leite e queijo de ovelha e de cabra. As bancas de peixes eram muitas, mas as carnes vermelhas eram produtos escassos. O motivo é que o rebanho caprino e bovino era muito reduzido. Ir às compras era um privilégio dos homens. As mulheres ficavam em casa.   
                     No casamento, a tradição grega determinava que os pais do noivo recebessem os recém-casados à porta de sua casa com tochas acesas nas mãos. O casal e o padrinho chegavam de carro. Um cortejo de amigos acompanhava os esposos a pé. 
            Os gregos eram altamente religiosos, mas pelo fato de seus deuses possuírem as fraquezas e vícios dos homens, sua religião era considerada pagã. Frequentemente celebravam festas em honra dessa ou daquela divindade. 
              A arquitetura grega sempre foi muito avançada. Através de encanamentos subterrâneos, a água era trazida de nascentes distantes até a fonte pública. Buscar água na bica para o consumo diário era função feminina. As mulheres conduziam suas ânforas cheias de água sobre a cabeça que era protegida por uma almofada. 
                 A cerâmica também era uma atividade essencial na vida grega.  Além dos vasos de formas  variadas - geralmente muito bonitos - os oleiros produziam ainda brinquedos: bonecas articuladas, carinhos com rodas móveis, soldadinhos a cavalo e máscaras grotescas. Para maior facilidade de acesso à água, as olarias ficavam junto à fonte.
                   O forjador de bronze era um artesão muito solicitado. Como a têmpera de metais exige muita água, sua oficina se situava junto à fonte. 
                  Embora cada cidade tivesse seus próprios hábitos, havia muita semelhança na vida dos gregos. 
                  Foi a cultura grega que nos permitiu conhecer com certa profundidade sua forma de vida e seus hábitos que ficaram registradas tanto nas suas belas esculturas, como nos seus produtos preservados.  Os historiadores da época anotaram muita coisa interessante e a pesquisa histórica moderna fez o resto. 
Nicéas Romeo Zanchett
http://amoresexo-arte.blogspot.com/

domingo, 1 de janeiro de 2012

AS CRUZADAS E A CONQUISTA DO SANTO SEPULCRO



         AS CRUZADAS E A CONQUISTA DO SANTO SEPULCRO
                 No ano de 1095, sacudida pelo incitamento do Papa Urbano II, e instigada também pela predicação de Pedro, o Eremita, que conduziu pessoalmente os primeiros cruzados até Constantinopla, a Europa armou-se para sua grande expedição, a maior depois da queda do Império Romano. O objetivo era resgatar dos muçulmanos os Lugares Santos da Palestina. Esse grande movimento chamou-se Cruzadas.
                Jerusalém, Belém e outros lugares ligados à vida de Cristo e que constituíam objeto de especial devoção e de peregrinação entre os cristãos, haviam caído sob o domínio árabe no século VII. Para resgatá-los foram realizadas expedições militares, por parte dos cristãos da Europa Ocidental. Além da causa principal, outras houveram, como a intolerância religiosa dos turcos seldjúcidas, desde que passaram do califado de Bagdade; o desejo do Papa de reunir os cristãos, separados desde o Cisma do Oriente; a expansão turca na Ásia Menor, privando o Império Bizantino de sua principal peça de defesa;  a fé religiosa e a existência, no Ocidente europeu, de uma classe militar, a cavalaria, cuja finalidade máxima era a defesa da fé.  Eram conseguidos graças e privilégios aos expedicionários das diversas regiões europeias, que deveriam concentrar-se em Constantinopla, para um avanço em massa  contra os muçulmanos. 
No Oriente, os Turcos, sucedidos aos califas árabes no trono de Bagdá (em 1055, o Emir Togrul-Beg, da dinastia de Seljuke, assumira o título de Sultão) oprimiam os postos avançados da Cristandade, ocupando a Síria, a Palestina, a Armênia e os domínios bizantinos da Anatóia.  De Constantinopla, os Imperadores - Romano IV Diógenes e Aleixo Comneno - imploravam socorro. O Papa, então, promoveu a união das forças ocidentais contra a ameaça asiática que iniciou-se em 1096. 
                 Atendendo aos apelos e também movidos pela ambição, de todas as cidades, dos castelos da Europa, partiram homens armados, trazendo, em suas couraças e escudos, o símbolo de uma cruz vermelha em campo branco; cavaleiros isolados, senhores feudatários, seguidos por seus vassalos, todos animados por ambição ou enorme impulso de fé.  Aos postos de chamada, aguardavam os chefes: Hugo de Vermandois, Roberto de Normandia, Godofredo de Bolhão, Boemundo de Tranto, Raimundo de Tolosa, os maiores senhores da Cristandade, que conduziam, por vias diversas, o grosso das tropas até Constantinopla. 
