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domingo, 11 de novembro de 2012

CÉLEBRES DIRCURSOS DE ABRAHÃO LINCOLN

                    CELEBRES DISCURSOS DE ABRAHÃO LINCOLN 
 Ex presidente dos Estados Unidos eleito em 1860, pouco antes da Guerra Civil Americana.
                                                    O DISCURSO
"Meus concidadãos: - Ao aparecer aqui pela segunda vêz para prestar juramento como presidente, é menos propícia a ocasião para um grande discurso do que da primeira vez. 
Parecia então conveniente e adequada um exposição pormenorizada do plano a seguir. Agora, ao cabo de quatro anos durante os quais se têm constantemente feito declarações públicas sobre todos os pontos da grande questão que ainda absorve a atenção e ocupa as energias da nação, pouca cousa nova se pode dizer. As vitórias de nossas armas de que principalmente tudo o mais depende, são tão conhecidas do público como de mim mesmo, e a todos, confio eu, parecem suficientemente satisfatórias e animadoras. São permitidas as mais levantadas esperanças para o futuro, mas não nos é lícito aventurar predições. 
  Ha quatro anos, em ocasião análoga, todos os nossos pensamentos se concentravam anciosamente na ameaça de uma guerra civil. Todos a temiam, todos procuravam evitá-la. Enquanto era aqui proferido o discurso presidencial em que eu procurava salvar a União sem guerra, agentes dos insurrectos estavam na cidade procurando destruí-la sem guerra, tentando dissolver a União, e dividir os efeitos por meio de necociações. Ambos os partidos condenavam a guerra; mas um deles queria antes a guerra que deixar a nação sobreviver, e o outro antes queria a guerra que deixá-la perecer; e a guerra veio.
  Uma oitava parte da população era formada de escravos de cor não distribuídos igualmente pela União, mas localizados na sua região meridional. Esses escravos constituíam  um interesse peculiar e poderoso. Todos sabiam que esse interesse era de algum modo a causa da guerra. Era para fortificar, perpetuar e extender esses interesses que os insurrectos queriam despedaçar a União pela guerra, ao passo que o governo não pretendia direito algum a fazer mais do que restringir o alastramento territorial da escravatura. 
  Nenhum dos partidos pensava que a guerra teria a magnitude ou a duração que já atingiu. Nenhum deles esperava  que a causa do conflito cessaria com ela ou mesmo antes que o conflito cessasse. Cada um deles esperava o triunfo e um resultado menos fundamental e surpreendente. Ambos liam a mesma Bíblia e faziam preces ao mesmo Deus e cada um invocava o seu auxílio contra o outro. Pode parecer estranho que alguém se atreva a pedir o auxílio de um Deus justo para arrancar o seu pão ao suor de outros homens. Mas não nos arvoremos em juízes das ações alheias para que outros se não arvorem em nossos juízes. Não poderiam ser atendidas as preces de ambos. Nem uns nem outros foram completamente atendidos. O Todo Poderoso tem os seus próprios propósitos. "Ái do mundo pelos seus crimes, pois é inevitável que haja crimes; mas ái daquele por quem sucedeu o crime."
Se nós supusermos que a escravidão que existe na América é um desses crimes que os desígnios de Deus exigem que se cometam, mas que tendo durado o tempo que lhe foi assinalado, Ele o quer agora fazer cessar e dá ao Norte e Sul esta terrível guerra como castigo merecido pelos culpados, poderemos acaso discernir nisso uma negação daqueles divinos atributos que os crentes em um Deus vivo sempre lhe atribuíram? 
  Esperamos confiantemente e pedimos com fervor que esta imensa calamidade da guerra depressa venha a ter um têrmo, mas entretanto, se a vontade de Deus é que ella continue até que desapareçam as riquezas acumuladas pelos escravos em duzentos e cincoenta anos de irrequito labor, e até que cada gota de sangue vertido pelo látego (chicote de corda) seja resgatada por outra gota de sangue vertido pela espada, como se disse ha tresentos anos, nem porisso havemos de deixar de dizer que os "juízes do Senhor são verdadeiros e inteiramente justos."