              Com a ajuda do imperador Aleixo Comeno, o exército cruzado seguiu para a àsia Menor; Tomou Nicéia e Tarso, transpôs, com muita dificuldade  e com grandes perdas, a cadeia de Tauro e baixou sobre Odessa e Antioquia. Após vários choques, rebeliões e dissídios entre os chefes, o exército cruzado, agora sob o comando de Godofredo de Bolhão, duque de Lorena, move-se rumo a Jerusalém e sitia-a. Em 15 de julho de 1099, já com quatro anos de campanha, com as novas máquinas de guerra e catapultas construídas por Guilherme Embriaco, chefe dos cruzados genoveses, uma avalancha de pedras e de fogo grego foi despejada sobre as muralhas  da cidade.  Através das brechas , irromperam os soldados de Godofredo de Bolhão, em vão combatidos pelos Muçulmanos. Cuprindo sua promessa, os chefes cristãos ofereceram a Godofredo a coroa de Jerusalém, mas este recusou, aceitando unicamente o título de "Defensor do Santo Sepulcro".
                     A primeira cruzada terminou, naquele mesmo dia, com uma esmagadora vitória dos Europeus, mas os resultados não foram duradouros. O pequeno reino de Jerusalém, fundado após a conquista, teve vida efêmera; cinqüenta anos mais tarde, em 1147, foi necessário organizar-se, para defendê-lo, uma segunda Cruzada, que, aliás, não teve êxito, e, em 1187, a Cidade Santa caía em poder do Sultão do Egito, o famoso Saladino, que derrotara e aprisionara o rei Guido de Lusignano. 
                 A terceira Cruzada, em 1189, chefiada por Frederico Barbaroxa, pelo rei da Inglaterra, Ricardo Coração de Leão, e pelo rei de França, Felipe Augusto, extinguiu-se com a morte de Frederico e pelo abandono do rei francês em 1192. 
                    A quarta Cruzada, que deu-se em 1202, nem sequer chegou à Palestina. Em 1204, o Doge de Veneza, Henrique Dândolo, que assumira o encargo de transportar as tropas, soube habilmente desviá-las para as costas da Dalmácia, dirigindo-se para Bizâncio onde desbaratou o poder imperial apoderando-se de uma enorme quantidade de territórios e ilhas. Esta foi a primeira vez que o exército das Cruzadas foi utilizado, não para a sua finalidade, mas para conquista de territórios, como faziam os romanos. A ambição foi mais forte que a fé. 
                 Por mais quatro vezes, entre 1218 e 1270, os exércitos cruzados voltaram a tentar a grande aventura, mas sempre foram derrotados pelos Turcos ou pelas dissidências internas ou, ainda, dizimados por epidemias. 
                    Jerusalém permaneceu definitivamente em mãos dos infiéis. Mas, naquele século de lutas, grandes acontecimentos estavam amadurecendo. Os rudes guerreiros de Europa tinham entrado em contato com o velho mundo oriental, rico de sabedoria e de história.  E, quando regressaram a seus castelos, às cidades fortificadas, ainda ardentes, pelo fogo das facções e dos ódios, traziam ainda na retina aquele mundo lendário, e procuravam estabelecer em seus territórios o fausto do Islã. 
Assim, as Cruzadas, fracassadas como expedições militares, constituíram a cabeça de ponte entre o Oriente e Ocidente, restituindo aos jovens povos da Europa as chaves de uma antiga e já olvidada sapiência.
                  A sétima e oitava Cruzadas foram realizadas pelo rei de França, Luiz IX contra Saladino, o poderoso sultão do Egito.
                 Derrotado e feito prisioneiro pelos Muçulmanos, em Mansura, o rei Luiz IX de França, teve de pagar, pela sua liberdade, um enorme resgate: um milhão de bizantes de ouro. Dessa forma terminava a oitava e ultima cruzada. Vitimado pela peste que assolava o mundo, o rei morreu em Tunis. A partir de então, diante de tantos fracassos, chegou ao fim o sonho de libertar Jerusalém pela força dos exércitos cruzados.  Os Templários cuidavam muito mais dos seus interesses comerciais do que da vida de monges-soldados. Aos poucos, os latinos foram perdendo seu ódio pelo islã e a tolerância passou a ser uma nova realidade. Terminava assim a ofensiva cristã contra os muçulmanos, sem conseguir enfraquecer a fôrça do Islã. 
"Se temos de conviver com religiões, precisamos abraçar a causa com tolerância".
Nicéas Romeo Zanchett 
http://gotasdeculturauniversal.blogspot.com/


O PRÊMIO NOBEL

                        O PRÊMIO NOBEL
                   O Prêmio Nobel foi criado pelo inventor da dinamite.
                  Alfred Nobel nasceu em 21 de outubro de 1833, em Estocolmo. Sua família era muito pobre. Seu pai, um modesto agricultor, resolveu tentar a sorte e foi estudar engenharia militar onde se saiu muito bem. Seu brilhantismo chamou a atenção do governo russo que o convidou para trabalhar na construção de engenhos militares e dirigir a abertura de novas estradas estratégicas.  O velho Nobel aceitou e partiu para a Rússia com toda a família: mulher e os filhos Robert, Ludwig e Alfred.
                  Na Rússia, em pouco tempo a família passou a ser proprietária de diversas jazidas petrolíferas em Baku, ao sul daquele país. Com ótimas condições financeiras, seus filhos puderam ser educados por professores particulares. 
                Não demorou muito para que o velho Imanuel Nobel percebesse o grande talento do filho Alfred e o mandou estudar um ano nos Estados Unidos, onde trabalhou com um engenheiro sueco chamado Johan Ericson. 
               Ao  voltar para a Rússia  Alfred já era um inventor de renome e com muita capacidade para dirigir a exploração de petróleo em Baku.  Mas, no fundo, não era isso que ele queria; sua ambição era fazer experiências com explosivos, que eram pouco conhecidos.
                Passado algum tempo a família toda regressa à Suécia.  O sonho de Alfred finalmente vai se realizar. Juntamente com seu pai Imanuel monta um pequeno, mas muito bem equipado laboratório de pesquisas em Helemborg, perto de Estocolmo.  Ali começam a trabalhar num novo líquido perigoso, capaz de explodir com um simples aumento do calor ou à menor agitação. Tratava-se da nitroglicerina. 
               Em pouco tempo de pesquisa Alfred descobriu um jeito eficaz de provocar a detonação dessa substância. Mas teve de pagar um alto e trágico preço pelas experiências: uma explosão mandou pelos ares todo o laboratório; várias pessoas morreram - entre elas, um irmão de Alfred. Por causa do acidente, seu pai teve um ataque apoplético que o deixaria paralisado pelo resto da vida.
                Sem a ajuda do pai, que em tudo o apoiava, Alfred continuou seu trabalho de pesquisa e instalou fábricas de nitroglicerina na Alemanha e Noruega. Mas os acidentes não cessaram: a fábrica da Alemanha pegou fogo; um navio explodiu no Canal de Panamá; Outras explosões também ocorreram nos Estados Unidos e na Austrália. 
                  Em virtude dos constantes acidentes, os governos ficaram preocupados  e foram obrigados a tomar providências para prevenir novas tragédias. A Bélgica e a França proibiram a fabricação de nitroglicerina em seus territórios; a Suécia impediu seu transporte e a Inglaterra restringiu severamente sua utilização. Parecia que tudo estava perdido para Alfred. Mas, finalmente, entre 1866 e 1867, descobriu que acrescentando certas substâncias absorventes à nitroglicerina seria possível  armazená-la e transportá-la sem riscos. A nitroglicerina só explodiria com o uso de um detonador especial. Estava criada a poderosa arma à qual Alfred batizou com o nome de dinamite - palavra originária do grego "dynamis", que significa fôrça. O povo passou a chamá-la de "pólvora segura de Nobel".
                 Com o grande sucesso advindo de sua invenção Alfed pode então multiplicar suas fábricas pelo mundo. Já em 1875, é dono de diversos centros produtores de dinamite em todos os países da Europa e nos Estados Unidos. 
                  Seus trabalhos de pesquisa continuaram e logo descobriu uma nova pólvora  não fumarenta, derivada da nitroglicerina à qual deu o nome de "balistite".  O novo invento foi patenteado em 1887 e logo passou a ser utilizado pela maioria dos países para fins militares. Isso deixou Nobel preocupado, pois sabia o que a balistite não ajudaria acabar com as guerras; muito pelo contrário, as alimentaria.  Já era um homem riquíssimo e muito respeitado, mas também solidário e pessimista. 
                   Foi, movido por estes sentimentos que Alfred Nobel decidiu gastar parte de sua fortuna financiando movimentos pacifistas. 
                   Alfred nunca se casou e faleceu em 10 de dezembro de 1896. Em seu testamento determinou que, após a sua morte, uma fundação patrocinasse, anualmente, com juros do seu imenso capital, a entrega de cinco prêmios: física, química, medicina e literatura, além de um um especial, a quem contribuísse de maneira mais notável para a paz entre os homens.
                      Quem escolhe os premiados de física, química, medicina e literatura  são várias entidades científicas suecas; a decisão sobre o Prêmio Nobel da Paz, no entanto, cabe a uma comissão de cinco pessoas indicadas pelo parlamento Norueguês. 
                O Banco Real da Suécia instituiu o Prêmio de Economia, mas, nos escritos deixados por Alfred Nobel, não existe nenhuma menção a esse respeito. Todos os anos acontecem protestos de diversos cientistas e intelectuais sobre a legitimidade desse prêmio. Ele tem servido para dar grandiosidade às especulações financeiras e, portanto, é uma oposição às verdadeiras e legítimas intenções de Alfred Nobel.
Nicéas Romneo Zanchett
http://amoresexo-arte.blogspot.com/