  Sem maldade para niguém, com caridade para todos, firmados no direito, tal qual Deus no-lo nostra, cumpre-nos continuar a esforçar-nos por terminar a obra que levamos encetada, pensando as feridas da nação, cuidando dos que suportaram o peso da batalha, e das viuvas e órfaos, fazendo tudo quanto possa concorrer para estabelecer e tornar grata uma paz duradoura entre nós e com todas as nações.    Por Abrahão Lincoln
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ABRAHÃO LINCOLN foi o décimo sexto Presidente dos Estados Unidos. Nasceu  em Hardin Country, Kentucky em 12 de fevereiro de 1809. Foi educado em escolas rústicas e durante a sua mocidade foi lavrador numa fazenda da família, caixeiro viajante, negociante e agente de vendas e locações de prédios. Estudou  direito e começou a praticar política em Springfield, no Ilinois. Teve assento na legislatura do Estado de  1834 a 1842; Foi membro liberal do Congresso Americano de 1847 a 1849 e em conseqüência da sua decidida oposição à escravatura ficou sendo considerado como o lider do Partido Republicano. A sua eleição à presidencia em 1860 foi seguida da secessão dos estados do sul e a guerra civil que rebentou em 1861. Em 1862 publicou a sua famosa proclamação de amancipação; em 1864 foi reeleito por uma grande maioria contra McClellan, candidato do Partido Democrático, e estava estudando um plano de reforma da união, quando foi mortalmente ferido com um tiro pelo ator João Wilkes Booth, em Washington, a 14 de Abril de 1865.  Morreu no dia seguinte.
                                       ORAÇÃO DE GETTYSBURGO 
                                             Por Abrahão Lincoln 
        Pronunciada em 3 de julho de 1862, aniversário desta decisiva batalha.  
  Ha oitenta e sete anos os nossos pais estabeleceram neste continente uma nova nação concebida na liberdade e fundada no princípio de que todos os homens são iguais .
  Agora estamos envolvidos em uma grande guerra civil e experimentamos se esta nação ou qualquer nação assim concebida e orientada pode durar muito.  Encontramo-nos em um grande campo de batalha desta guerra, para consagrar uma parte dele e a servir de última morada àqueles que deram as vidas para que a nação pudesse viver. É inteiramente justo e natural  que assim procedamos. 
  Mas em um sentido mais lato nós não podemos dar este terreno. Os bravos vivos ou mortos que lutaram aqui consagraram-no muito acima do nosso poder de dar ou retirar. O mundo pouco saberá e por pouco tempo recordará o que nós aqui dissermos, mas não esquecerá nunca os atos que eles aqui praticaram. A nós é que nos compete dedicarmo-nos aqui à grande obra que está diante de nós e tomartmos pelo exemplo desses venerados mortos mais ardente dedicação à causa pela qual eles aqui deram a mais completa prova dedevoção, e prometamo-nos que os mortos não morreram em vão, que a nação terá, com a ajuda de Deus, uma nova vida de liberdade, e que o governo do povo, pelo povo e para o povo não desaparecerá da terra. Por Abrahão Lincoln
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"Nascer, lutar, sofrer - eis toda a vida!" - Gonlaçves Dias.
"Abram as portas à verdade e a mentira: é a mentira que há de entrar primeiro." - Napoleão III.
" A minha vida ensinou-me que tenho muito a esquecer e muito de que me perdoarem." - Bismarck.
"Os revolucionários políticos parecem-se bastante com estes regadores das estradas e ruas, que podem fazer lama quando há sol, mas que não sabem fazer sol quando há lama." - Alexandre Dumas.
"O amor do povo pelo seu governante eleito perdurará o tempo que perdurar a sua glória." Romeo Z.
 
Nicéas Romeo Zanchett

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