domingo, 18 de dezembro de 2011

A CONSCIÊNCIA DA VIDA E DO ESPÍRITO

          A CONSCIÊNCIA DA VIDA E DO ESPÍRITO
      De onde viemos? Somos eternos? Quem é Deus? Para onde vamos? 
      Desde que tomou consciência de sua própria existência, o homem está em permanente busca de respostas para estas perguntas. 
      A árvore da vida é o centro onde buscamos a nossa origem. 
Vivemos num mundo onde tudo é veloz e com muita urgência queremos respostas que talvez nem  o tempo poderá nos dar. 
      Nos últimos anos a ciência nos tem dado muitas respostas sobre a origem do universo, mas é na origem do espírito (alma) que se encontra a resposta mais inquietante: Por que os humanos evoluíram e continuam evoluindo mais rápido do que as outras espécies vivas?  De onde veio o espírito que habita cada ser vivo? 
       A ciência comprova que o universo surgiu a cerca de 15 bilhões de anos; o sistema solar, e com ele a terra, a 4 ou 5 bilhões de anos; a vida sob forma de organismos unicelulares que, segundo estudos recentes, teria surgido a apenas 3.100 milhões de anos; os organismos multicelulares teriam surgido a 1.100 milhões de anos; os dinossauros teriam surgido a cerca de 225 milhões de anos e desaparecido  a apenas 65 milhões de anos; o homo erectus - espécie extinta de hominídeo - viveu entre 1.800 anos a 300.000 anos. 
      Somos produto do universo. Uma micro fagulha que pertence a este imenso espaço ainda desconhecido.  Precisamos ter consciência de que não estamos sós. Milhares de seres das mais diversas formas vivem espalhados por toda a galáxia. Apesar de toda a evolução humana, nossa inteligência ainda não é aparelho capaz de entender e dar as respostas que queremos. 
    Vamos iniciar este estudo buscando compreender a explicação de Darwin sobre a evolução das espécies na sua forma física.
     As raízes do homem é muito mais antiga do que se acreditava há alguns anos atrás. Teria surgido na Era Secundária com o aparecimento do hominídeo. 
     O homo-habilis - capaz de fabricar um instrumento - foi o primeiro a dar o passo decisivo que o separou da animalidade para a humanidade e deu origem ao homo-sápiens, nosso semelhante.
    Os dados fornecidos pela pré-história dão luz a antropologia. É a reconstrução, da maneira mais minuciosa e fiel possível,  num período cada vez mais preciso, para compreendermos o que foi a existência de nossos distantes antepassados em suas etapas sucessivas, e nos diversos meios em que evoluiu.  Essa reconstrução tornou-se possível graças ao emprego de métodos novos, datações radiativas, escavações horizontais que permitem encontrar, no seu estado primitivo, diferentes solos de ocupação, estudos dos pólens e também pela formação de equipes pluridisciplinares reunindo todos os investigadores do passado. 
     A África Oriental, berço do gênero humano, e o Oriente Médio, que deu origem ao homem moderno, é o local onde as pesquisas fizeram surgir uma nova visão da pré-história. 
O homem não é uma simples evolução do macaco, mas fez parte do grande grupo de primatas originários do final da Era Secundária. Em torno de 50 milhões de anos.
Foi no Egito, mais precisamente no depósito de Fain, que os arqueólogos descobriram, em camadas que datavam do início do oligoceno, os mais antigos fósseis que marcam a separação entre os macacos e os hominídeos. Tratava-se, essencialmente, do propliopiteco e do parapiteco. O primeiro é certamente um antepassado do gibão e muito provavelmente de todos os antropomorfos que a evolução diferenciou em seguida até os atuais chipanzés, gorilas e orangotangos. O segundo, nitidamente menor, apresenta molares e sobretudo pré-molares muito próximos aos do homem. O que parece certo é que desde o oligoceno - cerca de 40 milhões de anos - a separação já estava realizada entre os dois ramos dos antropomorfos e dos hominídeos.
    Existe uma grande lacuna vazia, da qual nada ou quase nada sabemos. O imenso espaço de tempo que transcorreu até o aparecimento dos primeiros australopitecos, por volta de 5 milhões de anos, é desconhecido.   
      Os hominídeos foram encontrados em diversas partes do mundo. 
     Na metade do século XIX foram encontrados numerosos restos em jazidas na Toscana. Entre eles um esqueleto completo.  Por seu crânio relativamente volumoso, por seu rosto e sua dentição, e principalmente por sua bacia que revela uma adaptabilidade à posição bípede. Este fóssil é de um oreopiteco e pertence à ordem dos hominídeos. Seus membros posteriores curtos e seus membros anteriores muito compridos indicam que estava adaptado à vida arborícola. Esta espécie desapareceu sem deixar descendentes. 
      Na Índia foi descoberto o ramapiteco. Possuímos apenas alguns fragmentos do maxilar e das mandíbulas. Também o fóssil do queniapiteco, descoberto pelo cientista norte-americano Leakey, tem as mesmas características e portanto ambos foram classificados como hominídeos pelos paleontólogos. Segundo os estudos de Leakey, o queniapiteco não era um fabricante, mas apenas um utilizador de equipamentos. Para chegar ao homo sapiens houve uma lenta evolução de milhões de anos. 
      Por mais escasso que sejam os dados sobre o período do mioceno, pelo menos dois hominídeos viviam  na extensa região afro-indiana: um deles, o oreopiteco, estava adaptado à vida herbívora; o outro, o ramapiteco, adaptado à vida de solo, sendo que evoluções sucessivas conduziram-no provavelmente à condição de australopiteco. Nesta evolução se deu o passo decisivo que levou à hominização que foi a fabricação de instrumentos. Esta façanha é creditada tanto ao australopiteco como ao homo habilis, pois trata-se de uma única e mesma espécie, ou pelo menos de duas espécies muito próximas. Embora muito semelhantes, o australopiteco desapareceu e o homo habilis continuou sua jornada evolutiva até o homo sapiens. 
       Os primeiros restos de australopitecos foram encontrados na África Austral, mas foi na Etiópia, no Quênia e na Tanzânia que se realizaram descobertas extraordinárias. 
     Durante dois ou três milhões de anos, duas grandes espécies de hominídeos coabitaram uma extensa região da África (da Etiópia ao Transval e do Quênia ao Chade). A primeira espécie, singularmente maciça e robusta, mas comportando uma grande variedade de formas, foi dos australopitecos. Seu tipo é o famoso ginantropo, descoberto por Leakey, em Oldoway. Sua dentição, caracterizada por molares e pré-molares muito grandes e pela pequenez dos crânios e dos incisivos, revela uma criatura herbívora.  Seus ossos da bacia e dos membros inferiores mostram que sua adaptação à marcha bípede não era perfeita. Sua capacidade craniana, segundo Tobias, é de 500 cm3. A segunda espécie, batizada de homo habilis por Leakey, é muito mais delicada. Sua dentição, com redução dos molares e alargamento da parte anterior do maxilar, sugere um regime carnívoro e sua bipedia é perfeitamente desenvolvida. Também sua capacidade craniana é muito superior, com 675 cm3. 
As mais antigas ferramentas de que se tem notícia datam de 2.100 a 2.600 milhões de anos. Esses instrumentos são essencialmente seixos de quartzo ou sílex, grosseiramente talhados em uma ou duas faces, de maneira a fornecer uma aresta cortante. Com estes instrumentos cortantes eles conseguiam caçar e matar grandes animais. 
         As grandes descobertas se proliferaram e continuam nos dando novas pistas. O pitecantropo em Java, o sinantropo em Pequim, o atiantropo na África do Norte, o homem de Heidelberg e de Montmaurin na Europa, o de Olway na África Oriental. 
      O homem ereto, que surgiu a mais de um milhão de anos, vai ocupar, com suas diversas raças, o primeiro plano da história até 200 mil anos atrás. Embora conserve um certo número de traços primitivos -crânio estreito e alongado, testa extremamente inclinada, mandíbula pesada, queixo inexistente, dentição caracterizada por caninos vigorosos,  - ele se diferencia  por um aumento acentuado da capacidade cerebral que oscila entre 850 e 1200 cm3. Seus membros são de aspecto nitidamente humano e perfeitamente adaptado à marcha bípede; sua altura oscila entre 1,50 e 1,60 m; sua indústria característica é a da "pedra lascada" ou bifasses, a partir de um seixo ou sílex. 
     Esses progressos técnicos, por mais lentos que tenham sido, são característicos da evolução psíquica do homem ereto. Na sequência evolutiva, o homem ereto descobre o fogo, como provam diversos braseiros encontrados perto de Pequim, nas cavernas de Chou Kou Tiem. Assim finalmente surgia o homo sapiens, homem inteligente. Embora esta fase da evolução seja a mais próxima de nós, é também a mais controvertida. 
       Na sequência temos o homem de Neandertal que a 80 mil anos dominava a Europa ocidental. Apesar de pequeno e atarracado, tinha um crânio com 1.400 cm3, perfeitamente comparável ao do homem atual. 
       Há 40 mil anos o homem de Neandertal desaparece bruscamente. Sem transição foi substituído pelo homem moderno, o homem Cro-magnon, de Grimaldi e de Chancelade. Era tão parecido conosco que, vestido com nossas roupas, não seria percebido no nosso meio. Suas realizações artísticas em Lascaux, Niaux, Altamira e muitos outros lugares, atestam que suas faculdades intelectuais não eram inferiores às nossas. Não foi encontrado nenhuma transição morfológica de um tipo a outro. Isto se deve ao pouco tempo de evolução. Apenas alguns milhares de anos. 
        Não podemos afirmar que todo o enigma tenha sido esclarecido definitivamente. Algumas descobertas recentes sugerem novas direções às pesquisas.  O conhecimento científico atual nos possibilita compreender com mais certeza a nossa evolução. 
       Não se pode confundir a teoria do policentrismo com o do poligeísmo, de caráter racista e que foi levada ao extremo nos anos 1930. Fazia do chipanzé o antepassado da raça branca, do gorila o da raça negra, e do orangotango da raça amarela. Isto é pura ignorância sem nenhum fundamento.
        O homo sapiens constitui uma espécie única, como provam as possibilidades de Inter fecundação entre as diferentes raças. A paleontologia é confirmada pela genética que somos todos uma única raça: a raça humana. Ela só pode provir, por isso, de uma espécie única. A esse respeito, o poli centrismo não faz mais do que antecipar no tempo o problema da origem do homem atual. 
         Somos da raça humana, mas nossos ancestrais povoaram diversas regiões do mundo e talvez por isso somos originários de várias raças cuja essência humana é única.  Podemos admitir que durante milênios, pela ação de misturas, constituiu-se, a partir de diferentes grupos, mas em proporção variável, um grupo genético comum à humanidade inteira. Podemos até pensar que o próprio homem de Neandertal nos legou alguns de seus genes. O importante é compreender que todos os acontecimentos da evolução se processaram através de uma única espécie: a nossa. 
       As raças atuais, quer sejam oriundas das três raças Cro-Magnon, Grimaldi e Chanceleada,  só se diferenciaram a uns 10 mil anos, quando as práticas da agricultura e da criação de animais, levando à vida sedentária, possibilitaram ao clima operar a separação entre as mutações de pele clara e as mutações de pele escura.  
      Mesmo sob as luzes que iluminam a pré-história subsistem enormes regiões de sombra. Os próprios fatos ainda continuam escassos. Quanto mais voltamos no tempo mais difícil fica encontrar as provas definitivas.
DEUS, O CÉREBRO E O ESPÍRITO
      Com o despertar da consciência, o homem passou a encarar o espaço que o rodeia como epifania do divino. A divisão do espaço sideral surge como padrão temporal traçado pelo movimento dos planetas.
       Como vimos na evolução do homem, o cérebro avolumou-se na medida em que ele evoluía rumo aos nossos dias. 
     O ser humano, pela sua própria natureza e formação evolutiva, possui instintos de imaginação e ação, participando dos acontecimentos cósmicos com sonhos e ritos religiosos. Os primitivos viviam num permanente estado de terror e medo que resultava em constantes celebrações e ritos mágicos, destinados a manter longe os aspectos pavorosos da natureza. Todos os acontecimentos climáticos inesperados despertava o medo e a desconfiança.
     Toda a existência humana está entrelaçada pelo ciclo da transformação. O nascimento, a morte e o renascer é um interminável fenômeno que nossa mente ainda não atingiu a maturidade do entendimento. 
      Sabemos que todos os seres vivos tiveram origem no Big Beng. resultante da explosão que criou o Universo, segundo a teoria aceita cientificamente, há cerca de 13 ou 15 bilhões de anos. Apesar de ser a ideia mais aceita pela ciência, o Big Bang  nunca foi comprovado e é bem provável que nunca seja.
        A matéria que compõe e permite a existência da vida já é assunto amplamente discutido e conhecido, mas a mente humana tem poderes que estamos longe de compreender. É nela que está o segredo da espiritualidade que nos leva a crenças como a existência de um deus universal.
      Não se pode negar que o ser humano é um ser espiritual e isto tem dado asas a imaginação sobre o criacionismo divino. Pensando cientificamente podemos concluir, sem de dúvida, que a matéria evoluiu gerando o atual estágio de todas as coisas do nosso tempo.  Da mesma forma, pensando cientificamente, não podemos descartar a hipótese que que o espirito foi criado na mesma explosão do Big Bang e que, portanto, também está em constante evolução. Nessa condição, aquilo que chamamos de Deus seria a soma de toda a energia existente no Universo.           Esse universo que habitamos continua sua interminável expansão e, dessa forma, a evolução material e espiritual,  também continuarão sua evolução. Mas precisamos ter a consciência de estamos apenas no crepúsculo de um conhecimento cujo complemento nunca atingiremos. Bem antes disso seremos extintos.
Nicéas Romeo Zanchett


domingo, 6 de novembro de 2011

A CARTA DA TERRA

                        
  A CARTA DA TERRA 

O que é Carta da Terra?
                 A Carta da Terra é uma declaração de princípios éticos fundamentais para a construção, no século 21, de uma sociedade global justa, sustentável e pacifica. Busca inspirar todos os povos a um novo sentido de interdependência global e responsabilidade compartilhada voltada para o bem-estar de toda a família humana, da grande comunidade da vida e das futuras gerações. É uma visão de esperança e um chamado à ação. 
                       A Carta da Terra se preocupa com a transição para maneiras sustentáveis de vida e desenvolvimento humano. 
                   Integralidade ecológica é um tema maior. Entretanto, a Carta da Terra reconhece que os objetivos da proteção ecológica, erradicação da pobreza, desenvolvimento econômico equitativo, respeito aos direitos humanos, democracia e paz são interdependentes e indivisíveis. Conseqüentemente oferece um novo marco inclusivo e integralmente ético para guiar a transição para um futuro sustentável. 
                A Carta da Terra é resultado de uma década de diálogo intercultural, em torno de objetivos comuns e valores compartilhados. O projeto começou como uma iniciativa das nações Unidas, mas se desenvolveu e finalizou como uma iniciativa global da sociedade civil. Em 2000 a Comissão da Carta da Terra, uma entidade internacional independente, concluiu e divulgou o documento como a carta dos povos. 
              A redação da Carta da Terra envolveu o mais inclusivo e participativo processo associado à criação de uma declaração internacional. Esse processo é a fonte básica de sua legitimidade como um marco de guia ético.  A legitimidade do documento foi fortalecida pela adesão de mais de 4.500 organizações, incluindo vários organismos governamentais e organizações internacionais.
À luz desta legitimidade, um crescente número de juristas internacionais reconhece que a Carta da Terra está adquirindo um status de lei ("Soft law"). Leis brancas, como Declaração Universal dos Direitos Humanos são considerados como moralmente, mas não juridicamente obrigatórias para Governos de Estado que aceitam subscrevê-las e adotá-las, e muitas vezes servem de base para o desenvolvimento de uma lei stritu senso (hard law).
           Neste momento em que é urgentemente necessário mudar a maneira como pensamos e vivemos, a Carta da Terra nos desafia a examinar nossos valores e a escolher um melhor caminho. Alianças internacionais são cada vez mais necessárias e a Carta da Terra nos encoraja a buscar aspectos em comum em meio à nossa diversidade e adotar uma nova ética global, partilhada por um número crescente de pessoas por todo o mundo. Num momento onde a educação para o desenvolvimento sustentável tornou-se essencial, a Carta da Terra oferece um instrumento educacional muito valioso. 
O Texto da Carta da Terra:
 Preâmbulo
                 Estamos diante de um momento crítico na história da Terra, numa época em que a humanidade deve escolher o seu futuro. À medida que o mundo torna-se cada vez mais interdependente e frágil, o futuro reserva, ao mesmo tempo, grande perigo e grande esperança. Para seguir adiante devemos reconhecer que, no meio de uma magnífica diversidade de culturas e formas de vida, somos  uma família humana e uma comunidade terrestre com destino comum. Devemos nos juntar para gerar uma sociedade sustentável global fundada no respeito pela natureza, nos direitos humanos universais, na justiça econômica e numa cultura de paz. Para chegar a este propósito, é imperativo que nós, os povos da Terra, declaremos nossa responsabilidade uns para com os outros, com a grande comunidade de vida e com as futuras gerações.
Terra, Nosso Lar. 
                 A humanidade é parte de um vasto universo em evolução. A terra, nosso lar, é viva como uma uma comunidade de vida incomparável. As forças da natureza fazem da existência uma aventura exigente e incerta, mas a Terra providenciou as condições essenciais para a evolução da vida. A capacidade de recuperação da comunidade de vida e bem-estar da humanidade dependem da preservação de uma biosfera saudável, com todos seus sistemas ecológicos, uma rica variedade de plantas e animais, solos férteis, águas puras e ar limpo. O meio ambiente global, com seus recursos finitos, é uma preocupação comum de todos os povos. A proteção da vitalidade, diversidade e beleza da Terra é um dever sagrado. 
A Situação Global
                  Os padrões dominantes da produção e consumo estão causando devastação ambiental, esgotamento dos recursos e uma massiva extinção de espécies. Comunidades estão sendo arruinadas. Os benefícios do desenvolvimento não estão sendo divididos equitativamente e a diferença entre ricos e pobres está aumentando. A injustiça, a pobreza, a ignorância e os conflitos violentos têm aumentado e são causas de grande sofrimento. O crescimento sem precedentes da população humana tem sobrecarregado os sistemas ecológicos e social. As bases da segurança global estão ameaçadas. Essas tendências são perigosas, mas não inevitáveis. 
Desafios Futuros
                  A escolha é nossa: formar uma aliança global para cuidar da Terra e uns dos outros ou arriscar a nossa destruição e a da diversidade da vida.  São necessárias mudanças fundamentais em nossos valores, instituições e modos de vida. Devemos entender que, quando as necessidades básicas forem supridas, o desenvolvimento humano será primariamente voltado a "ser mais" e não a "ter mais".  Temos o conhecimento e a tecnologia necessários para abastecer a todos e reduzir nossos impactos no meio ambiente. O surgimento de uma sociedade civil global está criando novas oportunidades para construir um mundo democrático humano. Nossos desafios ambientais, econômicos, políticos, sociais e espirituais estão interligados e juntos poderemos forjar soluções inclusivas. 
 Responsabilidade Universal
                  Para realizar estas aspirações, devemos decidir viver com um sentido de responsabilidade universal, identificando-nos com a comunidade terrestre como um todo, bem como com nossas comunidades locais. Somos, ao mesmo tempo, cidadãos de nações diferentes e de um mundo no qual as dimensões, local e global, estão ligadas. Cada um compartilha responsabilidade pelo presente e pelo futuro bem-estar da família humana e de todo o mundo dos seres vivos. O espírito de solidariedade humana e de parentesco com toda a vida é fortalecido quando vivemos com reverência o mistério da existência, com gratidão pelo dom da vida e com humildade com relação ao lugar que o ser humano ocupa na natureza.
                Necessitamos com urgência de uma visão compartilhada de valores básicos para proporcionar um fundamento ético à comunidade mundial emergente. Portanto, juntos na esperança, afirmamos os princípios da Carta da Terra, interdependentes, visando a um modo de vida sustentável com padrão comum, através dos quais a conduta de todos os indivíduos, organizações, empresas, governos e instituições transacionais serão dirigidas e avaliadas. 
                      Chegamos a 7 bilhões de seres humanos vivendo neste planeta mal tratado. Faça sua parte, educando e conscientizando, sempre que puder. 
Nicéas Romeo Zanchett 
Fonte de informações: A Carta da Terra 

http://gotasdeculturauniversal.blogspot.com/


 

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

A DEMOCRACIA COMO INSTRUMENTO DE ESPOLIAÇÃO


 A DEMOCRACIA COMO INSTRUMENTO DE ESPOLIAÇÃO
                Quando Thomas Jefferson, em 1801, assumiu de forma democrática a presidência dos Estados Unidos da América, os gregos já eram dirigidos democraticamente há 2.500 anos. 
                Qualquer cidadão de Atenas podia tomar parte na discussão de questões públicas e votava no parlamento ao ar livre que se situava na encosta de uma colina.
                 A democracia grega já pretendia ser a mais perfeita forma de governo. Por meio de um sistema ateniense de sorteio, qualquer cidadão só podia  exercer, uma ou outra vez, um cargo público. É claro que devemos considerar que o número de atenienses era relativamente pequeno. 
                 Lá, naquela época, filósofos, poetas, soldados, sapateiros, camponeses ou quaisquer outros cidadãos podiam dirigir o Estado. Leis particulares, trabalhos públicos, expedições exploratórias e até a ereção de uma estátua eram debatidos por homens e partidos de ambições e objetivos opostos. 
                    A princípio, o governo de Atenas estivera em mãos de alguns ricos e poderosos oligarcas. Mas, Sólon, o primeiro grande homem de Estado democrático da história, criou uma nova lei que forçou os oligarcas a declarar uma moratória de dívidas; apoiou os lavradores e criou uma lei que exigia que cada mulher possuísse pelo menos três vestidos; extinguiu as distinções de berço, criando um sistema de tribos que eram constituídos indiscriminadamente de ricos e pobres.  Mas também foi essa democracia que permitiu o julgamento de Sócrates que costumava falar mal dos políticos. Ele foi acusado de desvirtuar os jovens atenienses e condenado à morte por poucos votos dispersos. Esse foi, sem dúvida, o primeiro grande crime da democracia. Faltava ainda aos atenienses a aptidão para bem desempenhar sua democrática tarefa. 
                  O governo do povo e para o povo é uma ideia nobre, mas também é preciso nobreza para julgar com verdadeira justiça. 
                    A democracia é autora das leis, mas, infelizmente, nem sempre a lei se atém às suas próprias funções. Não raras vezes é utilizada para destruir a justiça que ela deveria preservar. 
                    A democracia coloca as forças coletivas à disposição de inescrupulosos que, sob o amparo da lei, exploram as pessoas, a liberdade e a propriedade alheia.  Surge então a espoliação organizada pela lei, em prol das classes que a fazem. Pelo voto de cada um, todas as classes sociais acabam sendo instrumento para criação de leis que permitem a espoliação legal do cidadão que trabalha pelo bem do país. Dessa forma, a lei que deveria proteger o cidadão, seu trabalho e sua propriedade, acaba sendo convertida em instrumento de espoliação.  Ela tem permitido o surgimento de uma ganância sem precedência. Com o poder de criar leis e através delas os extorsivos impostos, os políticos se locupletam e enriquecem ilicitamente sobre a proteção da lei que eles próprios criaram em nome do povo. 
                    Nenhuma sociedade poderá existir se nela não imperar o respeito às leis. Mas quando a lei e a moral estão em contradição, o cidadão se acha na cruel alternativa de perder a noção de moral ou perder o respeito à lei. 
                       A lei e a justiça formam um todo nos espíritos das massas. Temos a tendência de sempre considerar que a lei é legal e, portanto, justa. Assim, quando a lei permite a espoliação do povo, torna-se um ato legal e justo, diante de muitas consciências. Freqüentemente é desviada de seu propósito, violando direitos de propriedade em vez de garanti-los. É aí que surgem, e com toda a razão, as pessoas que querem participar fazendo as leis, tanto para proteger-se a si próprio contra a espoliação, como também para espoliar os outros.
                      A pretexto de organização, proteção e encorajamento, a lei democrática permite que se tire de uns para dar a outros. Então a riqueza produzida por algumas classes é legalmente transferida para outras classes sociais. Dessa forma arruína-se a sociedade sem obter o pretendido. As tarifas e cotas protetoras, na forma da lei, também são uma violação do direito de propriedade. O mais triste é que todo o aparato da magistratura, da política e da polícia é colocado em benefício do espoliador, tratando o espoliado que se defende, como criminoso. É assim que somos submetidos à espoliação legal.
                    Ninguém consegue comprar nada sem o pagamento de impostos que é acumulado e distribuído sob forma de privilégios e subvenções a homens e empresas mais ricas que os pagadores. A esmola em grande escala acaba sendo distribuída às classes mais privilegiadas. Diante deste quadro, as questões políticas sempre serão prejudiciais, dominadoras e absorverão tudo.
                  A verdadeira democracia é aquela que trata e defende, de forma igualitária, os direitos e deveres de todos. Quando permite que a lei cometa um ato que ela deveria reprimir é pior, do ponto de vista social.  Em tal situação, a pessoa que recebe os benefícios não é responsável pelo ato de espoliação. A responsabilidade cabe à lei, ao legislador e à própria sociedade que vota. 
                       A solução está na educação e conscientização de cada pessoa que compõe a grande massa de votantes.
Nicéas Romeo Zanchett
Leia também > VANTAGENS E PERIGOS DA DEMOCRACIA 
http://gotasdeculturauniversal.blogspot.com.br/2013/02/vantagens-e-perigos-da-democracia.html

domingo, 16 de outubro de 2011

A MATA ATLÂNTICA DE SANTA CATARINA

  A MATA ATLÂNTICA DE SANTA CATARINA
O estado de Santa Catarina, localizado no sul do Brasil, tem uma extenção territorial de 95.985 Km2. Sua população é de 6.178.603 habitantes, sendo 21,3% na área rural e 78,7% na área urbana. -(Censo do IBGE dfe 2010).
Está totalmente incerido no Bioma da Mata Atlântica.
90% dos imóveis rurais do estado são propriedades com até 50 hectares, trabalhados com mão-de-obra familiar. 
Ao longo do século XX essas características se mantiveram utilizando as riquezas naturais. 
Com o advendo da Globalização e sua conseqüente competitividade, tendo ainda como agravante a degradação ambiental agrícola familiar, foi paulatinamente sendo inviabilizado. Isto levou a um novo fenômeno ambiental: A regeneração natural e espontânea de áreas antes cultivadas. Cálculos recentes indicam que aproximadamente 70.000 hectares passaram do estado de degradação para o inicial médio e avançado de regeneração. 
Analisando friamente esta questão podemos considerar que, em princípio, isto é bom. No entanto, uma análise mais aprofundada nos leva a perceber que isto só não é suficiente, pois a regeneração espontânea é muito pobre de espécies. É aí que surge a necessidade de um trabalho planejado e conduzido de recuperação ambiental da Mata Atlântica local. 
É preciso considerar, também, o desmatamento criminoso de florestas primárias, ricas em biodiversidades contínuas. 
O esforço das autoridades e as leis ambientais não tem sido suficientes para barrar o desrespeito ao meio ambiente. É urgente que façamos um trabalho sério de conscientização e educação ambiental, tendo como foco principal os pequenos agricultores familiares, tornando-os parceiros e verdadeiros guardiões da natureza. 
Dos seus 9,5 milhões de hectares, o estado de Santa Catarina mantém uma pequena parcela de sua cobertura florística original. Estas matas estão, predominantemente, em locais de difícil acesso e com topogrfia acidentada que garantiram a sua proteção. É nestes locais que estão os mais ricos remanescentes da Florésta Ambrófila Densa (Floresta Atlântica).
Com a acelerada colonização e industrialização que aconteceu no século XX, a mata foi cedendo espaço para a lavoura, criação de gado, suinos e aves, inclusive com incetivos financiados vindos da indústria local, principalmente dos frigoríficos e do tabaco.  Esta colonização se deu nas pequenas propriedades espalhadas por todo o estado com expressiva participação de imigrantes oriundos da Itália, Alemanha, Polônia, Rússia, Japão, entre outros.
As matas de vegetação lenhosa como a "Floresta Ambrófila Mista", onde se destacavam o pinheiro, canela, cedro e imbúia, além de outros, foram fortemente explorados por madeireiros e fabricantes de móveis e casas. Estas matas foram sistematicamente substituídas por pastagens e produção agrícola. 
Os campos do planalto catarinense foram transformados em áreas agrícolas mecanizadas, onde predominam as monoculturas. 
Originalmente a superfície do estado era de 81,5% com cobertura florestal. Hoje esta cobertura está reduzida a algumas áreas de preservação. 
Até o início do século XX, menos de 5% das matas catarinenses haviam sido destruídas. Hoje restam apenas 17,46%, equivalente a 1.662.000 hectares, sendo aproxuimadamente 280.000 hectares de florestas  primárias e 1.382.000 hectares de floretas secundárias.
Apesar de toda a destruição, o estado de Santa Catarina ainda é o terceiro do país com maior número de hectares de Mata Atlântica. 
O estado tem um vigoroso parque industrial de móveis, cerâmica, papel e celulose, além de inúmeras serrarias voltadas para a produção de madeira para construção civil. Como as espécies de madeiras nativas estão com seus estoques exauridos, o uso foi substituído por madeiras de reflorestamentos do gênero Pinus e Eucalíptos.
Entre 1965 e 1985 houve forte desmatamento impulsionado pelos reflorestamentos de pinus e eucalipto. Nesta mesma ocasião entrou em cena a fumicultura, financiada pela indústria, e a especupalçao imobiliária, além da reforma agrária que muito contribuiram para se chegar à situação atual de degradação. 
O povo catarinense, que tanto ama seu estado, não deve ficar à espera de uma solução governamental, que sempre vem tarde e conduzida por políticos corruptos. É preciso que cada um faça sua parte. 
Confúcio disse: "Se alguém quer mudar o mundo, deve começar por si próprio." Mudando nossa casa, mudaremos a rua; mudando a nossa rua, mudaremos o bairro; mudando o bairro, duremos o múnicípio; mudando o município, muderemos o estado e mudando o estado mudaremos o país. Ao mesmo tempo temos de nos preocupar em ser pessoas melhores, menos poluidoras, menos consumistas e desperdiçadoras. Precisamos ser melhores consumidores e cidadãos, capazes de dizer não a empresas e políticos que não respeitam o meio ambiente.
Nicéas Romeo Zanchett
http://amoresexo-arte.blogspot.com/